terça-feira, 22 de agosto de 2017

Debate 2 - Texto: Abordagens teórico-metodológicas sobre saúde mental e trabalho

32 comentários:

  1. Atualmente o tema trabalho vem recebendo um relevante destaque e tem sido recorrente em estudos, pesquisas e intervenções sob diferentes linhas. Tal interesse entrou em ascensão devido a um crescente número de questões relacionadas ao trabalho e suas consequências, principalmente em relação a saúde/doença mental, assim como também houve um relevante aumento no número de transtornos mentais também relacionados a essas consequências. Podemos também dizer que no campo da psicologia também houve um aumento de interesse pelo tema devido a re-leituras de teorias que reafirmam a importância do trabalho na constituição do sujeito e na sua inserção social. Esse enfoque se torna extremamente importante considerando que ainda hoje ao um determinado desconhecimento sobre o tema.
    Em relação a psicologia social os estudos se encontram interligados com motivação, liderança, clima e culturas organizacionais. Já em relação a intervenção social, os estudos estão interligados a políticas e gestão de pessoal.
    A teoria sobre estresse – o termo estresse, dentre várias definições e conceitos (físicos, biológicos e psicológicos) – pode ser entendido como uma relação entre pessoa e o ambiente e que é avaliado como prejudicial ao seu bem-estar. À partir disso os autores chamam atenção para a importância de se avaliar a situação estressora e o esforço de enfrentamento diante dessa. Logo, é introduzido o conceito de coping, que se compõe por um conjunto de estratégias cognitivas e comportamentais utilizadas para gerenciar exigências desencadeadas pelas especificidades dos estímulos do ambiente externo. O estresse não é considerado um doença, e sim uma intensa tentativa de adaptação. Atualmente é um índice alarmante da síndrome de burnout que é basicamente uma reação à tensão emocional crônica composta pela exaustão, emocional, despersonalização e diminuição do envolvimento pessoal no trabalho. Acredita-se que tal síndrome surge principalmente em entre cuidadores, pois, no ambiente de trabalho surge uma contradição entre estabelecer vínculos afetivos com aqueles que prestam seus cuidados e cotidianamente romper tais vínculos levando em consideração uma relação profissional mediada por normas, turnos, horários, óbitos etc.
    A psicodinâmica do trabalho – o campo da psicodinâmica abrange sofrimento e conteúdo, assim como suas significações e formas, prioriza aspectos relacionados a organização do trabalho, como ritmo, jornada, controle, etc. Também introduz o conceito de sofrimento psíquico como uma vivência subjetiva entre a doença mental e o conforto ou bem-estar psíquico. Dejours, percursor dessa teoria, afirma que o trabalho se apresenta como um porta de entrada do sofrimento e da doença mental como geradora de angústias. Nessa linha de estudo são priorizados os arranjos mentais dos conceitos. Como concepção de ciência e de pesquisa, a psicodinâmica, que servirão para ordenar evidencias empíricas, assim como preconiza o uso de métodos qualitativos, de abrangência coletiva, pautada no modelo clínico de diagnóstico e intervenção.
    O modelo epidemiológico e/ou diagnóstico – nessa linha são utilizadas abordagens quantitativas e qualitativas, pois busca informações e utiliza todos os instrumentos disponíveis: observações, questionários, entrevistas, fontes documentais, dados estatísticos variados. A investigação cruza variáveis constatadas no diagnóstico do trabalho, estudando assim as possibilidades de aparecimento de sintomas, assim como recorre a entrevista clínica, buscando buscando identificar a psicodinâmica”. Tal linha é criticada por quantitativistas por utilizar estudos de casos clínicos e dos qualitativistas pelo uso da estatística, surgindo assim uma contrariedade.
    Nos estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho, busca-se analisar o trabalhador a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho. Todas as linhas de estudos focam um olhar analítico sobre as concepções que surgem através dos vínculos entre trabalho e saúde/doença mental.

    ResponderExcluir
  2. A saúde mental do trabalhador esta ficando cada vez mais em alta entre os profissionais, pois, coisas que eram consideradas naturais e positivas como, por exemplo, o estresse, tornaram-se uma das mais prejudiciais para o individuo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) os transtornos mentais mais leves acometem cerca de 30% dos trabalhadores, e os mais graves de 5 a 10%, sendo um dos maiores motivos para a concessão de benefícios previdenciários. Atualmente existe síndromes como a de burnout devido ao excesso e esgotamento fisico e mental relacionados ao trabalho.
    De acordo com Dejours a organização do trabalho é uma "porta de entrada" do sofrimendo psíquico e de transtornos mentais, pois é causador de angústia e de estratégias defensivas. Já Codo e colaboradores dizem que o adoecimento mental só ocorre quando afeta outras esferas transformadoras da vida.
    Esses e outros teóricos foram de imensa importância para o crescimento da Psicologia Social, no qual buscam significados e a importância do trabalho na vida do individuo.

    ResponderExcluir
  3. O artigo discorre sobre algumas abordagens propostas para questões no âmbito da saúde/doença mental associada ao trabalho, principalmente sobre a psicologia social. Sobre a perspectiva da psicologia social, temáticas como: motivação, liderança, clima e cultura organizacionais, ocupam destaque como determinantes na constituição do psiquismo. É possível notar que nos últimos anos houve um aumento do interesse em questões relacionadas ao trabalho e saúde/doença mental, isso é relacionado ao grande número de transtornos mentais e de comportamento associados ao trabalho.
    As estatísticas apontam diversas estimativas, a que chama mais atenção é a estatística do INSS (trabalhadores registrados formalmente), onde os casos de transtornos mentais, com causas identificadas de concessão de benefícios previdenciário como auxílio doença, afastamento do trabalho por mais de 15 dias e aposentadorias por invalidez ocupa o 3º lugar no Brasil.
    Pode-se verificar que frequentemente, existe uma imprecisão teórica e metodológica decorrente do desconhecimento do tema, o que fabrica tentativas fracas de ajustar conceitos e técnicas com princípios epistemológicos diferentes, desprezado assim as reflexões sobre as diferentes concepções de homem. Outro aspecto refere-se a um caráter prático, este exige determinações legais da legislação da previdência brasileira, que determina a prevalência de modelos diagnósticos, adequados à Portaria/MS (a mesma lista os transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho) sendo necessário o estabelecimento da conexão causal entre o dano e/ou doença e o trabalho.
    Levando em conta a inter-relação entre trabalho e o processo saúde/doença mental e os critérios do referencial teórico, são significativas, no artigo, 4 abordagens que se articulam por percursos distintos da psicologia e com a psicologia social, como: as teorias sobre estresse, a psicodinâmica do trabalho, as abordagens de base epistemológica e/ou diagnostica e os estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho.
    Em geral, o conjunto de teorias sobre estresse são inúmeras e empregam na maior parrte métodos quantitativos, competindo ao trabalho a característica de fator desencadeante do processo, com maior ou menos grau de relevância.
    O campo clínico da psicologia tem uma maior aproximação com a psicodinâmica do trabalho, em especial na abordagem psicanalítica, esta indica o emprego de métodos qualitativos, de abrangência coletiva, relacionada ao modelo clínico de diagnóstico e intervenção.
    Com base na lógica da epidemiologia o artigo traz sobre os estudos de Codo e colaboradores que tem por objetivos identificar quadros psicopatológicos associados a determinadas categorias profissionais. Utilizando como metodologia instrumentos de medida das condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores a partir de 13 escalas de trabalho, 7 escalas clínicas que incluem: depressão, histeria, paranóia, mania, esquizofrenia, desvio psicopático e obsessão e também 1 escala de alcoolismo, juntamente a um protocolo de observação do trabalho e análise de tarefas e entrevistas qualitativas de aprofundamento.
    A temática subjetividade e trabalho demanda investigar o sujeito trabalhador definido a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho. Nesse âmbito incluem pesquisas e estudos diversos, sobre temas variados como gênero, etnia, processo de trabalho, transformações tecnológicas e organizativas... O que trazem em comum é o privilegio a dimensão de experiência e das vivências dos trabalhadores sobre o cotidiano de vida e de trabalho, incluindo vivências de sofrimento e adoecimento sem priorizar os diagnósticos clínicos.

    ResponderExcluir
  4. Atualmente há um número crescente de transtornos mentais e do comportamento associados ao trabalho que se constata nas estatísticas oficiais e não oficiais.
    No âmbito interno da psicologia também ocorreram mudanças nos últimos anos que viabilizaram um novo olhar sobre a dimensão do trabalho: a re-leitura das teorias clássicas sobre a constituição do psiquismo vem reafirmando a importância do trabalho na constituição do sujeito e na sua inserção social como estratégia de saúde e como associado ao adoecimento mental. Entretanto percebe-se que existe uma imprecisão teórica e metodológica, visto o desconhecimento do tema, o que produz tentativas ingênuas de combinar conceitos e técnicas com fundamentos epistemológicos diferentes. No entanto, para auxiliar nesses impasses, propõem-se quatro amplas abordagens que se articulam por percursos diversos com a psicologia e com a psicologia social em particular.
    As teorias sobre estresse: que privilegia o emprego de métodos quantitativos e os pressupostos teóricos do referencial cognitivo-comportamental.
    A psicodinâmica do trabalho: de base psicanalista, afirma que a organização do trabalho se apresenta como uma “porta de entrada” do sofrimento e doença mental enquanto geradora de angústia e de estratégias defensivas e quando se refere a “elos intermediários” entre pressões do trabalho e doença menta e preconiza o emprego de métodos qualitativos, de abrangência coletiva, pautada no modelo clínico de diagnóstico e intervenção.
    As abordagens de base epistemológica e/ou diagnóstica: trata-se de uma abordagem que qualifica de “pluridimensional” em que recorre, na busca de informações, a todos os instrumentos disponíveis: observações, questionários, entrevistas, fontes documentais, dados estatísticos variados. A proposta é demonstrar a existência de uma relação entre a condição de vida e de trabalho e o surgimento, a frequência e a gravidade dos distúrbios mentais
    Os estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho: um ponto comum entre esses estudos e pesquisas é a escolha do trabalho como eixo norteador para além do seu caráter técnico e econômico, cujo significado perpassa a estrutura sócio-econômica, a cultura, os valores e a subjetividade dos trabalhadores. Há valorização dos aspectos qualitativos e das experiências em si dos trabalhadores que acompanham os processos de adoecimento associados ao trabalho, ou seja, a dimensão da experiência e das vivências dos trabalhadores sobre o cotidiano de vida e de trabalho enquanto expressões do sujeito na intersecção de sua particularidade com o mundo sócio-cultural e histórico.
    Por fim, percebe-se que a complexidade da relação entre saúde/doença mental e trabalho enseja, muitas vezes, extrapolar os limites de uma determinada abordagem. As teorias também informam sobre um olhar e um recorte analítico sobre as proposições acerca dos vínculos entre trabalho e saúde/doença mental.

    ResponderExcluir
  5. Ao longo dessa década percebe-se um movimento em direção da compreensão sobre a relação saúde/doença mental e trabalho. Pensando que tal preocupação está diretamente ligada ao psiquismo humano e suas consequências na vida diária do trabalhador, não seria de estrnhar que apenas uma abordagem fosse incapaz de responder a questões tão complexas que envolvem o tema.
    Dessa forma o texto trz quatro abordaens, que do ponto de vista teórico metodológico tentariam responder às demandas para a compreensão da relação saúde/doença do trabalhador. Assim elas se apresentam dessa forma:
    1. Teorias sobre estresse: que privilegia o emprego de métodos quantitativos e os pressupostos teóricos do referencial cognitivo-comportamental.Dentro desse aspecto o texto aborda fatores relacionados com os horários, rotina, transferências, promoções ou não, demissões etc... como estressores e que poderiam levar a síndrome de burnout, bem como as codições para o enfrentamento das pressões serem favoráveis ou não.
    2. Psicodinâmica do trabalho: de base psicanalista, afirma que a organização do trabalho se apresenta como uma “porta de entrada” do sofrimento e doença mental enquanto geradora de angústia e de estratégias defensivas e quando se refere a “elos intermediários” entre pressões do trabalho e doença menta e preconiza o emprego de métodos qualitativos, de abrangência coletiva, pautada no modelo clínico de diagnóstico e intervenção.
    Nessa abordagem, Dejours tenta se distanciar do aspecto patológico da doença, traçando por meio da organização do trbalho um quadro mais eronômico que privilegia o coletivo, ou seja, o trbalho em grupo ou em equipe e ão o aspecto individual. O método do autor é a escuta, interpretção e a devolução.

    3.As abordagens de base epistemológica e/ou diagnóstica: trata-se de uma abordagem que qualifica de “pluridimensional” em que recorre, na busca de informações, a todos os instrumentos disponíveis: observações, questionários, entrevistas, fontes documentais, dados estatísticos variados. A proposta é demonstrar a existência de uma relação entre a condição de vida e de trabalho e o surgimento, a frequência e a gravidade dos distúrbios mentais
    Para atingir seus objetivos Codo e Le Guillant lançam mão das escalas para "medir" os fatores que consideram como desencadeantes ou constitutivos da relação saúde/ doença do trabalhado. Sua abordagem privilegia o psicodiagnóstico como ferrmenta quase inquestionável.
    4. Os estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho: um ponto comum entre esses estudos e pesquisas é a escolha do trabalho como eixo norteador para além do seu caráter técnico e econômico, cujo significado perpassa a estrutura sócio-econômica, a cultura, os valores e a subjetividade dos trabalhadores. Há valorização dos aspectos qualitativos e das experiências em si dos trabalhadores que acompanham os processos de adoecimento associados ao trabalho, ou seja, a dimensão da experiência e das vivências dos trabalhadores. Assim, os autores ligados a essa linha consideram que as estratégias de discussão em grupo, as entrevistas, análise do discurso etc. são instrumentos importantes para a produção de conhecimento da relação saúde/doença mental do trabalhador.
    Embora a autora tenha dado ênfase nessas quatro abordagens , ela reconhece que trata-se apenas de um recorte analítico e que , com certeza há outras abordagens que podem também trazer suas contribuições para o tema.

    ResponderExcluir
  6. DISCENTE: Joyce Dutra de Paiva Neves
    Nos últimos anos se constata um interesse crescente por questões relacionadas aos vínculos entre trabalho e saúde/doença mental, inclusive dentro da psicologia. Isso devido ao número crescente de transtornos mentais e do comportamento associados ao trabalho e a mudanças tanto na legislação quanto no próprio âmbito interno da psicologia. Dessa forma, os autores vão objetivar identificar algumas abordagens propostas no âmbito da saúde mental em seus vínculos com o trabalho, seus pressupostos e sua articulação com a psicologia, particularmente com a psicologia social: as teorias sobre estresse, a psicodinâmica do trabalho, as abordagens de base epistemológica e/ou diagnóstica e os estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho.
    O conceito de estresse tem sido usado amplamente de forma imprecisa ultimamente, e dessa forma, os autores conceituam melhor esse termo, fazendo menção dos fatores estressores, do coping, estresse biológico e psicológico. Conforme Glina e Rocha (2000), o estresse não é uma doença, mas uma tentativa de adaptação e não está relacionado apenas ao trabalho mas ao cotidiano de vida experimentado pelo sujeito. O conjunto de teorias sobre estresse privilegia o emprego de métodos quantitativos e os pressupostos teóricos do referencial cognitivo-comportamental, cabendo ao trabalho o atributo de fator desencadeante do processo, com maior ou menor grau de relevância.
    O campo da psicodinâmica do trabalho é o campo do sofrimento e do conteúdo, da significação e das formas desse sofrimento no âmbito do infrapatológico ou do pré-patológico. Dejours busca na psicanálise seus aportes teóricos e prioriza a escuta do trabalhador. Porém críticos do autor vão dizer que, apesar de tentar romper com alguns dos pressupostos psicanalíticos, ainda dá ao trabalho uma posição secundária, como “porta do adoecimento” e não causa do mesmo. Esse campo preconiza o emprego de métodos qualitativos, de abrangência coletiva, pautada no modelo clínico de diagnóstico e intervenção.
    A substituição do paradigma monocausal pela a concepção multicausal foi um dos elementos fundamentais para a aplicação da epidemiologia no campo da saúde/doença mental, enriquecida pelo modelo da determinação social da doença. Já os estudos de Codo e colaboradores dessa área foram importantes para demonstrar que o trabalho se apresenta como um fator constitutivo do psiquismo e do processo saúde/doença mental. Eles propõem a utilização de instrumentos de medida das condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores, preconizando a utilização de abordagens qualitativas e quantitativas. Codo e Le Guillant, citados no artigo, vão ver o trabalho como constitutivo em relação às psicopatologias e não apenas como fator desencadeante.
    A temática subjetividade e trabalho busca analisar o sujeito trabalhador definido a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho. Os estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho se alicerçam em postulados derivados de diferentes campos disciplinares. Podemos perceber como a complexidade da relação entre saúde/doença mental e trabalho almeja, muitas vezes, extrapolar os limites de uma determinada abordagem, e por isso a importância de se estudar todas as possibilidades, similaridades e desencontros entres as abordagens.


    ResponderExcluir
  7. Discente: Alexandre Okumoto

    Tem aumentado nos últimos anos o interesse por estudos que relacionassem os vínculos entre saúde e trabalho. Isso deriva do número crescente de transtornos mentais relacionados ao trabalho. O texto cita ao mesmo tempo uma imprecisão teórica e metodológica por conta de um não aprofundamento no tema, o que apenas gera um combinado de conceitos e técnicas sem fundamento prático. Assim, o estudo se concentra em quatro dimensões principais: as teorias sobre estresse, a psiodinamica do trabalho, as abordagens de base epistemológica/diagnóstica e estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho.
    Acerca do estresse, o texto traz que o conceito vem se tornando genérico e impreciso. Mas basicamente o estresse psicológico seria uma relação entre a pessoa e o ambiente que é avaliado como prejudicial ao seu bem-estar. É importante refletirmos que a subjetividade humana interfere naquilo que pode ser estressor. Por isso é importante uma avaliação cognitiva, como o uso de estratégias cognitivas e comportamentais (coping) a partir das vivências do sujeito e na natureza do estimulo. O texto contextualiza então a síndrome do Burnout como uma consequência de situações estressoras, que envolve a exaustão emocional, a despersonalização e a diminuição do envolvimento pessoal no trabalho.
    A psicodinâmica do trabalho, que parte de pressupostos psicanalíticos (escuta, interpretação e devolução), dá foco ao conteúdo, significações e às formas de sofrimento. As intervenções nessa área se voltam para o coletivo e aspectos da organização do trabalho, e não à indivíduos separados. Introduzirá o termo sofrimento psíquico, além de utilizar a sublimação como ferramenta de compreensão das situações de trabalho. Assim procura evidenciar o caráter estruturante das relações de produção através das relações familiares. Se aproxima do campo clínico da psicologia.
    As abordagens com base no modelo epistemológico/diagnóstico foram enriquecidas com o modelo de determinação social da doença, que permitiu principalmente comprovar o caráter social do trabalho do processo saúde/doença. Interessante que com base nessa lógica e em concepções marxistas e da psicologia social , Coda desenvolveu estudos para identificar quadros psicopatológicos derivados de determinadas categorias profissionais. Concluiu-se assim que o trabalho se apresenta como um fator constitutivo do psiquismo e do processo saúde/doença, possibilitando uma dupla relação de transformação entre o homem e a natureza.
    Os estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho não terão como foco categorias diagnósticas, mas sim as vivências, cotidiano e modos de ser. Baseiam-se na psicanálise ao ampliarem seu campo conceitual para além do intrapsíquico e compactuam com a psicologia social histórica-critica ao assumirem a não dicotomia entre indivíduo/coletivo e subjetivo/objetivo, por exemplo. Privilegiam abordagens qualitativas como entrevistas tanto individuais quanto coletivas e análises documentais. É feita a análise do trabalhador a partir de suas vivências do mundo do trabalho.

    ResponderExcluir
  8. A partir do artigo lido, pode ser percebido o quanto o tema trabalho e os danos para a saúde estão interligados. Ultimamente em vários estudos e pesquisas este tema tem crescido e há bastante repercussão, devido aos prejuízos e consequências do excesso de trabalho e as causas prejudiciais à saúde física e mental.
    O estresse psicológico é uma aplicação do conceito para além da dimensão biológica e é definido como uma relação entre a pessoa e o ambiente que é avaliado como prejudicial ao seu bem-estar. Os autores do artigo destacam a importância da avaliação cognitiva da situação (o fator estressor) que seria o que determina por que e quando esta situação é estressora e para o esforço de enfrentamento, ou seja, a mudança cognitiva e comportamental diante do estressor.
    Ultimamente no âmbito interno da psicologia também ocorreram mudanças que viabilizaram um novo olhar sobre a dimensão do trabalho: a re-leitura das teorias clássicas sobre a constituição do psiquismo. As teorias psicológicas centradas na atenção às relações objetais reservavam ao trabalho um caráter inessencial, o que foi objeto de questionamentos de autores como Habermas (1982), Dejours (1988) e Erikson (1972), este último conhecido por suas críticas à prática comum entre os psicólogos de alterar a ocupação dos sujeitos para evitar a identificação. A re-leitura dessas teorias vem reafirmando a importância do trabalho na constituição do sujeito e na sua inserção social como estratégia de saúde e como associado ao adoecimento mental.
    Com base na lógica da epidemiologia são reconhecidos e difundidos no Brasil os estudos de Codo e colaboradores, que tem por objetivo identificar quadros psicopatológicos associados a determinadas categorias profissionais. A metodologia que é usada por estes autores é propor a utilização de instrumentos de medida das condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores que são elas: 13 escalas de trabalho, 7 escalas clínicas – depressão, histeria, paranoia, mania, esquizofrenia, desvio psicopático e obsessão – e 1 escala de alcoolismo, um protocolo de observação do trabalho e análise de tarefas e entrevistas qualitativas de aprofundamento.

    ResponderExcluir
  9. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  10. O número crescente de transtornos mentais e do comportamento associados ao trabalho, leva a psicologia para um novo olhar sobre a dimensão do trabalho. A releitura de teorias clássicas sobre a constituição do psiquismo, afirmam a importância do trabalho na constituição do sujeito e na sua inserção social como estratégia de saúde associado ao adoecimento mental.
    A teoria sobre o estresse com suas diferentes definições e conceitos, privilegiam os métodos quantitativos e os referenciais cognitivo-comportamentais, sendo o trabalho o fator desencadeante do processo saúde/doença.
    A psicodinâmica do trabalho tem como principal teórico o Dejours, que fala da importância de uma intervenção voltada a coletividade do trabalho e aspectos de sua organização que os indivíduos estão. Privilegia a entrevista coletiva, dizendo que a abordagem individual ressalta o singular, ligando-o ao que está no passado da vida do sujeito. Por fim, as pesquisas brasileiras confirmam a eficiência da teoria, mas não a cumpriu por ser de difícil acesso reunir todos os trabalhadores.
    Com relação ao modelo epidemiológico e/ou diagnóstico objetiva identificar quadros psicopatológicos associadas a categorias profissionais. Sua investigação é ampla, sendo utilizada entrevistas, questionários, observações, fontes documentais e dados estatísticos.
    Nos estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho, o trabalhador é analisado a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho. Na pesquisa as experiências dos trabalhadores no cotidiano de vida e trabalho revelam expressões do sujeito, de sua particularidade com um mundo sócio-cultural e histórico, incluindo as vivencias de sofrimento e adoecimento.

    ResponderExcluir
  11. Discente: Natália Barcelos Cardoso.

    O artigo inicialmente aborda a expansão nos estudos e na investigação dos processos saúde/doença relacionados ao trabalho devido a mudanças observadas atualmente e aponta alguns aspectos que levaram a essas mudanças.
    Diante dessa explanação o autor do texto busca trazer as principais ideias de quatro abordagens que relacionam as questões de saúde/doença mental ao trabalho e a psicologia. A primeira dessas abordagens são as teorias sobre o estresse, que é basicamente o estudo do estresse segundo seus diversos tipos de manifestações, ou seja, o estudo do estresse segundo a sua origem física, psicológica, social, ambiental, bem como os conceitos de coping e de síndrome de Burnout.
    A segunda abordagem do texto é a psicodinâmica do trabalho, cuja qual possui autor principal Dejours que propõe uma intervenção voltada para a coletividade de trabalho e os aspectos organizacionais aos quais os indivíduos encontram-se submetidos. Segundo essa abordagem então, o trabalho é considerado uma causa importante para os problemas psicopatológicos ao mesmo tempo em que ele é um fator que se comunica com a constituição psíquica pré-estabelecida dos trabalhadores.
    Já a terceira abordagem que são as abordagens de base epistemológicas e/ou diagnóstica, o principal autor trazido no texto é Codo. Codo e seus colaboradores buscaram identificar quadros psicopatológicos associados à categorias profissionais definidas a partir do uso de instrumentos de medidas das condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores. Nesse sentido, essa abordagem considera que o trabalho é uma atividade geradora de significado que constitui o psiquismo e o processo saúde/ doença mental do trabalhador (desencadeando doenças mentais). Ademais, o trabalho também será um fator de transformação do homem e da natureza.
    Por fim temos a abordagem dos estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho, que considera o sujeito a partir de suas experiências e vivências advindas do trabalho (que é o principal norteador da vida dos trabalhadores). Para a realização dessa análise nos estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho há a delimitação de diversos temas relacionados a essas experiências/ vivências dos trabalhadores tanto em seu cotidiano quanto em seus trabalhos.
    Assim sendo, a partir dessas reflexões presentes no artigo, é possível concluir que o trabalho é um fator que permeia diversos contextos da vida do trabalhador, determinado e influenciando outros fatores. Entretanto, é preciso um olhar mais amplo e critico a respeito das questões da saúde/ doença mental associadas ao trabalho e por meio dessas abordagens mostradas no artigo talvez seja possível esse novo olhar.

    ResponderExcluir
  12. Discente: Letícia de Sousa Rodrigues

    O texto traz informações que contextualizam as diferentes teorias e pesquisas acerca da relação entre o trabalho e a saúde mental dos trabalhadores e suas concepções sobre. A partir do crescente numero de transtornos mentais e do comportamento associados ao trabalho - que ocupam a 3ª posição no ranking das causas dos afastamentos e aposentadorias por invalides - e das alterações na constituição propostas pelas Conferência Nacional de Saúde e pela Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador de adoção de ações integradas e interdisciplinares no lugar do modelo teórico centrado no modelo médico, foram as portas de entrada para Psicologia no campo da saúde do trabalhador.
    Além disso, a releitura das teorias já estabelecidas, de forma a viabilizar um novo olhar sobre a dimensão do trabalho, reafirmando a importância do trabalho na constituição do sujeito e na sua inserção social como associado ao adoecimento mental colaborou para que a Psicologia garantisse seu espaço nessa área de atuação.
    Constam ainda informações sobre o conceito de estresse e sua ligação com a produção de doenças mentais nos trabalhadores. O estresse não é entendido como uma doença, mas uma tentativa de adaptação ao cotidiano de vida experimentado pelo sujeito e, nesse sentido, a importância conferida ao trabalho se deve a sua relevância nesse cotidiano, sendo assim, um dos principais fatores desencadeante do estresse. Programas de qualidade de vida no trabalho (QVT) têm ações de prevenção e intervenção voltadas para o gerenciamento individual do estresse por meio de mudanças comportamentais e cognitivas e práticas de exercícios e relaxamento. Tais programas focam principalmente na organização do trabalho em detrimento das condições de trabalho.
    Sobre a psicodinâmica do trabalho, que tem como prioridade aspectos relacionados à organização do trabalho – ritmo, jornada, hierarquia, controle, etc. -, tem suas propostas voltadas para a coletividade de trabalho e para aspectos da organização do trabalho a que os indivíduos estão submetidos. O método da psicodinâmica do trabalho, desenvolvida por Dejours, baseia-se em escuta, interpretação e devolução, tal qual a psicanálise. O ponto divergente é que a psicodinâmica do trabalho em sua proposta acredita que a interação grupal permite reconstruir a lógica das pressões do trabalho e a defesa (coletivamente) contra os efeitos psicológicas das pressões sofridas.
    As teorias com base epidemiológicas acreditam que o trabalho se apresenta como um fator constitutivo do psiquismo e do processo saúde/doença mental. Um dos teóricos de tal abordagem teve como proposta desenvolver uma abordagem em saúde mental e trabalho que permitisse demonstrar a existência de uma relação entre a condição de vida e de trabalho e o surgimento, a freqüência e a gravidade dos distúrbios mentais.
    Por sua vez, os estudos sobre subjetividade e trabalho buscam analisar o sujeito trabalhador a partir de suas experiências adquiridas no mundo do trabalho. O trabalho é tido além do seu caráter técnico e econômico, considera-se que o seu significa perpassa a estrutura sócio-econômica, a cultura, os valores e a subjetividade dos trabalhadores. As pesquisas e estudos sobre a subjetividade utilizam de diferentes campos disciplinares do campo das ciências sociais, como a psicanálise – por onde ampliam o campo conceitual parar além do intra-psíquico, assumindo um sujeito vinculado às normas sociais e construído a partir das tramas contidas em tais normas – e a psicologia social, que se desvincula da dicotomia entre indivíduo e coletivo, subjetivo e objetivo. Seu método consiste em buscar as experiências dos sujeitos e as tramas que constroem o lugar do trabalhador, definindo, assim, os modos de subjetivação relacionados ao trabalho.

    ResponderExcluir
  13. A partir do texto podemos perceber que é crescente e relativamente novo o interesse pela saúde psíquica do trabalhador visto os problemas, as psicopatologias, desencadeadas devido a uma rotina de trabalho em conjunto com condições pouco satisfatórias para a realização do próprio trabalho, tudo isso advindo de dados estatísticos oficiais e não oficiais. Essa realidade está bem próxima de nós, infelizmente, visto que não é nada difícil encontrarmos pessoas que sofrem ou já adoeceram por conta do trabalho.
    Assim, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, os transtornos mentais ocupam a posição entre as causas de concessão de entre as causas de concessão de benefício previdenciário como auxílio doença, afastamento do trabalho por mais de 15 dias e aposentadorias por invalidez.
    O olhar de algumas teorias focaliza a doença já instalada nos trabalhadores, mas ao meu ver e levando em consideração uma das posições retratadas no texto, pode-se conseguir levar em conta tanto as potencialidades dessas pessoas quanto o processo de adoecimento, para que se faça uma espécie de observação e comparação dos fatores prejudiciais e positivos que podem auxiliar nessa “melhora”.
    Essas pesquisas podem ser a chave justamente da prevenção desses adoecimentos tão comuns, infelizmente, de forma que elas devem ser incentivadas e feitas com seriedade e tendo claramente seu objetivo/ sua meta para com essas muitas vidas afetadas por algo que não se pode não se comprometer, visto que é o trabalho que proporciona sobrevivência para a maior parte da sociedade.
    Outro fator que contribuiu para a entrada da Psicologia no campo da saúde do trabalhador foi essa releitura das teorias psicológicas (e considero bastante importante e atenção sobre as efetividades dessas teorias visto as constantes mudanças e diferentes exigências nesse setor da sociedade e suas implicações na vida do trabalhador) afirmando sobre a importância do trabalho na constituição do sujeito e sua inserção social como estratégia de saúde associado ao adoecimento mental.Então pode-se perceber que nem tudo que é relativo a esse processo de saúde/ doença do trabalhador tem ligação forte com as consequência negativas deste para a saúde de quem o realiza, pois como foi dito anteriormente, olhar sobre as potencialidades que o sujeito traz consigo (ou o grupo) mediante análises e constatações cientificas, pode ajudar os pesquisadores a implementar ações de aperfeiçoamento dessa condições e progresso da forma como o trabalhador é visto e tratado pelas mais diversas empresas.
    A Psicologia ainda não anda “sem rodinhas” nessa área, visto que na realidade ocorre “imprecisão teoria e metodológica pelo desconhecimento do tema”, como citado no texto, que não produzem tentativas consolidadas e efetivas ao combinar fundamentos e técnicas diferentes sem um consenso comum. É claro que existem diferentes “diferentes condicionantes de ordem epidemiológica e teórico-conceitual” de cada autor, mas o intuito ainda precisa ser melhor estabelecido, para que essa ciência avance rumo ao bem estar do proletário.
    Como o texto apresenta, não é benéfico para esse processo de investigação e intervenção apenas “emprestar conceitos e técnicas sem uma reflexão sobre as diferentes concepções de homem, homem/sociedade, ciência e pesquisa que lhes fundamentam” pois novamente, isso não abrangerá todas as especificidades do trabalhador. Uma hipótese que já é realizada, mas poderia ser melhor organizada mediante pesquisas, é a abordagem sistemática e individualizada, a principio, de realidades especificas de cada meio de trabalho. Portanto, isso pode ajudar os pesquisadores a enxergar meios mais efetivos de prevenção e cuidado dos adoecimentos psíquico para cada região brasileira, por exemplo, visto que uma pessoa que trabalha no norte do país tem condições e vivencias diferentes de quem trabalha no sul do mesmo país.


    ResponderExcluir
  14. O tema trabalho começou a ser difundido em estudos, pesquisas e intervenções na área de psicologia, principalmente a psicologia social. O interesse pelo trabalho surgiu devido a grande relação estabelecida entre o trabalho e saúde/doença mental. Devido a complexidade do trabalho como uma das principais atividades humanas, fica dificil estabelecer um olhar unico para as relações de trabalho e sujeito, e diante dessa complexidade vão existir 4 abordagensque vão trabalhar essa relação:

    As teorias do estresse - vai privilegiar o emprego de métodos quantitativos e pressupostos teórico do referencial cognitivo comportamental, cabendo ao trabalho o atributo de fator desencadeando do processo, com maior ou menor grau de relevância.

    Psicodinâmica do trabalho - se aproxima do campo clínico da psicologia e especialmente do referencial psicanalítico,priorizando métodos qualitativos, de abrangência coletiva, pautada em um modelo clínico de diagnóstico e intervenção.

    Abordagens com base no modelo epidemiológico/diagnóstico - o trabalho de apresenta como um fator constitutivo do psiquismo e do processo saúde/doença mental e é uma dupla relação de transformação entre o homem e a natureza, geradora de significado e o sofrimento psíquico e doença mental vão ocorrer quando esferas da nossa vida que são significativas são afetadas e o trabalho é uma das atividades humanas mais gerados de significado.

    Subjetividade e trabalho - vai buscar analisar o sujeito que trabalha trabalha partir das suas experiência e vividas e adquiridas no mundo do trabalho.



    ResponderExcluir
  15. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  16. Discente: Camile Lima Soares
    O artigo traz como objetivo identificar algumas abordagens apresentadas no campo da saúde mental, assim como suas relações com o trabalho e com a psicologia social. As quatro abordagens propostas pelo texto são:
    AS TEORIAS SOBRE ESTRESSES: A formulação sobre o estresse e alguns conceitos é cada vez mais utilizado em diversas áreas do conhecimento. No texto traz algumas definições e suas relações com a saúde mental e o trabalho, informa também que o estresse não é uma doença, mas sim uma tentativa de interações com o cotidiano, não apenas o trabalho, embora o trabalho seja um dos dois maior fatores estressantes do cotidiano.
    Foi possível diagnosticar que o trabalho não é apenas um fator desencadeador para o adoecimento, mas também parte da constituição da doença.
    A PSICODINÂMICA DO TRABALHO: O principal autor dessa teoria é o Dejours, que traz elementos da psicanálise como: "escuta, a interpretação, a devolução, sendo explicitamente contrário ao uso de questionários, estudos epidemiológicos e impõe restrições à observação do cotidiano de trabalho por priorizar a escuta do trabalhador." Porém se diferencia da psicanálise no momento em que privilegia a entrevista coletiva.
    ABORDAGENS COM BASE NO MODELO EPIDEMIOLÓGICO E/OU DIAGNÓSTICO:O objetivo dessa abordagem é evidenciar uma relação entre o trabalho, condições de vida e a saúde mental. Fazendo uso dos psicodiagnósticos e evidenciando que o trabalho faz parte do processo da saúde/doença, sendo um processo constitutivo para tal.
    ESTUDOS E PESQUISAS EM SUBJETIVIDADE E TRABALHO: Tem como prioridade as experiências de cada trabalhador no universo do trabalho. Não prioriza os aspectos psicopatológicos, assemelhando-se aos conceitos psicodinâmicos que traz a ideia de vivência.

    Por fim o artigo traz que as relações de saúde/doença e trabalho ultrapassam os conceitos de determinadas teorias.Embora são as abordagens que trazem as consistências para tal argumentação e que além desse próprio artigo existem outras formas possível para olhar essa relação saúde/doença e trabalho.

    ResponderExcluir
  17. Nome: Juliana Marques Cury

    Após a leitura do artigo Abordagens teórico-metodológicas em saúde/ doença mental & trabalho, algumas dúvidas ficaram sobre a forma como lidamos com o trabalho, pois sempre temos metas a bater, prazos a cumprir, e isso atrelado a uma competitividade que não é saudável.
    Pensando nas abordagens teórico-metodológicas apresentadas no texto, todas tem vantagens e desvantagens, mas considerando a forma como a vida é levada na contemporaneidade, na minha opinião a Psicodinâmica do Trabalho, é a abordagem que preconiza o emprego de métodos qualitativos, ou seja, possui mais propostas que visam o trabalho em equipe e um cuidado com a organização do trabalho, levando em conta ritmo, jornada, hierarquia, responsabilidade e controle, sendo estes a "porta de entrada" do sofrimento psíquico e doença mental. Através da escuta, interpretação e devolução, voltando-se para a coletividade de trabalho e para a demanda de todos, pois a interação grupal permite reconstruir a lógica das pressões do trabalho e as defesas.
    Sucintamente, descreverei as outras três abordagens apresentadas pela autora. As Teorias sobre Estresse privilegiam os métodos quantitativos e os pressupostos teóricos do referencial cognitivo-comportamental, sendo o estresse uma tentativa de adaptação biológica e psicológica, pela vida cotidiana que o sujeito leva, sendo assim o trabalho seria um fator desencadeante. A autora cita a Síndrome de Burnout, que é a síndrome de esgotamento profissional, prevalente principalmente em cuidadores e trabalhadores de organizações.
    Já as abrodagens com base no modelo epidemiológico e/ ou diagnóstico, privilegiam a identificação de quadros psicopatológicos. O trabalho tem caráter constitutivo do psiquismo e do processo saúde/doença mental, que ocorrem quando afetam esferas significativas, geradoras e transformadoras de significado, fundamentando-se em teorias marxistas, identificando pressupostos da psicologia social histórico-crítica.
    E por fim os estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho, que busca analisar o sujeito trabalhador definido a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho, também sustentados por pressupostos marxistas. Privilegia a dimensão da experiência e das vivências dos trabalhadores sobre o cotidiano de vida e de trabalho enquanto expressões do sujeito na intersecção de sua particularidade com o mundo sócio-cultural e histórico.

    ResponderExcluir
  18. Há um constante interesse por temas que lidam com questões que relacionam adoecimento mental ao trabalho. Mas infelizmente, mesmo havendo muitos estudos teóricos a este respeito, além da formulação de várias abordagens, ainda é grande o número de trabalhadores que adoecem devido a fatores estressantes laborais, mas que não passam de números em pesquisas epidemiológicas e estatísticas.
    A leitura dessas teorias confirma a importância do trabalho para a vida do indivíduo e de como isso é necessário para a sua inserção na sociedade, no entanto, ocorre o contrário, já que a maioria das empresas não estão preparadas para promoção de um ambiente saudável para o trabalhador. O que acaba por causar danos físicos e psicológicos muitas vezes irreversíveis.
    E na maioria das vezes as empresas se isentam da culpa, alegando que se a maioria dos trabalhadores estão ali tão “bem adaptados”, que a culpa então seria exclusivamente dos poucos trabalhadores que não são tão bons ou produtivos quanto os que não adoeceram.

    ResponderExcluir
  19. O texto “Abordagens teórico-metodológicas em saúde/doença mental e trabalho” nos convida a pensar sobre as diferentes formas de se investigar a relação entre saúde e doença mental no trabalho. Nesse sentido, temos as teorias sobre estresse, a psicodinâmica do trabalho, as abordagens com base no modelo epidemiológico e os estudos e pesquisas sobre subjetividade no trabalho. E aqui é interessante observar como ocorreu uma gradual mudança de mentalidade acerca das causas para o adoecimento de trabalhadores Nas teorias sobre o estresse, percebe-se o quanto prevalece uma visão individualista; há uma desvinculação quase que completa entre saúde/doença e trabalho e o estresse ganha uma causa hereditária ou ocorre devido a problemas familiares. Já na psicodinâmica do trabalho, que tem Dejours como principal expoente, percebemos uma iniciativa em tentar romper com esse pensamento individualista, quando há um reconhecimento de que o trabalho pode sim causar adoecimento. No entanto, ainda há uma mentalidade individualista, pois o autor parece admitir que, embora o trabalho possa causar adoecimento, o indivíduo adoece por causas que são suas. A abordagem epidemiológica traz o social para a discussão de um modo mais significativo, na medida em que procura investigar quais transtornos são mais comuns e determinadas profissões, realizando um mapeamento para que se possa buscar relações causais no próprio trabalho, e não tanto no indivíduo. Nesse momento da discussão, não pude deixar de lembrar de Foucault, quando afirma que, às vezes, é necessário ter esse olhar voltado para o sistema, seja qual for esse sistema (escola, trabalho, sociedade, etc.) e buscar aí as causas para algo que se tornou uma atribuição do indivíduo. Quanto à estudos voltados para a subjetividade no trabalho, as quais buscam analisar o sujeito trabalhador definido a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho. Ver como o indivíduo significa o trabalho é importante para entender porque esse indivíduo adoece em função desse trabalho, o que esse trabalho lhe traz, lhe provoca e quem é esse indivíduo nesse trabalho. Penso que qualquer indivíduo já começa a significar o trabalho antes mesmo de começar a trabalhar; muitos de nós já devemos ter visto nossos pais, quando estão indo para o trabalho, dizer algo como “vou à luta”. Como se o trabalho fosse uma guerra, algo difícil demais de se vivenciar. De fato, nos moldes como se encontra o trabalho nas mais variadas áreas, é realmente uma luta diária. Nesse sentido, o Psicólogo Organizacional muito pode contribuir colocando em pauta no ambiente de trabalho (em toda a sociedade, na verdade. A mudança no ambiente de trabalho requer uma mudança social) a saúde mental do trabalhador e as maneiras de se significar o trabalho.

    ResponderExcluir
  20. Discente: Leonardo Ap. Santos
    A partir da discussão em sala e do presente artigo, podemos perceber que existem grandes diferenças entre as abordagens metodológicas proposta pelo estudo, sendo elas: Teoria do Estresse, Psicodinâmica do Trabalho e Teoria Epidemiológico/Diagnostico.
    Teoria do Estresse: com foco em abordagens como TCC e Teoria de Coping ela nos trás o conceito de estresse na atualidade como genérico e impreciso, onde o estresse psicológico seria basicamente a relação do sujeito-ambiente que acarreta prejuízos para o bem-estar do indivíduo.
    Psicodinâmica do Trabalho: tem como referencial a psicanalise e método qualitativo, fazendo uso de avaliações e entrevistas (tanto individual quanto grupal). Deju apesar de tentar quebrar os pressupostos psicanalíticos ainda vê o trabalho como porta de entrada de psicopatologias.
    Teoria Epidemiológico/Diagnostico: se diferencia de Deju por ver o trabalho como constitutivo (formador)de psicopatologias, método quanti/quali.

    ResponderExcluir
  21. Discente: Isabella Amaral de Oliveira

    Diante do texto e também do debate em sala de aula é possível notar a importância de se abordar a saúde do trabalhador. Não é à toa que o texto traz um crescente interesse atualmente pelas questões relacionadas ao trabalho e a saúde/doença mental, devido ao aumento dos transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho.
    O texto então traz algumas abordagens que propõe modos de entendimento e de intervenções no âmbito da saúde/doença mental e do trabalho, que seriam: as teorias sobre estresse, a psicodinâmica do trabalho, as abordagens de base epistemológica e/ou diagnóstica, e os estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho.
    As teorias sobre estresse, segundo Lazarus e Folkman (1984), traz o estresse como uma relação entre a pessoa e o ambiente que é avaliado como prejudicial ao seu bem-estar. O referencial teórico cognitivo-comportamental é o que embasa o campo das teorias sore o estresse e sustentam os modelos de prevenção, diagnóstico e intervenções propostos. As ações de prevenção e intervenção são voltadas, preferencialmente, para o gerenciamento individual do estresse.
    A psicodinâmica do trabalho se aproxima do campo clínico da psicologia, em especial do referencial psicanalítico, também é o campo do sofrimento e do conteúdo, da significação e das formas desse sofrimento no âmbito do infrapatológico ou do pré-patológico, e prioriza os aspectos relacionados a organização do trabalho. As intervenções se voltam para o coletivo, privilegiando o emprego da entrevista coletiva.
    As abordagens com base no modelo epidemiológico e/ou diagnóstico vê o trabalho como um fator constitutivo do psiquismo e do processo saúde/doença mental, e aponta que o trabalho tem caráter essencial na determinação do adoecimento mental. São utilizadas abordagens qualitativas e quantitativas.
    Já nos estudos e pesquisas em subjetividade e trabalho analisa o sujeito trabalhador definido a partir de suas experiências e vivencias adquirias no mundo do trabalho. Dão ênfase as categorias como vivencias, cotidianos, modos de ser e não, necessariamente, a diagnósticos psicopatológicos. Se alicerçam também em diferentes campos disciplinares no âmbito das ciências sociais, e como metodologia privilegiam abordagens qualitativas.

    ResponderExcluir
  22. Discente: Mariana Rezende Alves de Oliveira
    O presente texto explora as principais abordagens no âmbito da saúde/doença mental e trabalho, suas interseções com a psicologia e, particularmente, com a psicologia social. Além de explorar teoricamente as principais abordagens, o texto também discorre sobre a relação sujeito e trabalho e as quatro principais teorias que trabalham com esta relação, são elas: as teorias sobre estresses, que, no texto, explicam os diferentes pontos de vista e modos de descrever o estresse em si, prioriza o uso de métodos quantitativos da teoria cognitivo comportamental, além ser reconhecido pelos autores que o trabalho é considerado um fator desencadeador para a constituição da doença; a psicodinâmica do trabalho, que possui ênfase na teoria de Dejours que preconiza que este é o campo do sofrimento e do conteúdo, da significação e das formas desse sofrimento no âmbito do infrapatológico ou do pré-patológico, priorizando aspectos relacionados à organização do trabalho e utilizando a psicanálise como aporte teórico, utilizando elementos como a escuta e a interpretação, a devolução e privilegia a entrevista coletiva; abordagens com base no modelo epidemiológico e/ou diagnóstico, que utiliza abordagens tanto quantitativas como qualitativas, buscando desenvolver uma abordagem em saúde mental e trabalho que permitisse demonstrar a existência de uma relação entre a condição de vida e de trabalho e o surgimento, a freqüência e a gravidade dos distúrbios mentais, e defende a ênfase a fatos concretos e precisos do trabalho e do universo subjetivo dos trabalhadores e suas relações; estudos e pesquisa em subjetividade e trabalho que busca analisar o sujeito trabalhador definido a partir de suas experiências e vivências adquiridas no mundo do trabalho.
    Tendo compreendido estas quatro teorias e o modo como nossa subjetividade e o nosso trabalho estão presentes em diferentes esferas de nossas vidas, nos afetando de formas positivas e negativas, foi possível realizar uma reflexão durante o debate feito em sala de aula. A maior parte dos adoecimentos que acontecem com os funcionários de empresas, hospitais, escolas e etc vêm acompanhados da falta de conhecimento de seus sintomas – e da realização de que eles são decorrentes do trabalho que, no momento, não está promovendo um ambiente ou condições saudáveis – , da falta de acolhimento e responsabilidade do setor que cuida destas queixas e do medo de ser prejudicado ou de perder o emprego. Dentro de uma escola com 20 professores, por exemplo, apenas 2 adoeceram decorrente de seu trabalho,em uma situação como essa, os funcionários adoecidos não se sentem acolhidos e subjulgam seus sintomas, uma vez que 90% dos professores continuam com sua saúde intacta.
    Além do setor responsável por colher e cuidar destas queixas agir, muitas vezes, de forma negligente e não promover aos funcionários da empresa um conhecimento sobre o estresse ou outros sintomas e adoecimentos físicos e mentais que podem ser decorrentes daquele trabalho, as empresas em si não fornecem as mínimas condições para um ambiente de trabalho saudável, sobrecarregando os trabalhadores e isentando-se da responsabilidade de cuidar e promover saúde no ambiente de trabalho.

    ResponderExcluir
  23. Discente: Maria Gabriela Longo
    O texto traz discussões muito importantes, como por exemplo, levantamento de dados de estresse, burnout e as profissões
    mais afetadas por eles. Além disso, há uma discussão de como modificar esse meio estressor, primeiramente começam com
    abordagens mais individualizantes, trazendo massagens, relaxamentos e depois caminha mais para o grupo. As discussões na
    sala de aula mostraram que apesar de se tratar esses aspectos tanto individualmente quanto no grupo, nada se muda no trabalho.
    A grande questão é que os estímulos aversivos continuam e quase nada se faz para eliminá-los, ao contrário, tentam fazer
    uma adaptação do sujeito ao ambiente de trabalho. Outra questão também interessante, levantada na discussão, é que as vezes
    se torna importante não apenas pesquisar o porquê os indivíduos adoecem, mas também entender o porquê de outros indivíduos
    não adoecerem no mesmo local, exposto ao mesmo estímulos. Outros pontos também de suma importância foram tocados, como por
    exemplo as subnotificações das doeças relacionadas ao trabalho, de forma que isso não gera estatísca e infelizmente, no
    nosso mundo, apenas tendo uma prova concreta, como os números, é que se propõe formas de mudança. Nesse ponto, foi importante
    lembrar que em nossa função como psicólogo e até na clínica é notificar esses dados quando percebemos um adoecimento em
    pró do trabalho. Por fim, é importante lembrar e fazer um link com a disciplina de POT1 que para uma empresa também
    é importante mostrar a partir dos dados e estatística o quanto um trabalhador doente acaba gerando mais custos do que
    os saudaveis, mostrando a importância de se ter um local adequado para esses trabalhadores. Essas estatísticas e mostrar
    esse outro lado para os gerentes também entra como uma importante tarefa do psicólogo no contexto organizacional. Lembrando
    também a partir de POT1 que o psicólogo ele irá ter que ter um posicionamento político e realmente tentar fazer a ponte
    entre os donos da empresa e os trabalhadores, tentando favorecer os dois lados.

    ResponderExcluir
  24. Discente: Marina Capucci Manffré

    É importante sabermos que o trabalho constitui o psiquismo de cada um, portanto é um assunto que deve ser trabalhado pela psicologia. O tema, na psicologia social, vem associado com organização e motivação do sujeito.
    Nos últimos tempos, o assunto vem ganhando visibilidade, pois o número de transtornos mentais têm aumentado entre os trabalhadores, logo é de suma importância que haja debate sobre o assunto.
    Antes, o fator de sofrimento causado pelo trabalho era exclusivamente médico, esse foi um dos motivos para ser algo trabalhado pelo campo psicologico, afinal, é importante romper com o modelo médico tradicional e focar no sujeito como um todo, como um ser subjetivo, afim de realizar uma intervenção interdisciplinar.
    Segundo o texto podemos ter diversas visões sobre o assunto, dentre estas o texto salienta algumas, como a teoria sobre o estresse, o estudo sobre a psicodinamica do trabalho e o modelo epidemiológico.
    Todos os modelos utilizam-se de suas próprias teorias e abordagens.
    A focada no estresse tem um modo de intervenção focada no cognitivo comportamental, já a psicodinamica, psicanálise e o epidemiológico, médico. O texto traz a ideia de como cada uma trata do sofrimento do trabalhador e quais suas singularidades. Um ponto negativo do texto é que a ideia é centrada em expor as diferentes formas de lidar com o sujeito e seu sofrimento, porém não é realizada uma ligação entre os assuntos abordados.
    Porém, a obra também coloca que, a diferença entre as formas de ver o tema "trabalho" diferenciam a forma como cada um lida com ele, mostrando que há diferentes formas de intervir, porém, todas têm em comum o sofrimento e a procura de melhorias para uma melhor relação entre trabalho e sujeito, o que mostra uma maior preocupação com a saúde mental de cada um e a melhora da relação.
    Logo, o texto foi importante pois trouxe exemplos e formas de visualizar a realidade, com diferentes visões, mas mostrando que o debate é importante, independente da forma de lidar com este.

    ResponderExcluir
  25. Discente: Marcos Rodrigues

    A leitura do texto "Abordagens teórico-metodológicas sobre saúde mental e trabalho" nos proporciona uma visão muito técnica a respeito do assunto, as definições de estresse, suas possíveis causas nos trabalhadores contemporâneos e os instrumentos utilizados para medir os níveis de estresse e desgaste nos são apresentados sem que haja uma discussão sobre o assunto. Devido a isso o debate em sala de aula serviu muito bem para que preenchêssemos esse espaço vazio de discussão.
    Existem diversas definições sobre o que é estresse e os malefícios da sobrecarga do trabalho, e os instrumentos possivelmente não conseguem medir toda a abrangência que esta questão necessita, como por exemplo, relacionar diretamente algum transtorno com as condições de trabalho. Alcançar todas as esferas sociais de um trabalhador é essencial para cuidar de sua saúde e bem-estar. Compreender a noção de sujeito e suas relações sociais, as consequências em seu trabalho e sua realidade social ainda são áreas pouco exploradas.
    Portanto mais do que medir o estresse do trabalho na vida das pessoas, é necessário dar suporte e segurança em relação a seus direitos, e usar esses dados para a construção do bem estar e não somente como uma ferramenta de ampliação da produtividade.

    ResponderExcluir
  26. discente: Mariah de Sá Pompeu

    O texto e o debate em aula trouxeram a tona de como reconhecer se o stress é causado apenas por causa do trabalho, segundo o texto o numero de transtornos mentais aumentou para 3ª posição entre causas de concessão de beneficios previdenciarios e afastamentos de trabalho. A abertura para o campo da psicologia se deu por conta da necessidade de compreender a causa de adoecimento dos trabalhadores. A partir disso foram criadas teorias que com suas singularidades abordavam o mesmo tema, a saude do trabalhador. Entre as teorias, uma delas foi a teoria sobre estresse, que traz como base teorica a terapia cognitivo comportamental que diz que o stress é quando o individuo não reage bem a um ambiente externo e que o stress pode ser visto tanto biologicamente como psicologicamente prejudicando assim a relação entre pessoa e o meio ambiente, inteferindo assim no seu bem estar, porém nessa teoria não se verifica os stressores, apenas os identificam e não resolvem. Diante disso nos deixa o questionamento o culpado é o individuo ou o contexto?
    A segunda teoria é a corrente voltada para o estudo psicodinamico do trabalho, que trabalha a base teorica psicanalitica onde a escuta é coletiva, em grupo e passivel de intervenção. Baseado em Dejours, trabalho não causa doença mas é um gatilho para a doença, colocando assim o trabalho como plano de fundo para a culpabilização de doenças. Baseado nisto o que nos mantem saudaveis é a nossa estrutura emocional psicologica e nossas defesas, assim pessoas com estrutura de personalidade mais fraca tem maior chance de adoecer.
    Segundo a terceira teoria epistemologica o problema não é o trabalhador e sim o trabalho que adoece, visto que há vários trabalhadores de uma mesma area com a mesma doença.
    A quarta teoria de subjetividade do trabalho visa analisar o sujeito trabalhador definindo através de suas experiencias e vivencias adquiridas no mundo do trabalho. O texto foca bastante nas teorias e não traz um desfecho, dessa forma nos deixa o questionamento de qual a melhor maneira que um psicologo deve atuar diante desses empasses.

    ResponderExcluir
  27. O texto começa falando das dificuldades de se associar o trabalho do psicologo com a saúde mental dos trabalhadores. Isso ocorre por um modelo até biomédico, de não associar que talvez o que está acontecendo no corpo físico tem origem no corpo psíquico do trabalhador. Outra dificuldade é por, na psicologia, termos teorias e estudos de técnicas muito intensos na área clínica e poucos estudos em outras áreas como a de Organizacional e do Trabalho por exemplo, dessa forma os psicólogos nessas áreas acabam aplicando o que aprenderam no curso, que foi as teorias clínicas, o que muitas vezes não traz resultados.
    O texto trás também teorias teórico metodológicas em saúde mental e trabalho, como por exemplo a Teoria Sobre o Estresse que podemos ver de forma natural como uma forma de adaptação, e como uma doença, quando esse estresse começa a trazer complicações na saúde do trabalhador. Aqui ele fala sobre o ambiente (trabalho) ser o agente estressor. Uma forma encontrada para minimizar o estresse é encontrar pontos que permitam maior qualidade de vida nos trabalhadores, como, a prática de exercícios.
    A segunda teoria fala sobre a Psicodinâmica do Trabalho que foca o trabalho no sofrimento, na "patologia". Vê o trabalho com um olhar psicanalista.
    A terceira a do Modelo Epidemiológico e/ou Diagnóstico identifica principalmente doenças infecto-transmissíveis, os autores conceituam em "ciência-social, prática, aplicada, que estuda a distribuição, determinação e modos de expressão, para fins de planejamento, prevenção e produção de conhecimento, de qualquer elemento no processo saúde-doença em relação a população qualificada nos elementos sócio-econômicos-culturais que a possam tornar estruturalmente heterogênea".
    No debate conseguimos trazer alguns exemplos práticos dessas teorias, gostei quando debatemos sobre a necessidade e responsabilidade, como profissionais de relatar os casos que atendemos para o Cerest, por exemplo, para que a estatística cresça e seja tomada alguma providência para diminuir o sofrimento desses trabalhadores. Debatemos sobre a necessidade desses trabalhadores falarem como equipe e não individualmente, pois em grupo eles tem mais força.
    É importante termos consciência da importância do nosso trabalho nessa área e buscarmos nos profissionalizar, fazer trabalhos nessa área que carece de fundamentação.

    ResponderExcluir
  28. Discente: Ana Flávia Girotto de Camargo


    Considero como parte principal do texto, e significativamente marcante pra mim, o questionamento realizado sobre as características apresentadas pelos trabalhadores. O autor questiona o quanto dessas características são primordialmente dos trabalhados é o quanto na verdade são construídas em virtude do trabalho. Outras questões que nos fazem pensar é o quanto a vida é circundada por prazeres e sofrimento e como trabalhar é algo potencialmente promotor de sofrimento. O trabalhar em si é potencialmente capaz de gerar falecimentos psíquicos e esse fator denota uma responsabilidade vinculada ao travalhos, mas que também esta diretamente relacionada as características de adoecimento do próprio sujeito.

    ResponderExcluir
  29. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  30. Discente: Bianca Brondi Barboza

    O texto em questão trata de algumas abordagens utilizadas para compreensão de saúde mental e trabalho. Obviamente, elas variam muito em suas concepções de sujeito, saúde e doença, passando por visões muito individualistas até chegar em uma visão mais ampla. Isso denota a necessidade de se realizar mais pesquisas voltadas a área, buscando intervenções eficazes e concepções mais realistas com a nossa realidade, a despeito do que é produzido em outros lugares do mundo que não conseguem se encaixar perfeitamente no Brasil. Felizmente, há um movimento crescente de estudos, acontecendo mesmo dentro da UFTM, que busca conhecer e compreender melhor as necessidades explícitas e implícitas dos trabalhadores, buscando a promoção e saúde dessa população.

    ResponderExcluir