terça-feira, 22 de agosto de 2017

Debate 1 - Texto 3: Fortalecimento em Tempo de Sofrimento: Reflexões Sobre o Trabalho do Psicólogo e a Realidade Brasileira

15 comentários:

  1. Considerando algumas ideias centrais do texto, começo pelo conceito de globalização, este pode ser visto como uma inclinação de impacto universal de fenômenos sociais em temas como a política, economia e cultura. Nesse sentido, aumenta o fluxo de capitais, mercadorias, pessoas, valores, criminalidade, doenças e informações/conhecimentos. Esse fenômeno pode ser dividido em dois processos: o primeiro envolve o reencontro de distintas culturas, tendo em vista a universalização do mundo, já o outro é considerado hegemônico e é determinado por países do norte. Esse processo baseia-se na autodestruição do planeta, ou seja, pessoas interagem de maneiras instrumental e exploratória entre si/outro/mundo, em que as convicções de individualismo, competitividade e acumulo de riquezas são universalizadas. Assim a economia tem crescimento ilimitado, com tempo mais rápido possível e o mínimo de investimento e a máxima rentabilidade, consequentemente, resulta em uma grande produção de riqueza concentrada, controladas por corporações transnacionais que acabam por produzir uma crise social.
    O Brasil incorpora todas as contradições do sistema capitalista. Sendo assim, possui o segundo maior coeficiente de Gini, este declara a desigualdade na distribuição de renda. Nesse sentido, cada vez menos as pessoas dispõem poder, principalmente econômico, porém este cada vez mais determina o nível de humanidade que alguém pode almejar. Desta forma, ficam à margem do sistema: crianças, famílias e comunidades, inseridas em uma prática de desigualdade social. A desigualdade social tem causado sofrimento e alienação na grande maioria da população brasileira, deste modo acaba por tornar-se um fenômeno cada vez mais normalizado e naturalizado, logo, tudo começa a fazer parte do cotidiano, mascarando sentimentos.
    Os “dominadores” das organizações sociais acreditam que fazem seus papéis, “ajudando” a população em projetos assistencialistas, (projetos privados que visam abater o valor do imposto de renda e ao mesmo tempo construir, por vezes, uma falsa imagem de responsabilidade social). Com isso, pode-se estabelecer um ciclo de alienação, especialmente em relação à ação social.
    Martín-Baró propôs para a psicologia, superar as condições de opressão e fatalismo, essas condições em que os oprimidos ficam imersos para a libertação pessoal e social. Libertação focada em um povo que vive as consequências de um sistema, por vezes considerado desumano. A psicologia tradicionalmente culpabiliza as vítimas de um sistema de exploração que faz com que as pessoas se sintam em situações que são incapazes de mudar sua realidade, ou seja, “pessoas sem poder são normalmente exploradas por grupos econômicos poderosos”.
    O fenômeno psicossocial da impotência existe em conjunto a outro denominado fatalismo, este deixaria o homem paralisado diante de sua historia e faz com que o mesmo renuncie sua capacidade de pensar, de escolher e de sonhar. Diante da impossibilidade, o homem perde seu sentido de luta pela concretização de seus sonhos, acreditando em seu destino predestinado, sendo assim, incapaz de agir sobre ele. Categorias como fatalismo, exploração e impotência expõe o quanto a psicologia, historicamente, esteve ao lado dos dominadores.
    O fortalecimento surge de um entendimento de pertencimento a um coletivo, onde ninguém pode atingir a liberdade isoladamente, portanto o sofrimento do outro torna-se o próprio sofrimento. Desse modo, convicções podem surgir dentro de um coletivo, possibilitando esperança para um movimento que implica mudanças pessoais, políticas e sociais. Seguindo essa idealização, a saúde individual somente pode existir onde a saúde coletiva é priorizada, decorre daí a relevância de trabalhos que fortaleçam o caminho de pessoas que vivem em sofrimento e que buscam ações sociais coletivas que sejam capazes de levar em consideração a transformação das comunidades e da sociedade.

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  2. Atualmente a realidade brasileira apresenta uma dinâmica social que produz opressão e sofrimento para grande parte de sua população, que apresentam medos e dificuldades em relação a vida profissional, gerando um sentimento de incapacidade de viver e conviver.
    No mundo em que vivemos a globalização é um impacto universal que envolve política, economia e cultura, podendo ser dividida em: um reencontro de diversas culturas, provocando a universalização do mundo e no princípio de autodestruição do planeta em que as pessoas interagem de maneira instrumental e exploratória entre si e com o mundo em busca de riqueza e crescimento ilimitado no tempo mais rápido possível. Tal processo é controlado por corporações transnacionais, gerando assim uma crise social.
    Vivendo no Brasil... Aqui encontramos o segundo maior índice de desigualdade na distribuição de renda. O incomodo é gerado à partir da indignação de que cada vez menos pessoas detêm poder, principalmente econômico, o mesmo que mais determina o grau de humanidade que alguém pode alcançar, fazendo que assim crianças, famílias e comunidades fiquem à margem e vivam em desigualdade social sem precedentes, sendo essa a maior marca do país. Esse fenômeno foi ao longos dos anos se naturalizando e assim visto como algo imutável, fora do controle do indivíduo, contribuindo com a continuidade da situação. O serviço público são considerados de má qualidade na medida que serviços privados passam a ser sinônimo de boa qualidade, logo, cada vez mais se abre uma fenda entra as pessoas, impedindo ações solidárias.
    Na luta por mudanças, qualquer trabalho enfrenta uma realidade repleta de contrastes e sem soluções. A profissão psicologia nesse contexto deve ter como objetivo a ética e libertação da população, estando comprometida com realidade latino-americana. O foco é a libertação de um povo que vive as consequências de um sistema desumano, da opressão à solidariedade, implicando resistência quantos as forças opressivas. O papel da psicologia gira em torno de provocar o entendimento da opressão e desenvolver um conjunto de práticas ou intervenções que transformem padrões psicológicos e sociais relacionados à opressão.
    O fatalismo é um fenômeno que vem a parar o homem na história, é gerado pelo sentimento de impotência, fazendo que o mesmo perca seu sentido de luta pela concretização de seus sonhos, sentindo-se predestinado ao seu destino e incapaz de agir sobre ele. À partir desse,se predomina a ideia de que o destino é algo inevitável, legitimando as relações de poder assimétricas.
    A conscientização implica que os homens assumam papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo, sendo fundamental para o fortalecimento e transformação social.
    O fortalecimento é considerado um processo contínuo que a longo prazo permite que as pessoas sejam sujeitos de sua própria história e dependem necessariamente do desenvolvimento de competências , compreensão do ambiente social e político e promoção de recursos coletivos e individuais.
    Em relação a experiência ... Buscou-se desencadear um processo de construção de uma nova lógica na intervenção social, buscando mudanças no paradigma. O programa foi dividido em três estágios: obtenção de informações, discussões sobre temas levantados no primeiro estágio e avaliação do programa, participaram 51 profissionais, entre eles um engenheiro, uma professora de educação física, 9 psicólogos e 40 assistentes sociais.
    Ao final do programa, os participantes integraram o neoliberalismo ao Estado, em um esforço que objetiva criar um mundo em que o humano é concebido como ser e não somente como alguém determinado por sua participação no mercado. Concluíram que o fortalecimento surge de um senso de pertencimento e um coletivo, logo, a importância do trabalho se deu no sentido de fortalecer o caminho de todos os que vivem no sofrimento e na busca de ações sociais coletivas que sejam capazes de levar a transformação das comunidades e sociedade.

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  3. No mundo contemporâneo, abordado inicialmente no texto, observa-se que a realidade brasileira é marcada por uma dinâmica social que gera sofrimento e opressão de grande parte da população; principalmente devido ao capitalismo e ao processo de globalização.
    Nesse sentido, essa lógica é permeada pela ideologia neoliberal, que visa a elevação do Mercado no sentido de priorizar a economia ao invés do social. A partir desse pressuposto então há uma supervalorização da competitividade, do individualismo e da acumulação de riquezas por uma parte dessa população que retroalimenta essa lógica de opressão, marginalização e sofrimento. O texto ainda aponta que tendo em vista esse raciocínio, a crise no sistema capitalista é estrutural.
    Diante disso, o fenômeno da desigualdade social a partir da questão econômica é tão normalizado e naturalizado que gera um fatalismo nas pessoas oprimidas. Surge então a ideia apresentada no texto da atuação do Psicólogo como um mediador no processo de libertação das pessoas inseridas nesse contexto retratado.
    Segundo o texto, o Psicólogo deve realizar essa mediação a partir do comprometimento da realidade como ela é, da superação das condições de opressão/ fatalismo e da resistência às forças opressivas. Além disso, o papel desempenhado por esse deverá estimular o protagonismo coletivo em prol da não submissão e conformação da condição social.
    Ademais, no texto há os conceitos de Conscientização e Fortalecimento utilizados para sustentar esse raciocínio. O primeiro diz respeito ao papel ativo do sujeito como criador e refazedor do mundo, ou seja, este atuando sobre sua realidade. Já o Fortalecimento surge do pertencimento ao coletivo, tendo o sofrimento do outro como seu próprio sofrimento. Além disso,a ideia de Fortalecimento é vista segundo Paulo Freire como um método no qual avalia-se, identifica e crítica os problemas encontrados na sociedade e após isso se desenvolve atividades que visem transformar essa realidade.
    Assim sendo, o texto exemplifica toda essa discussão a partir da análise e discussão do programa de capacitação de coordenadores e técnicos de uma secretaria municipal de assistência social. Esta secretaria visa combater a exclusão social a partir da promoção da autonomia das pessoas, além de ter em mente um caráter preventivo de atuação.
    Com isso o programa dividido em três estágios abordou pontos negativos e positivos levantados pelos 51 funcionários participantes do programa; além de promover a discussão sobre temas relacionados a atuação desses na comunidade. Isso tudo demonstrou que deve-se mesmo priorizar o coletivo, como foi abordado no texto, para que haja uma transformação social que mobilize diversos grupos.

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  4. O texto traz reflexões sobre a ideologia capitalista que a partir de instrumentos alientantes estrutura toda nossa sociedade. Nela, a meritocracia ainda é exaltada, o que acaba apenas por reafirmar a competitividade e individualismo dos sujeitos, o que de certa forma enfraquece os movimentos sociais e possíveis reinvindicações. Essa naturalização tem tornado o fenômeno da desigualdade social parte do cotidiano, sendo visto como algo imutável e fora do controle do indivíduo. Assim, o Brasil se mostra um dos países mais desiguais do mundo, com o segundo maior coeficiente Gini. Existe um movimento atual de valorização daquilo que é privado, o que consequentemente subestima os serviços de esfera pública. Essa dicotomia lembra das discussões em POT I em que o psicólogo organizacional se encontra dentro do dilema de valorizar aquilo que é público (interesse do indivíduo), ou aquilo que é privado que é interesse das empresas. O texto até cita o papel das ONG’s como regulador dessa crítica àquilo que é público, já que o Estado não consegue muitas vezes atender às demandas da população.
    O texto então traz um pouco do papel do psicólogo e critica assim aqueles que vivem na neutralidade, na não-postura política, pois é ela quem ajuda a perpetuar e manter o status quo. A psicologia da libertação viria então para analisar as condições sociais das pessoas conferindo um entendimento das opressões que elas vivem, promovendo assim a possibilidade de autonomia psicossocial e política. Em nossa sociedade é comum o fatalismo, diretamente ligado à impotência e a incapacidade, que paralisa o homem e o faz renunciar à capacidade de pensar, sonhar, projetar, escolher, decidir e basicamente viver sendo fiel a si. A psicologia contribuiu muito por associar o fatalismo a condições psicológica do indivíduo, e não às condições sociais à que esses indivíduos estão impostos. Assim, é trabalhado o conceito de conscientização originalmente pensado por Paulo Freire, que outros autores determinaram como atividade essencial do psicólogo, para que o homem possa ser agente da própria história (fortalecimento). Esse fortalecimento seria possível a partir de três dimensões que são interligadas: desenvolvimento de um autoconceito positivo, uma compreensão crítica e organização de recursos individuais e coletivos para uma ação política e social.
    Os autores então analisam a partir de três um programa de capacitação de técnicos e coordenadores de uma secretaria municipal de assistência social, que buscavam a compreensão das dinâmicas do trabalho cotidiano em diferentes regiões da cidade. Esse programa não obteve sucesso em fazer o indivíduo se sentir como um ser, e não somente como alguém determinado pelo mercado, e consequentemente também não conseguiu mudar a realidade de quem atendeu. Na discussão enaltece-se o coletivo, pois não é possível se obter liberdade individualmente, pois o sofrimento do outro também é o nosso.

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  5. Discente: Letícia de Sousa Rodrigues

    O texto retrata a realidade brasileira que, inserida numa lógica neoliberal e globalizada, dá continuidade e legitima o capitalismo, uma vez prioriza a economia sobre o social e, nesse sistema, a crise capitalista não é temporária, é estrutural, pois para que o capitalismo possa existir e se manter, a maioria precisa viver em condições desumanas. Tal situação incomoda e indigna, pois cada vez menos pessoas detêm o poder, principalmente econômico, e este, por sua vez, cada vez mais determina o grau de humanidade que alguém pode alcançar. Assiste-se a destruição paulatina e constante das relações humanas e uma forma de vida marcada pelo sofrimento. A desigualdade social é marca brasileira e causa sofrimento e alienação para a maioria da população, no entanto, as pessoas vão se acostumando e tal situação passa a fazer parte do cotidiano, e aí surge um novo problema, pois quando um fenômeno social é considerado natural ele é visto como algo fora do controle do indivíduo, o que contribui para o nascimento do fatalismo. O fatalismo é paralisador e faz com que o homem acredite não ter capacidade de pensar, escolher, decidir, projetar e sonhar. Diante disso, para que se mude esse cenário, é necessário que a sociedade seja marcada por laços de solidariedade, com uma educação que exercite a liberdade e que tenha como proposta o progresso coletivo. Essa liberdade se refere à libertação pessoal e social desse povo, que vive as conseqüências desse sistema desumano, libertação da opressão e do fatalismo, implicando em resistência quanto as forças opressivas. Nesse sentido, a Psicologia da libertação analisa as condições sociais em que as pessoas vivem sua vida, com a opressão e fatalismo, propondo práticas que transformem esses padrões, em contextos grupais, objetivando o alcance do reconhecimento desses sujeitos como agentes de sua própria história, como seres que pensam e agem. Adotar uma postura de neutralidade diante desse cenário apenas legitima e mantém tal status, ser neutro é ser omisso. A conscientização é tida fundamental e necessária ao trabalho do psicólogo, e base para o fortalecimento, sendo um processo gradual em que o homem toma conhecimento do mundo e age sobre ele, transformando-o e a si mesmo, como agente de sua própria história. No entanto, o texto também traz o sofrimento dos profissionais que atuam nesse contexto, uma vez que se sentem incapazes de buscar soluções para os problemas sociais e vêem o contínuo e crescente sofrimento que população enfrenta para viver diante das dificuldades. O trabalho do psicólogo junto a esses profissionais que atuam com pessoas imersas em uma realidade de opressão e violência, se caracteriza como mediador desse processo de libertação, onde é importante alcançar a conscientização de necessidades pessoais, relacionais e coletivas e a partir daí descobrir as forças opressivas e as condições de mudança. É de extrema importância também, a consciência de que o fortalecimento só ocorrerá se existir um senso de pertencimento a um coletivo, em que ninguém pode alcançar a liberdade de forma isolada, uma vez que o sofrimento do outro é o próprio sofrimento. Isso teria como consequência um crescimento e aprimoramento nas relações dos indivíduos diante de seu grupo, tendo sempre em vista que a saúde individual somente pode existir onde a saúde coletiva é priorizada.

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  7. Discente: Marina Capucci Manffré

    O texto analisado traz informações e reflexões sobre o sistema capitalista vinculado com ideologias neoliberais que tornam a sociedade desigual afim de colocar o Mercado como principal agente social, ou seja, é uma lógica que visa o lucro acima da igualdade de classes.
    Junto com os pensamentos neoliberais veio a globalização que tem como ideia integrar fenômenos mundiais, intensificando ainda mais o poder do Mercado. Este fenômeno divide-se em duas partes aumenta ainda mais a ideia de competitividade e individualismo, priorizando, novamente, o lucro acima da vida, o que gera uma crise social.
    É ilusório acreditar que o sistema capitalista seja temporária, ela. Como exemplo, no Brasil, vivemos uma ideia de meritocracia, disseminada pela classe média, em que o individuo é responsável pelas misérias que ele se encontra, dando uma ilusão acerca do modo de vida.
    Essa realidade só tende a crescer, pois cada vez menos pessoas possuem mais poder sobre outros, diminuindo relativamente dignidade humana. Esse sofrimento alienante normatizou-se em nossa realidade, o que faz com que acreditemos em uma ideia de imutabilidade e aceitemos "nosso destino".
    Como profissionais que lidam com o sofrimento de outros, como nós psicólogos, temos muito o que fazer de forma que possamos conscientizar a sociedade sobre ascensão e poder, criando identidades de grupos que lutem por melhores oportunidades de vida e estejam cientes de que o modo que são explorados não é correto e não deve ser visto com passividade, utilizando-nos da psicologia da libertação, com finalidade de refazer ideias e lutar por elas.
    É de suma importância, antes de qualquer mudança, saber o porquê e por quem estamos reivindicando, ter um sentimento de pertencimento à um grupo colabora para a ideia de fortalecimento e mudança, pois só assim, pensando no coletivo antes mesmo do individual se torna capaz uma mudança realista sobre o modo de vida de cada um.

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  8. O texto traz reflexões sobre a atual situação do sistema capitalista vigente no mundo. A grande diferença entre as classes sociais, como o poder econômico se concentra na menor parcela da população, o processo de globalização que pode ser observado tanto por um lado positivo (encontro de culturas diversas) como pelo negativo (autodestruição do planeta e uso instrumental de pessoas). A visão de como é viver no Brasil de acordo com essa realidade de exclusão, privilégios, opressão, pobreza e etc. Porém engloba uma visão positiva sobre algumas atitudes que podem mudar e fazer a diferença para melhorar essa realidade por meio da conscientização, da liberdade, do posicionamento não só politico mas em todas as ocasiões cabíveis.
    O trabalho desenvolvido no texto mostra que a realidade não condiz necessariamente com a teoria, as pessoas continuam buscando e naturalizando suas situações cotidianas, sempre buscando uma resposta e melhoria da qualidade de vida por parte do governo. A pesquisa tentou buscar uma nova lógica de intervenção social, a mudança da perspectiva das comunidades atendidas através da reflexão por parte dos participantes do programa. O objetivo era da mudança de visão do inviduo para um ser humano e coletivo. Há a necessidade de uma conscientização sobre o que acontece a nossa volta e como lidar com essa realidade e priorizar o coletivo.

    Discente : Marina Laila S. Zeitum

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  9. O texto Fortalecimento em Tempo de Sofrimento: Reflexões Sobre o Trabalho do Psicólogo e a Realidade Brasileira reflete sobre o capitalismo no mundo, assim como as desigualdades resultadas pelo sistema.

    Traz aspectos positivos e negativos sobre a globalização, tais como consumo exacerbado, produção em massa e descuidado com o meio ambiente. Contrapartida a globalização promove o diálogo entre as diversas culturas, troca de vivências e informações.

    O texto 3 situa o capitalismo no Brasil também, falando dos privilégios, desigualdades e a ideia meritocrata que o pais carrega, para além disso existe ainda a questão do poder econômico nas mãos da menor parte da população.

    Por fim o texto encoraja e como medida de intervenção propõe que a população pense de forma mais coletiva, tenha maior participação politica, posicionamento, empoderamento e é através da sensibilização, do conhecimento do contexto alheio que se poderá partir para uma humanização da população, fazendo com que pensamos de forma mais universal e menos egoísta.





    Camile Lima Soares

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  10. Discente: Roberta Garcia Leal Veiga Gonçalves

    O texto começa pelo conceito de globalização e neoliberalismo, cujos significados interferem diretamente em todos os ambitos da sociedade e da convivência no interior desta, em subgrupos, por exemplo. A globalização como “tendência de alcance ou impacto universal de fenômenos sociais multidimensionais envolvendo diferentes sistemas interativos” como os autores trazem, não necessariamente diz de avanços nessa mesma sociedade. Fica evidente que é preciso enxergar mais profundamente o que ocorre ao nosso lado, para que como cidadãos conscientes e futuros psicólogos, possamos ajudar ao máximo na disseminação dessa luta pela conscientização e fortalecimento dos sujeitos que vivem numa condição quase desumana na realidade brasileira. Opressão, exploração, sentimentos de impotência e fatalismo podem continuar sendo bastante presente na vida dessas pessoas, porém a forma de encará-los e não deixar de viver (dentro das próprias possibilidades), mas enfrentar o sofrimento de uma forma menos dolorida. Falo desse empoderamento que pode ser clareado para a população. Trata- se de fortalecer o vinculo entre pessoas que têm os mesmos problemas, mas que podem sonhar com as mesmas realizações e, dessa forma, ser agente da própria história ao pensar de forma diferente, escolher, projetar algo para a vida. Tal conscientização levará as pessoas a ultrapassar a esfera espontânea de apreensão da realidade para alcançar uma esfera crítica na qual a realidade é conhecida, ou seja, explicitando novas/outras possibilidades de vida.
    A desigualdade/ crise que advém do capitalismo, segundo o texto, é mais que “tempos difíceis”, mas algo que foi feito para perdurar enquanto esse for o sistema de “controle” vigente. Daí pode-se pensar nas dificuldades como impossibilitadoras de qualidade de vida ou como uma forma de poder entender melhor sobre e conseguir ajuda e um alicerce mesmo para os obstáculos diários. Tudo isso diz de um processo de aprendizagem tanto dos estudantes de Psicologia e tantas outras áreas que podem ajudar nessa libertação, quanto das pessoas que precisam de ajuda e que estão ao nosso lado.

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  11. Mariah Pompeu

    O texto 3 discute sobre o sistema capitalista que tem como principal objetivo colocar o mercado no centro da sociedade, causando desigualdade social, visando sempre o lucro, em vez de um pensamento coletivo. Com o surgimento da globalização foi possível detectar aspectos benéficos e maléficos. De forma positiva a globalização promove uma interação cultural e com isso é possível ter uma ideia melhor da realidade do outro e assim ter mais cuidados com as questões alheias, assim como troca de informações e conhecimento. Por outro lado, de forma negativa, com a globalização o consumo e a produção aumentaram e a população ficou cada vez mais negligente com questões ambientais. Diante de todo esse cenário exposto, o texto argumenta que com uma maior participação politica, pensamento coletivo e imposição da população é possível fazer com que o mundo seja um lugar mais agradável e reformador.

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  12. Discente: Joyce Dutra de Paiva Neves
    A forma com que a sociedade capitalista e neoliberal atual se organiza tem enorme impacto na realidade da população e do planeta, uma vez que esse sistema, para existir, necessita que exista exploração (tanto do indivíduo quanto da natureza) para o crescimento econômico. A realidade dessa dinâmica é facilmente ilustrada no Brasil, onde a desigualdade na distribuição de renda é grande. Isso provoca grande indignação a partir do momento que aqueles poucos que detém o poder deixam à margem do sistema crianças, famílias e comunidades inteiras em uma dinâmica de desigualdade social sem precedentes. O problema é que isso acaba por se naturalizar e por deixar de incomodar, culminando no fatalismo, na conformação com a realidade, na submissão aos ideais capitalistas. Se quisermos fugir disso temos que buscar uma renovação da cultura, disseminando a libertação. E um horizonte liberatório requer análises de processos psicossociais tais como impotência, fatalismo, conscientização, fortalecimento e mudança social. A conscientização diz de os homens assumir o papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo, em um processo de mudança de suas relações com o ambiente e com os outros. O fortalecimento é um processo de desenvolvimento, que inclui o desenvolvimento do autoconceito, compreensão social e crítica e organização de recursos coletivos e individuais para ação política e social. Promover o fortalecimento entre profissionais que trabalham com os oprimidos é um dos diferentes meios que a Psicologia pode dispor para promover o bem-estar e a mudança social. O artigo vai buscar experiência na análise de um programa de capacitação de técnicos e coordenadores de uma secretaria municipal de assistência social. A primeira etapa do trabalho consistiu em obter informações sobre os participantes (dados pessoais, visão da realidade do trabalho, descrição pessoal, etc), a segunda em discutir em grupos com 5 encontros mensais diferentes temas levantados a partir da primeira etapa. E a terceira etapa avaliou o programa e identificou os passos seguintes. Percebeu-se, com isso, que refletir sobre a vida pessoal com discussões teóricas, abrindo momentos de diálogo, traz novos caminhos e entendimentos para o que está acontecendo tomando, assim, um sentido fortalecedor. Deve-se buscar cada vez mais a priorização do coletivo, indo contra a lógica capitalista, para que aja uma transformação verdadeira das comunidades e da sociedade em geral.

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  14. Discente: Bianca Brondi Barboza

    O texto em questão utiliza autores de abordagens teóricas muito atreladas ao pensamento político de esquerda, tais como Marilena Chauí, Martin Baró e Paulo Freire, o que nos permite compreender melhor sua ideologia, ou seja, a valorização do trabalhador a despeito dos lucros e das vantagens desejadas pelas camadas exploradoras da população que a fazem de modo desumano. Diante disto, o artigo relata uma experiência de empoderamento realizada com profissionais, demonstrando o papel do psicólogo dentro de organizações e instituições, que pode ser um agente que produz saúde e dignidade humana em uma sociedade que preza muito pelo capital. O mais interessante é visualizar que o nosso trabalho prático na disciplina tem um potencial grande de quebrar a ideologia hegemônica ou pelo menos iniciar esse processo atraves da valorização do trabalhador.

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  15. Discente: Isabella Amaral de Oliveira
    A ideologia capitalista é uma forma de instrumento alienante na nossa civilização atual, capaz de tirar poder dos movimentos sociais e das possíveis reinvindicações da população, fazendo-os acreditar que aquilo que está vigente é imutável e fora do controle deles, como a desigualdade social. Nesse contexto, onde o Brasil é um dos líderes em desigualdade social, o papel do psicólogo consiste em analisar as condições sociais das populações a partir de um entendimento das opressões que elas vivem, promovendo assim a possibilidade de autonomia psicossocial e política. A psicologia também vem para associar o fatalismo a condições psicológica do indivíduo, e não às condições sociais à que esses indivíduos estão impostos. Fatalismo esse que é ligado a impotência e incapacidade que paralisa o homem e o faz renunciar sua capacidade de pensar. O psicólogo, segundo o texto, pode trabalhar o conceito de conscientização originalmente pensado por Paulo Freire permitindo que o homem possa ser agente da própria história (fortalecimento), através do desenvolvimento de um autoconceito positivo, de uma compreensão crítica e da organização de recursos individuais e coletivos para uma ação política e social.

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