O texto aponta dados das organizações de trabalho e saúde, indicam que atualmente, mortes resultantes de acidentes de trabalho e doenças ou lesões relacionadas ao trabalho chegam a aproximadamente 2 milhões de pessoas a cada ano, esses dados apenas demonstram lesões e doenças que ocorrem em ambientes de trabalho, formalmente registrados. Uma frase que me chamou bastante atenção, logo no início foi: “A riqueza de uma empresa depende da saúde dos trabalhadores.” Se os donos das empresas tomassem essa frase para si, certamente o número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho seria reduzido drasticamente. Buscar meios de diminuir tanto doenças, custos econômicos e perda de recursos humanos a longo prazo resultantes de locais de trabalhos informais constitui desafios para os governos, setores econômicos, formuladores de política e profissionais de saúde. Para isso alguns planos de ações foram aprovados como o Saúde dos trabalhadores: plano de ação global e o texto em questão visam um modelo de desenvolvimento de iniciativas voltadas a ambientes de trabalho saudáveis que possam ser adaptadas a diversos países, ambientes de trabalho e culturas. Empresas que promovem e protegem a saúde do trabalhador, a longo prazo, estão entre as mais bem-sucedidas e competitivas, e também desfrutam de melhores taxas de retenção de funcionários. Nesse caso, é necessário que os empregadores considerem custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes, consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de saúde e segurança no trabalho e saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa. Esses princípios podem evitar afastamentos e incapacidades para o trabalho, possibilitando a minimização de custos com saúde e custos resultantes de rotatividades como treinamento bem como a qualidade de produtos e serviços. Apesar de a maioria dos países dispor de legislação nacional e mesmo local, exigindo que o empregador ofereça condições saudáveis e mínimas de trabalho, existem empresas que não proporcionam ambientes de trabalho saudáveis. Essas empresas além de colocar desnecessariamente em risco os trabalhadores, suas famílias e a população, ainda podem se tornar envolvidos em litígios onerosos em relação às leis trabalhistas nacionais ou internacionais, prejudicando tanto sua imagem pública como seus mercados e rentabilidade. Para que seja possível a criação de um ambiente de trabalho saudável, a empresa precisa considerar as vias/áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e os trabalhadores possam empreender ações. No modelo de ambiente de trabalho saudável da OMS, são destacados: o ambiente físico de trabalho (os perigos devem ser identificados, examinados e controlados através de uma hierarquia de processos de controle); o ambiente psicossocial de trabalho (devem ser abordados da mesma maneira que os físicos embora utilizando-se ferramentas diferentes, normamente identificados e avaliados por meio de pesquisas ou entrevistas no lugar de inspeções); recursos para a saúde pessoal no ambiente de trabalho (serviços de saúde, informação, treinamento, apoio financeiro, instalações, políticas de apoio, programas promocionais e flexíveis para permitir e incentivar trabalhadores a adotarem práticas de estilo de vida saudáveis); envolvimento da empresa na comunidade (atividades nas quais uma empresa pode participar, conhecimentos ou recursos que pode prover para apoiar o bem-estar físico e social de uma comunidade em que atua). Um programa para um ambiente de trabalho saudável deve estar integrado aos objetivos, metas e valores da empresa, mobilizando e conquistando o compromisso das principais partes interessadas. Demonstrando por meio do desenvolvimento a adoção de uma política integral firmada pela autoridade máxima da empresa e comunicada a todos os trabalhadores, indicando de forma clara, que as iniciativas voltadas a um ambiente de trabalho saudável são parte da estratégia de negócios da empresa.
A partir da leitura do texto é possível ver a grande massa de trabalhadores que sofrem danos a vida e a saúde devido às más condições de trabalho. É visto que em muitos países, a maioria dos trabalhadores são empregados informalmente em fábricas e empresas onde não há registros de lesões e doenças relacionadas ao trabalho o que dificulta o controle da Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial de Saúde, a demonstrar as lesões, doenças e prejuízos que ocorrem nestes ambientes, formalmente registrados. Para a melhoria dos trabalhadores a Assembleia Mundial de Saúde da Organização Mundial de Saúde aprovou o Saúde dos trabalhadores: plano de ação global. Este plano estabelece cinco objetivos: Elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática e incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. Pode ser visto que empresas que promovem e resguardam a saúde do trabalhador, a longo prazo, estão entre as mais bem-sucedidas e competitivas, dessa forma possuem melhores taxas de retenção de funcionários, logo as empresas que não proporcionam ambientes de trabalho saudáveis não apenas deixam os trabalhadores, suas famílias e a população expostos a riscos e sofrimento humano desnecessários. Mas também, estas empresas e suas lideranças podem se tornar envolvidos em desacordos penosos em relação às leis trabalhistas. O texto traz que o ambiente de trabalho está sendo cada vez mais usado como um espaço para promoção de saúde e para atividades preventivas de saúde; não só para evitar doenças e acidentes de trabalho, mas para diagnosticar e melhorar a saúde das pessoas em geral. Porém a partir das discussões em sala de aula foi possível notar que esta realidade não é de tal maneira total verídica pois colegas de sala sempre trazem suas vivências a partir de Ubs e contam relatos totalmente contrários dessa realidade trazida no texto, fator que tem que ser muito trabalhado para que se possa conseguir alcançar todo o objetivo imposto que é a melhoria geral da saúde do trabalhador e de seu ambiente de trabalho. Para mobilizar estes trabalhadores e empregadores a investir em mudanças, é necessário colher as demandas de seu local de trabalho e trabalhar em cima destas queixas, possibilitando recursos para melhorias, que possam criar um ambiente de melhor convívio e promoção a saúde.
Discente: Marina Capucci Manffré Como abordado no começo do texto, a segurança, saúde e o bem estar do trabalhador é uma preocupação em comum para várias instâncias, inclusive para empresas, pois essas ligam-se diretamente com a qualidade do trabalho que o sujeito exerce. Logo, a qualidade de vida do trabalhador está diretamente ligada à qualidade da produção dentro da empresa. Este quadro pode ser ilustrado diante dos dados relatados no texto, o qual mostra que é grande o número de trabalhadores que sofrem acidentes durante o ofício, sendo eles fatais e não fatais. Diante disso, foi criado, em 2007, plano global que foca na Saúde do Trabalhador, este possui 5 objetivos que permitem uma maior preocupação e regulamentação dentro do ambiente de trabalho, focando na promoção de saúde do sujeito. Isso é de suma importância, afinal, regulamenta a importância de olhar para a saúde mental e física de cada um, independente do motivo por trás dessa "ordem". O texto traz de forma mais detalhada quais foram os motivos que levaram as empresas a aderirem ao plano voltado à saúde do trabalhador, são eles: 1) Ética empresarial: O lema principal é não prejudicar os outros (trabalhadores) dentro das empresas. Ou seja, é importante estabelecer e utilizar de normas sociais dentro do ambiente de trabalho para uma melhor convivência. 2) Interesse empresarial: Movidos pelo sistema, há outras razões que se ligam à prevenção do adoecimento do sujeito: A produtividade e o lucro. Como colocado no texto, um exemplo que é de grande interesse da empresa é: a prevenção é mais barata que os custos com possíveis acidentes. 3) Questão legal: Os países costumam ter suas próprias leis de proteção ao trabalhador, portanto, é ilegal que empresas que atuam nesses locais não sigam as leis. Porém, é muito importante salientar que inúmeras empresas estão alojadas em países não regulamentados para não investir de forma concreta na saúde do trabalhador, colocando-os em posição de risco. Sabendo disso, podemos colocar que o ambiente de trabalho ideal não é aquele que vê o ser como uma máquina que produz, mas um sujeito singular, com diferentes demandas e que precisa não só de segurança física, como qualidade e preocupação com a sua saúde mental. O ambiente, físico, psicossocial, recursos que visam a saúde e o envolvimento da empresa com a comunidade são características de grande importância para se manter um ambiente de trabalho saudável. Portanto, fica claro que o ambiente de trabalho só melhora a partir do momento que há uma mobilização da empresa como um todo para a melhoria do espaço de trabalho, procurando averiguar demandas e a partir delas melhorar o local em que se encontram, como uma unidade com o mesmo interesse em foco: a saúde física e mental do trabalhador. Dessa forma, para que isso seja concretizado, é necessário compromisso, união representativa, reflexões a cerca da situação, abertura para escutar e ser escutado e por fim, mas não menos importante a integração entre trabalhadores, representantes, comunidade geral e a empresa como uma unidade.
Discente: Camile Lima Soares O texto traz em seu início dados das organizações de trabalho em que deixa claro o grande número de acidentes causados pelo ambiente de trabalho precário, e ressalta que a falta de segurança e bem-estar no ambiente de trabalho afeta diretamente na qualidade da produção do trabalhador. Esses números de acidentes de trabalho foram coletados pela Organização Internacional do Trabalho e pela Organização Mundial de Saúde, e foram contabilizados apenas os trabalhos formalmente registrados. Devido a esse grande número de acidentes, em 2007 foi criado O Plano de Ação Global estabelece cinco objetivos: 1) Elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; 2) Proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) Promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) Fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; 5) Incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. Empresas que trabalham com a promoção, prevenção e manutenção da saúde, segurança e bem-estar dos funcionários, são as que tem melhor produção e os melhores resultados devido ao ambiente saudável proporcionado. Contrapartida, as empresas que não tem cuidado em tornar o ambiente de trabalho saudável pode acarretar problemas não só para seus trabalhadores e familiares, mas como também sérias penalidades por conta das leis trabalhistas. Um ambiente saudável de trabalho não se restringe apenas a segurança física, mas também a preocupação com seus funcionários em questões como saúde mental, por isso a preocupação não apenas com a prevenção e promoção de futuras doenças que poderiam ser causadas pelo trabalho, mas como também o devido apoio para limites e doenças que o trabalhador já possuía antes de chegar naquele ambiente de trabalho. Para que ocorra essa mobilização para um ambiente saudável de trabalhos, é preciso que a empresa tenha foco na saúde mental e física do trabalhador, assim como trabalhar essas questões de forma coletiva, proporcionando espaços de fala e escuta por parte de todos que compõe aquele ambiente de trabalho e também a comunidade local.
O texto começa nos dizendo, de acordo com os dados levantados à partir de organizações de trabalho e saúde, um espantoso número de mortes resultantes de acidentes de trabalhos ou lesões registradas formalmente. À partir desses dados alarmantes foi desenvolvida a ética empresarial, que considera dentro do seu âmbito diversos fatores que os empregadores precisam considerar, como: custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes; consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de segurança e saúde no trabalho; saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa. A adesão a esses princípios evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e os custos associados com a alta rotatividade tais como treinamento, e aumenta a produtividade a longo prazo bem como a qualidade dos produtos e serviços. Empresas que não proporcionam isso a seus trabalhaores os deixam expostos a riscos e sofrimentos humanos desnecessários. Para a criação de um o desenvolvimento de um ambiente saudável deve-se considerar: ambiente físico de trabalho; ambiente psicossocial de trabalho; recursos para a saúde pessoal;envolvimento da empresa na comunidade. Os passos necessários para iniciar e manter programas que garantam esses ambientes destacam pontos principais como: mobilizar os trabalhadores e empregadores a investir em mudanças, reunir recursos necessários, diagnosticar questões através de dados pré-existentes, saúde dos trabalhadores,futuro desejado e desenvolver um plano para a área de saúde. Para que esses passam sejam dados é preciso compromisso das partes envolvidas, reflexões sobre as situações, escuta ampliada e integração entre trabalhadores, representantes, comunidade geral e a empresa como uma unidade e assim a saúde física e psicológica dos trabalhadores é ressaltada e mantida integralmente.
Apesar de hoje em dia existirem leis de proteção à saúde do trabalhador, ainda existem dados alarmantes quanto aos índices de acidente e morte no trabalho. Um interesse empresarial na saúde de sua organização é visto hoje em dia como uma decisão inteligente, já que assim são evitados os custos por acidentes e por consequências financeiras de violações jurídicas. As empresas que adotam essa política ética têm se destacado como organizações bem-sucedidas. Só que ao mesmo tempo, ainda existem empresas que mascaram negligências e ameaçam seus trabalhadores caso notifiquem qualquer lesão, isso influi nos dados e também prejudica qualquer forma de intervenção. Uma participação dos consumidores dessas empresas é muito importante, principalmente agora que acidentes por trabalho e também escravização de mão de obra tem recebido uma maior atenção da mídia (em contrapartida ao retrocesso do governo quanto à essas notificações). O texto vai trazer a definição de saúde da OMS como um estado não meramente relacionado à ausência de doença, o que é muito importante de ser refletido, não somente pelas empresas e organizações como por todas as instâncias. É importante pensarmos na saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Para que essa saúde seja atingida no trabalho é preciso que boas condições sejam estabelecidas. É importante que o ambiente físico da organização ofereça uma estrutura e recursos suficientes para que o trabalhador não entre em contato direto com produtos, substâncias ou maquinários que possam comprometer sua saúde física (onde as leis trabalhistas focalizam). O ambiente psicossocial inclui a cultura organizacional, crenças, valores e práticas da empresa que afetam o bem-estar físico e mental dos trabalhadores, como por exemplo prazos, sobrecarga de trabalho, comunicação deficiente (estressores). A empresa pode oferecer recursos de saúde para seu trabalhador, como por exemplo flexibilidade, recursos, informação e acompanhamento. O envolvimento da empresa na comunidade é muito importante, já que ao mesmo tempo que a organização atua em comunidades, o contrário também acontece. Pois isso afeta diretamente a saúde dos trabalhadores e sua família. Um exemplo bem relevante é a empresa buscar impactar menos o meio-ambiente como a partir da redução de emissões de poluentes. A OMS vincula um modelo para o desenvolvimento de um ambiente de trabalho saudável em 8 passos. Nesse modelo é importante mobilizar (1) os trabalhadores e empregadores a investir em mudanças a partir de uma coleta de informações das necessidades da organização. Após isso é importante reunir (2) tanto recursos e equipe para que tais mudanças ocorram. Diagnosticar (3) como uma primeira ação da equipe para avaliação da dinâmica organizacional e a priorização (4) daquilo que é essencial para a saúde do trabalhador. Planejar (5) um plano para a área de saúde conforme estrutura da própria empresa, levando em consideração sua complexidade. O fazer (6), que inclui delegar as funções e responsabilidade para cada ator da equipe, a avaliação (7) dos resultados dessas ações para delimitar o que tem funcionado. E por fim, o melhorar (8) que consiste no aprimoramento daquilo que foi avaliado como não efetivo. É importante que essas ações voltadas à saúde do trabalhador sejam incorporadas aos valores, visão e missão da empresa, para que estejam incorporadas à todos os agentes da organização, desde o chefe até funcionários da base da hierarquia.
A segurança, saúde e bem –estar dos trabalhadores são preocupações vitais e bastante discutidas no cenário acadêmico e profissional, mas isso não está sendo suficiente visto o número bastante alto de acidentes e/ou doenças e lesões relacionadas com o trabalho, sendo esses danos tanto físicos como psíquicos. Tais fatos ocorrem tanto em trabalhadores registrados ( por onde são feitas as estatísticas) quanto os não legalizados formalmente, o que é um problema e ainda aumentaria tais números já perturbadores para um século onde tanta tecnologia foi criada, mas a humanização neste contexto parece cada vez mais escassa. Dessa forma, em 2007, foi criado o Plano de Ação Global como forma de proporcionar novo estimulo para o cuidado dos países com a saúde ocupacional do trabalhador. O PAG tem 5 objetivos: 1) Elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; 2) Proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) Promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) Fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática e 5) Incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. Outro foco do texto está no modelo para desenvolvimento de um ambiente saudável de trabalho que seja possível adaptação para qualquer lugar do mundo com suas respectivas características e necessidades. Estes locais seriam orientados pela OMS a partir desse modelo em conjunto a esses países, especialistas destes e outras partes interessadas. Isso é benéfico para todos ao ser colocado em prática, pois a ética empresarial leva ao sucesso, pois evita afastamentos incapacitantes, abaixa os custos com a saúde e com a alta rotatividades de profissionais e aumenta a qualidade e produtividade ao longo do tempo. Assim, isso aconteceria se fosse feito o citado “comércio justo” onde o ambiente físico, psicossocial, a saúde individual e o envolvimento da empresa na comunidade se entrelaçam para um trabalho produtivo e benéfico aos que o colocam em ação. Dessa forma, para não começar a parar o projeto no caminho é preciso que se siga alguns passos essenciais como um ciclo que se renova sempre: mobilizar, reunir, diagnosticar, priorizar, planejar, fazer, avaliar, melhorar e voltando ao inicio. Esses passos então, só se estabilizam se alguns princípios fundamentais forem levados em consideração: compromisso das lideranças baseado em valores fundamentados (humanização e co-responsabilidade podem ser exemplos disso), envolvimento de trabalhadores e seus representantes, analise das lacunas, aprendizado com os outros, sustentabilidade e interação. Vale ressaltar que tudo que pode ser feito tem sua base em comum, mas deve ser adaptado para cada localidade encontrada.
A saúde do trabalhador é de suma importância para a produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas e comunidades, assim como para as economias nacionais e regionais. Considerando isso foi criado o Plano de Ação Global que estabelece cinco objetivos: 1) laborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; 2) proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; e 5) incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. Isso se fez necessário porque muito antes das regulações nacionais do trabalho e saúde entrarem em vigor, empresários aprenderam que era importante aderir a determinados códigos sociais e éticos relacionados aos trabalhadores como parte de seu papel na comunidade e como garantia do sucesso de seus empreendimentos. Dados demonstram que, a longo prazo, as empresas que promovem e protegem a saúde dos trabalhadores estão entre as mais bem-sucedidas e também desfrutam de melhores taxas de retenção de funcionários. Há também a questão legal já que a maioria dos países dispõe de legislação nacional e mesmo local, exigindo que o empregador ofereça proteção mínima aos trabalhadores contra os perigos no ambiente de trabalho que possam causar lesões ou doenças. As multinacionais que tentam cortar os custos de segurança e saúde dos trabalhadores, transferindo seus processos industriais mais perigosos para os países onde a saúde, segurança e legislação trabalhista ou seu cumprimento são considerados mais fracos, pode descobrir que as suas empresas e produtos tornam-se foco de intenso escrutínio da mídia e da comunidade internacional e prejudicar seus mercados e rentabilidade. O texto traz como definição de ambiente de trabalho saudável aquele em que os trabalhadores e os gestores colaboram para o uso de um processo de melhoria contínua da proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar de todos os trabalhadores e para a sustentabilidade do ambiente de trabalho. Para isso, quatro áreas-chave podem ser mobilizadas ou influenciadas por meio das iniciativas voltadas a ambientes de trabalho saudáveis: ambiente físico de trabalho; ambiente psicossocial de trabalho; recursos para a saúde pessoal; e envolvimento da empresa na comunidade. Portanto, alguns passos são necessários serem seguidos para iniciar e manter um programa: mobilizar os trabalhadores e empregadores a investir em mudanças, reunir os recursos necessários, diagnosticar, priorizar o que é mais essencial para saúde, desenvolver um plano para a área de saúde, executar, avaliar para descobrir o que está e o que não está funcionando e melhorar para aprimorar os programas que têm sido implementados ou acrescentar os próximos componentes. Sendo assim, as chaves para o sucesso são o compromisso da liderança com base em valores fundamentais, o envolvimento dos trabalhadores e seus representantes, a análise de lacunas, a aprendizagem com o outro, a sustentabilidade e a integração. Por fim, vale ressaltar que os ambientes de trabalho existem num contexto muito abrangente. Os governos; as leis e normas nacionais e regionais; a sociedade civil; as condições de mercado e os sistemas de saúde têm um grande impacto sobre os ambientes de trabalho, para melhor ou para pior, e sobre o que pode ser alcançado pelas partes envolvidas nos ambientes de trabalho.
O texto aborda a questão da saúde do trabalhador e do quanto ela é importante e chave essencial para a “riqueza de uma empresa”. Isso parece e deveria ser essencial quando se trata do trabalho, mais o que se vê é que muitas vezes isso não é seguido e as empresas atendem aos interesses capitalistas relacionados a lucro e produtividade, esquecendo a saúde do trabalhador. O Plano de Ação Global desenvolvido mostra então o que poderia ser colocado em prática para o bem estar dos trabalhadores. Consequentemente é considerado que a partir dessas práticas ocorreria o desenvolvimento de uma melhoria na saúde ocupacional no ambiente de trabalho para todos. Frente a isso, de acordo com o texto as empresas que promovem essa saúde no ambiente de trabalho estão entre as mais competitivas e bem sucedidas, isso se torna uma coincidência e reflete aquilo já exposto de e que elas se preocupam muitas vezes mais com o lucro do que com o próprio trabalhador. Um ambiente de trabalho saudável deveria ser construído através da relação entre gestores e empregados, numa visão de atender as demandas dos trabalhadores que tanto sofrem com algumas exigências e sobrecarga em seus trabalhos. O desgaste é cada vez maior e se estratégias fossem criadas poderia se evitar que problemas maiores ocorressem, como até mesmo a morte e doenças relacionadas a ambientes nada planejados/ insalubres. Assim sendo, é importante e preciso que a empresa crie estratégias para ajudar o trabalhador a lidar com essas demandas, o ajudando a viver de forma mais saudável no ambiente de trabalho, e podendo também possibilitar o envolvimento com a comunidade. O texto mostra que o trabalho conjunto e a criação de programas de promoção dessa saúde podem ser eficazes e ajudar esse trabalhador a melhorar sua condição. Consequentemente então esses programas trarão diversos benefícios para a empresa como é o caso da diminuição da rotatividade, dos custos com a saúde dos trabalhadores e, principalmente o que o capitalismo mais visa, do aumento da produtividade.
O texto mostra como é alto o número de acidentes no trabalho e doenças ou lesões relacionadas ao trabalho. Assim, em 2007 foi criado Saúde dos trabalhadores: plano de ação global (PAG) com o intuito de proporcionar um novo estímulo para ação dos Estados Membros, tendo por base a Estratégia mundial de saúde ocupacional para todos. O Pacto Global das Nações Unidas é uma plataforma de liderança internacional voluntária para os empregadores. Ela reconhece a existência de princípios universais relativos aos direitos humanos, normas laborais e a luta contra a corrupção. Sobre as empresas, se elas considerassem os custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes; consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de segurança e saúde no trabalho; saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa, os custos com saúde e com alta a rotatividade seriam menores, que consequentemente aumentaria a produtividade e qualidade dos serviços. Para criar um ambiente de trabalho saudável, uma empresa precisa considerar as vias ou as áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e os trabalhadores possam empreender ações. Em um cenário onde o acesso à atenção em saúde é precário ou a legislação trabalhista e ambiental é fraco ou inexistente, o envolvimento da empresa na comunidade pode fazer uma grande diferença para a saúde ambiental da comunidade, bem como para a qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias. Para manter um programa que promova um ambiente de trabalho saudável como o modelo da OMS propõe é importante à garantia de segurança e bem-estar que atenda as necessidades dos interessados e que seja sustentado em longo prazo. Os passos para esse modelo são: Mobilizar, Reunir, diagnosticar, priorizar, planejar, fazer, avaliar e melhorar. De acordo com o ambiente de trabalho estabelecido no texto, é visualizado a importância do empregador, os trabalhadores e seus representantes trabalharem em conjunto de forma colaborativa, considerando as diferentes necessidades das empresas, o envolvimento da empresa na comunidade, a determinação de boas práticas e etc. Com isso, as empresas serão guiadas na aplicação desses princípios que podem levar na melhoria das intervenções.
Discente: Juliana Marques Cury A partir da leitura do texto Ambientes de Trabalho Saudáveis: Um modelo para ação, devemos pensar primeiramente nas seguintes palavras: segurança, saúde e bem-estar, pois são as mesmas que vão garantir produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas e comunidades. Porém o que presenciamos é o contrário, resultando em dias de trabalho perdidos, acidentes e doenças, que nem sempre são formalmente registradas e locais de trabalho insalubres, as empresas tentam cortar os custos de segurança e saúde dos trabalhadores, transferindo seus processos industriais mais perigosos para os países onde a saúde, segurança e legislação trabalhista ou seu cumprimento são considerados mais fracos, podendo prejudicar seus mercados e rentabilidade.prejudicar seus mercados e rentabilidade. Dessa forma, o texto traz que empresas mais bem sucedidas e competitivas, possuem baixa saída de funcionários, e as mesmas seguem códigos de conduta e ética, declaração de Seul (2008) que defende um ambiente de trabalho seguro e saudável é um direito humano fundamental e legislações nacional e local. E deve-se abranger os seguintes fatores ambiente físico, psicossocial, práticas de saúde individual e envolvimento da empresa na comunidade, com ênfase em um processo contínuo de mobilização e participação dos trabalhadores em torno de um conjunto compartilhado de ética e valores. Com isso, alguns fatores que os empregadores necessitam considerar são: os custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes; consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de segurança e saúde no trabalho; e saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa. É estabelecido então o Plano de Ação Global que estabelece cinco objetivos: elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; e incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas.
O texto nos traz que na atual realidade se mostra de suma importância a preocupação das empresas para com o compromisso ético de zelar pela saúde de seus trabalhadores. Não apenas a saúde física, que muitas vezes se mostra mais evidente em suas causas e consequências mas também a saúde psicossocial. Além de satisfazer a questão ética essa preocupação também sacia questões legais relativas à saúde e segurança no ambiente de trabalho, questões essas existentes em boa parte do mundo (mesmo que de fato não cumpridas), que exigem proteção mínima aos funcionários por parte de seus empregadores. As empresas que seguem por esse caminho demonstram menores gastos com questões relativas à acidentes de trabalho, afastamentos, indenizações, além de possíveis sanções legais e se destacam como mais competitivas e bem sucedidas no mercado. Para se manter saudável o ambiente de trabalho deve-se diminuir seus riscos físicos como eliminar uso de produtos altamente tóxicos, manter limpo o ambiente, treinar funcionários em práticas organizacionais seguras, exigir uso de EPI’s e de equipamentos de segurança em maquinários de risco. Além de se criar um ambiente com menor carga de trabalho, supervisores treinados em liderança e comunicação, mais flexibilidade com prazos e local de trabalho e proporcionar um ambiente com diálogo claro e transparente o que pode auxiliar em questões como conflitos e assédio, o que pode garantir um ambiente mais psicologicamente saudável. Falta no texto porém abordar questões voltadas também como uma maior participação política na garantia desse ambiente de trabalho mais saudável. Afastamentos por quaisquer razões que sejam não geram gastos apenas para empresas mas gastos maiores com o sistema de saúde e de seguridade social, por exemplo, além de aumento no número de desempregados. A participação da administração das empresas é de suma importância, mas a criação de politicas, legislações e fiscalização mais rígida também deve ser adotada de forma a garantir que os trabalhadores tenham o melhor ambiente de trabalho possível dentro de seus locais de trabalho.
Discente: Isabella Amaral de Oliveira. O texto discute a importância da saúde do trabalhador e como essa reflete em aspectos que podem auxiliar as empresas, como a produtividade. Segundo a Declaração de Seul, 2008, um ambiente de trabalho seguro e saudável é um direito humano universal. Garantir a saúde do trabalho é pensar além do momento em que a empresa se encontra, uma vez que os problemas relacionados a uma não garantia dessa saúde, como afastamentos, demissões, incapacidades, pode acabar gerando um aumento de custo além do que poderia ter sido gasto apenas com prevenção e promoção de saúde. O texto traz que para a criação de um ambiente de trabalho saudável, uma empresa precisa considerar as vias ou áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e trabalhadores possam empreender ações. Para um o desenvolvimento de um ambiente de trabalho saudável a Organização Mundial de Saúde estabelece 8 passos, a mobilização dos trabalhadores e empregados, reunir os recursos necessários, o diagnóstico, a definição de prioridades, o planejamento para uma área de saúde, a responsabilidade atribuída aos membros da equipe, uma avaliação afim de descobrir o que está e não está funcionando, e a melhoria daquilo que precisa ser aprimorado. Todos esses passos fazem parte de um ciclo continuo. A visão que o texto traz uma visão importante que deve ser incorporada em todos os âmbitos empresariais, visando uma melhoria da saúde dos trabalhadores e uma maior funcionalidade do ambiente de trabalho, respeitando as especificidades de cada local e aprimorando de acordo com o desenvolvimento de cada empresa.
Discente: Bruno Gonçalves O texto discorre sobre como construir um ambiente de trabalho mais saudável e o que de fato é um ambiente de trabalho saudável. Para isso, recorre à definição de saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença”. Partindo desse pressuposto, o texto apresenta alguns aspectos dos ambientes de trabalho que podem ser manejados segundo essa definição, de modo que se vise sim ao lucro, mas sempre respeitando o trabalhador e considerando sua saúde física e mental, sendo eles o ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para a saúde pessoal e envolvimento da empresa na comunidade. Em cada um desses aspectos, são apresentadas algumas ações que as empresas podem realizar para que se melhore o ambiente de trabalho e, no último item, a cartilha procura apresentar sugestões de como as empresas podem envolver-se em melhorias na própria comunidade em que está inserida, já que a empresa impacta na sociedade em que está inserida e também é influenciada por esta. Foi debatido em sala sobre como é importante o Psicólogo Organizacional dispor de algumas estratégias para conseguir essas melhorias para o trabalhador junto à gestão das empresas, haja vista que esta, em consonância com o sistema econômico dominante, visa o lucro. Pode ser útil utilizar essa linguagem, considerando que o lucro pode aumentar se houve essa preocupação com a construção de um ambiente de trabalho mais saudável, sem contar que se reduzirão os gastos com a remediação de problemas, ou com processos judiciários por conta de negligências com a integridade física e mental dos trabalhadores, etc. Talvez seja necessário colocar as coisas nesses termos quando na negociação dessas condições com a gestão, pois é uma estratégia a ser empregada quando não há uma preocupação desta com a humanização do ambiente de trabalho. Ademais, empoderar os trabalhadores e pensar em formas de auxiliá-los a agir coletivamente, a pensar coletivamente e a ser coletivamente também é necessário. O que percebemos no ambiente laboral é uma desarticulação desses trabalhadores, uma competição acirrada e individualidade. A comunicação efetiva dentro da empresa, que faz parte do ambiente psicossocial, deve ser pensada e trabalhada junto aos trabalhadores pelo Psicólogo Organizacional para melhor articulação e organização daqueles, até para que melhor reivindiquem suas demandas.
A cartilha aborda sobre ambientes de trabalho saudáveis e os diversos fatores que influenciam na construção dos mesmos que vai muito além de um espaço físico adequado, mas por diversas relações estabelecidas ali que influenciam na vida do trabalhador fora do seu horário de trabalho. Por ser um material voltado a empresas, é enfatizado a necessidade de se de cuidar da saúde e do bem estar do trabalhador para que o mesmo não perca seu potencial produtivo e interfira nos lucros, porém foi elaborado por uma organização que cumpre com os valores e propostas apresentadas.
Discente: Mariana Rezende Alves de Oliveira R.A.: 201420150 O texto aborda forma bem didática e clara diretrizes para a promoção de um ambiente de trabalho saudável, tanto para o trabalhador, quanto para empregadores e empresas em geral. Ao trazer dados sobre mortes, acidentes e casos de adoecimento (físico ou mental) dentro do ambiente de trabalho, o texto desvenda uma realidade que é muitas vezes ignorada pelos gestores de empresas e, às vezes, pelos próprios trabalhadores, que são quem constituem estes dados. Estes dados foram colhidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas são apenas de casos registrados, o que torna a ocorrência de acidentes, mortes e adoecimentos no trabalho muito menor do que realmente é, já que em diversos países e empresas não há registros deste tipo que são relacionados ao trabalho e um número muito alto de trabalhadores, são informais. Tendo em vista estes dados e o fato que muitas vezes eles não são registrados ou relacionados ao trabalho – seja por negligência dos gestores em proporcionar um ambiente saudável, seja por medo dos trabalhadores de serem recriminados ou pela simples falta de conhecimento dos sintomas gerados por um trabalho excessivo e/ou um ambiente de trabalho nada saudável – o texto apresenta o Plano de Ação Global. Este Plano estabelece 5 objetivos, são eles: 1)elaborar e implementar a saúde no ambiente de trabalho; 2) proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; e 5) incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. A OMS define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença” e tem um ambiente de trabalho saudável aquele em que os trabalhadores e gestores colaboram para que ocorram melhorias na parte de promoção de segurança, saúde e o bem-estar de todos. Ao mesmo tempo em que deve promover um ambiente de trabalho com algumas considerações preestabelecidas para se ter um ambiente físico de trabalho que promova a inclusão de fatores psicossociais e de práticas de saúde individuais. No entanto, o que se encontra atualmente são trabalhadores cada vez mais adoecidos e esquecidos pela gestão de sua empresa. Existindo ainda casos em que os trabalhadores não sabem os direitos que têm dentro daquela empresa em relação à saúde, o que colabora para a falta de percepção da causa do acidente ou adoecimento físico ou mental ser do próprio ambiente de trabalho, e torna corriqueiro e “comum” o adoecimento de trabalhadores. Na discussão em sala de aula, pode-se perceber que, em se tratando de trabalhadores da área da saúde que desconhecem seus direitos ou órgãos responsáveis por mantê-los em um ambiente saudável, a comunidade que recebe o serviço acaba sendo prejudicada, pois o trabalhador adoecido ou sobrecarregado dificilmente executará sua função de maneira eficiente. Assim, é de suma importância voltar os olhares à saúde dos trabalhadores e à promoção de um ambiente de trabalho saudável, orientando gestores e trabalhadores sobre os seus direitos e promovendo de meios de prevenir o adoecimento, como o texto propõe de forma bem explicativa, pois o adoecimento de um local de trabalho não afeta apenas os trabalhadores, mas também sua comunidade.
A promoção para um ambiente saudável para os trabalhadores, deveria ser um dos principais pilares de qualquer empresa. E deveria dar atenção não só ao bem estar físico, mas também o mental e social. Toda empresa deveria se envolver com a comunidade onde ela está instalada já que ela pode impactar direta ou indiretamente na saúde dos trabalhadores, bem como dos moradores, como foi o caso da empresa “Samarco”, por exemplo. Mas como a maioria das empresas colocam lucros acima da saúde e bem estar, cabe aos psicólogos organizacionais criarem estratégias a fim de minimizar danos emocionais e humanizar o ambiente de trabalho.
Discente: Maria Gabriela Longo A discussão de hoje ficou em volta da questão do capitalismo que no Brasil está muito selvagem e a exploração muito grande. Pontuei que por conta dessas coisas o texto foi muito utópico e não trouxe questão relacionadas ao fazer atual. Isso de certa forma entra na discussão de não conseguir articulações entre a teoria e a prática. Mas, é importante pontuar que tem empresas sim que se preocupam com o bem estar do trabalhador, a Bianca trouxe exemplo muito legal sobre o SESI e como eles se importavam com a saúde dos professores e alunos. Outro ponto importante, é que tem que considerar o profissional, que por mais que recebam equipamentos de segurança, as vezes os negligenciam. As discussão da sala trouxe mais umas vez os apontamentos de POT1 que é falar a linguagem da empresa, trazendo como a melhoria na saúde é uma melhoria nos lucros, embora que por traz disso estamos focados na saúde do trabalhador. Outra questão interessante foi a do texto de trazer definições de saúde do trabalhador de forma ampla, que não foque só no biológico e pensar em saúde não só no ambiente de trabalho e dessa forma, tem empresas que tem política de trazer a família para empresa, fazer competições, festas, etc. Todos os apontamentos foram muito importantes para elucidarem as questões atuais de saúde do trabalhador, além disso, foi muito importante eu ouvir que as queixas que as UBS trazem serão listadas e repassadas para a gestão, pois estava com um sentimento muito impotente pela saúde deles, já que muitas das reclamações vem por causa da gestão.
Discente: Ana Flávia Girotto de Camargo Assim como discutido em sala, o texto apresenta um panorama e uma linguagem destinada às empresas. Este fato torna seu conteúdo extremamente claro, demonstrando práticas e meios de se promover o bem estar físico e psíquico dos trabalhadores. Entretanto são inúmeras as complementações que justificam essas atitudes e propostas, cujo objetivo, aparentemente, é buscar por uma maior lucratividade. Deste modo, é possível se estabelecer uma visão deturpada do psicólogo nessas instituições, uma vez que aparentemente o profissional se veste de todo um discurso, utilizando-se de um linguajar apropriado para alcançar determinado objetivo, mesmo que passe a ser conivente com a visão de que melhorias e investimentos na saúde do trabalhador são um meio para um fim, lucro. Como fica o psicólogo na visão deste trabalhador? Ou a proposta apresentada é que, para se referir aos trabalhadores o discurso mudaria novamente? Acredito que as propostas apresentadas no texto são extremamente importantes, entretanto é triste e decepcionante ter suas realizações associadas, primordialmente, a busca por lucratividade e não a melhores condições de trabalho.
discutir a respeito da saúde do trabalhador é algo essencial para a psicologia, afinal as relações humanas e saúde mental fundamentam nossa área de atuação, a cartilha apresentada como base do debate foi importante para expor conceitos teóricos e leis que asseguram o trabalhador de sua saúde. Para assegurar o bem-estar do trabalhador é necessário incorporar na atividade dos serviços ações de assistência e vigilância que partam do conhecimento do território e das necessidades da população, considerando as áreas de risco, para que a intervenção sobre os fatos geradores de problemas sejam eficazes. Também é necessário aumentar a consciência da população à respeito de seus direitos e suas condições de trabalho. Entretanto a comunicação com empresas diante destes problemas deve ser feita com cautela, é necessário sempre expor os ganhos que se consegue a partir destas melhorias, a própria cartilha aponta os lucros como justificativa para a promoção da saúde no ambiente de trabalho, como quando compara os gastos de prevenção com os de acidentes que ocorrem. Portanto assegurar a saúde de trabalhadores é sempre um desafio difícil, visto que o interesse pelo individuo fica em segundo plano se comparado com os interesses empresariais, principalmente se tratando de países com leis frágeis, que possibilitam cada vez mais a exploração do trabalhador.
O capitalismo no Brasil é selvagem comparado a alguns outros países, portanto é complicado assegurar a saúde de trabalhadores ao mesmo tempo em que o foco é o lucro. É um desafio difícil que deve ser trabalhado. A comunicação com as empresas deve ser feita de uma maneira delicada para conseguir entrar em acordo com a realidade dos trabalhadores e assim achar um meio termo. Ao mudar a visão sobre a saúde que a OMS define como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não mais somente como a ausência de doença, o ambiente do trabalhador, assim como os outros contextos nos quais o individuo esta inserido são contados para melhoria da saúde fisica, psiquica e emocional da pessoa. É uma mudança importante para a humanização dos ambientes em que o individuo esta inserido, buscando sempre a melhoria e a maior qualidade de vida.
O textos nos traz o alto número de danos causados aos trabalhadores de diversas empresas. Ele se parece mais com uma cartilha a empresa de como essas podem organizar um ambiente de trabalho saudável. A partir desse contexto, é discutido que seria mais relevante para a empresa investir mais em promoção de saúde por assim ela teria menos gastos com processos advindos dos trabalhadores prejudicados pelo trabalho. A cartilha visa explicar que a saúde do trabalhador vai além dele, envolve família e outros vínculos, ou seja, medical diante queixa pontual não é uma solução a longo prazo. Com a discussão em sala, chegamos em um ponto de o que a empresa pode fazer então? Já que no coletivo todos concordavam que o que acontece é um capitalismo sem humanização. Chegamos a um consenso de que a empresa deve fornecer promoção de saúde e prevenção de acidente de trabalho, além de colher as demandas de sofrimentos dos trabalhadores e trabalhar com isso. Para Bleger, o psicólogo não deve estar vinculado com a empresa e sim com o trabalhador. Ou seja, mesmo que o psicologo esteja recebendo seu salario da empresa, esse deve se preocupar primeiramente com a saude dos trabalhadores dali e apenas depois pensar nos interesses da empresa.
Através de dados obtidos pela Organização Mundial de Saúde, percebe-se a importância que uma iniciativa que vise à construção de ambientes saudáveis. Um ambiente de trabalho saudável é aquele em que os trabalhadores e os gestores colaboram para o uso de um processo de melhoria contínua da proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar de todos os trabalhadores e para a sustentabilidade do ambiente de trabalho, considerando o trabalhador em sua totalidade biopsicossocial. Para criar um ambiente de trabalho saudável, uma empresa precisa considerar as vias ou áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e trabalhadores possam empreender ações. Dessa forma, o Plano de Ação Global da OMS, visa: elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática e incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. O texto aborda algo que foi também discutido em sala: a ética empresarial, focando no fato de que investir em um ambiente de trabalho saudável evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e com alta rotatividade e aumenta a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços.Ou seja, usando "a língua dos empresários", que diz muito respeito ao fator econômico, ainda é possível demonstrar a importância de melhorias para os trabalhadores. O texto, por fim, analisa os possíveis riscos dentro do ambiente de trabalho, mas é útil ao trazer e incentivar também possibilidades de atuação para a empresa, junto com um modelo de melhoria contínua. Apesar de ter sido muito discutido em sala o fato de o texto ser utópico e valorizar muito o lucro, creio que é necessário também esse tipo de cartilha que não apenas critique a atual situação, mas sim traga algumas soluções para que seja possível encontrar maneiras de trazer a saúde e valorização do trabalhador dentro de uma sociedade extremamente capitalista. Discursos que visem apenas criticar a forma com que a sociedade se organiza, apesar de serem de extrema importância, não trazem soluções para os milhares de trabalhadores já inseridos nessa lógica capitalista.
O texto aponta dados das organizações de trabalho e saúde, indicam que atualmente, mortes resultantes de acidentes de trabalho e doenças ou lesões relacionadas ao trabalho chegam a aproximadamente 2 milhões de pessoas a cada ano, esses dados apenas demonstram lesões e doenças que ocorrem em ambientes de trabalho, formalmente registrados. Uma frase que me chamou bastante atenção, logo no início foi: “A riqueza de uma empresa depende da saúde dos trabalhadores.” Se os donos das empresas tomassem essa frase para si, certamente o número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho seria reduzido drasticamente.
ResponderExcluirBuscar meios de diminuir tanto doenças, custos econômicos e perda de recursos humanos a longo prazo resultantes de locais de trabalhos informais constitui desafios para os governos, setores econômicos, formuladores de política e profissionais de saúde. Para isso alguns planos de ações foram aprovados como o Saúde dos trabalhadores: plano de ação global e o texto em questão visam um modelo de desenvolvimento de iniciativas voltadas a ambientes de trabalho saudáveis que possam ser adaptadas a diversos países, ambientes de trabalho e culturas.
Empresas que promovem e protegem a saúde do trabalhador, a longo prazo, estão entre as mais bem-sucedidas e competitivas, e também desfrutam de melhores taxas de retenção de funcionários. Nesse caso, é necessário que os empregadores considerem custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes, consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de saúde e segurança no trabalho e saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa. Esses princípios podem evitar afastamentos e incapacidades para o trabalho, possibilitando a minimização de custos com saúde e custos resultantes de rotatividades como treinamento bem como a qualidade de produtos e serviços.
Apesar de a maioria dos países dispor de legislação nacional e mesmo local, exigindo que o empregador ofereça condições saudáveis e mínimas de trabalho, existem empresas que não proporcionam ambientes de trabalho saudáveis. Essas empresas além de colocar desnecessariamente em risco os trabalhadores, suas famílias e a população, ainda podem se tornar envolvidos em litígios onerosos em relação às leis trabalhistas nacionais ou internacionais, prejudicando tanto sua imagem pública como seus mercados e rentabilidade.
Para que seja possível a criação de um ambiente de trabalho saudável, a empresa precisa considerar as vias/áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e os trabalhadores possam empreender ações. No modelo de ambiente de trabalho saudável da OMS, são destacados: o ambiente físico de trabalho (os perigos devem ser identificados, examinados e controlados através de uma hierarquia de processos de controle); o ambiente psicossocial de trabalho (devem ser abordados da mesma maneira que os físicos embora utilizando-se ferramentas diferentes, normamente identificados e avaliados por meio de pesquisas ou entrevistas no lugar de inspeções); recursos para a saúde pessoal no ambiente de trabalho (serviços de saúde, informação, treinamento, apoio financeiro, instalações, políticas de apoio, programas promocionais e flexíveis para permitir e incentivar trabalhadores a adotarem práticas de estilo de vida saudáveis); envolvimento da empresa na comunidade (atividades nas quais uma empresa pode participar, conhecimentos ou recursos que pode prover para apoiar o bem-estar físico e social de uma comunidade em que atua).
Um programa para um ambiente de trabalho saudável deve estar integrado aos objetivos, metas e valores da empresa, mobilizando e conquistando o compromisso das principais partes interessadas. Demonstrando por meio do desenvolvimento a adoção de uma política integral firmada pela autoridade máxima da empresa e comunicada a todos os trabalhadores, indicando de forma clara, que as iniciativas voltadas a um ambiente de trabalho saudável são parte da estratégia de negócios da empresa.
A partir da leitura do texto é possível ver a grande massa de trabalhadores que sofrem danos a vida e a saúde devido às más condições de trabalho. É visto que em muitos países, a maioria dos trabalhadores são empregados informalmente em fábricas e empresas onde não há registros de lesões e doenças relacionadas ao trabalho o que dificulta o controle da Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial de Saúde, a demonstrar as lesões, doenças e prejuízos que ocorrem nestes ambientes, formalmente registrados.
ResponderExcluirPara a melhoria dos trabalhadores a Assembleia Mundial de Saúde da Organização Mundial de Saúde aprovou o Saúde dos trabalhadores: plano de ação global. Este plano estabelece cinco objetivos: Elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática e incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas.
Pode ser visto que empresas que promovem e resguardam a saúde do trabalhador, a longo prazo, estão entre as mais bem-sucedidas e competitivas, dessa forma possuem melhores taxas de retenção de funcionários, logo as empresas que não proporcionam ambientes de trabalho saudáveis não apenas deixam os trabalhadores, suas famílias e a população expostos a riscos e sofrimento humano desnecessários. Mas também, estas empresas e suas lideranças podem se tornar envolvidos em desacordos penosos em relação às leis trabalhistas.
O texto traz que o ambiente de trabalho está sendo cada vez mais usado como um espaço para promoção de saúde e para atividades preventivas de saúde; não só para evitar doenças e acidentes de trabalho, mas para diagnosticar e melhorar a saúde das pessoas em geral. Porém a partir das discussões em sala de aula foi possível notar que esta realidade não é de tal maneira total verídica pois colegas de sala sempre trazem suas vivências a partir de Ubs e contam relatos totalmente contrários dessa realidade trazida no texto, fator que tem que ser muito trabalhado para que se possa conseguir alcançar todo o objetivo imposto que é a melhoria geral da saúde do trabalhador e de seu ambiente de trabalho. Para mobilizar estes trabalhadores e empregadores a investir em mudanças, é necessário colher as demandas de seu local de trabalho e trabalhar em cima destas queixas, possibilitando recursos para melhorias, que possam criar um ambiente de melhor convívio e promoção a saúde.
Discente: Marina Capucci Manffré
ResponderExcluirComo abordado no começo do texto, a segurança, saúde e o bem estar do trabalhador é uma preocupação em comum para várias instâncias, inclusive para empresas, pois essas ligam-se diretamente com a qualidade do trabalho que o sujeito exerce. Logo, a qualidade de vida do trabalhador está diretamente ligada à qualidade da produção dentro da empresa.
Este quadro pode ser ilustrado diante dos dados relatados no texto, o qual mostra que é grande o número de trabalhadores que sofrem acidentes durante o ofício, sendo eles fatais e não fatais. Diante disso, foi criado, em 2007, plano global que foca na Saúde do Trabalhador, este possui 5 objetivos que permitem uma maior preocupação e regulamentação dentro do ambiente de trabalho, focando na promoção de saúde do sujeito. Isso é de suma importância, afinal, regulamenta a importância de olhar para a saúde mental e física de cada um, independente do motivo por trás dessa "ordem".
O texto traz de forma mais detalhada quais foram os motivos que levaram as empresas a aderirem ao plano voltado à saúde do trabalhador, são eles: 1) Ética empresarial: O lema principal é não prejudicar os outros (trabalhadores) dentro das empresas. Ou seja, é importante estabelecer e utilizar de normas sociais dentro do ambiente de trabalho para uma melhor convivência.
2) Interesse empresarial: Movidos pelo sistema, há outras razões que se ligam à prevenção do adoecimento do sujeito: A produtividade e o lucro. Como colocado no texto, um exemplo que é de grande interesse da empresa é: a prevenção é mais barata que os custos com possíveis acidentes. 3) Questão legal: Os países costumam ter suas próprias leis de proteção ao trabalhador, portanto, é ilegal que empresas que atuam nesses locais não sigam as leis. Porém, é muito importante salientar que inúmeras empresas estão alojadas em países não regulamentados para não investir de forma concreta na saúde do trabalhador, colocando-os em posição de risco.
Sabendo disso, podemos colocar que o ambiente de trabalho ideal não é aquele que vê o ser como uma máquina que produz, mas um sujeito singular, com diferentes demandas e que precisa não só de segurança física, como qualidade e preocupação com a sua saúde mental. O ambiente, físico, psicossocial, recursos que visam a saúde e o envolvimento da empresa com a comunidade são características de grande importância para se manter um ambiente de trabalho saudável.
Portanto, fica claro que o ambiente de trabalho só melhora a partir do momento que há uma mobilização da empresa como um todo para a melhoria do espaço de trabalho, procurando averiguar demandas e a partir delas melhorar o local em que se encontram, como uma unidade com o mesmo interesse em foco: a saúde física e mental do trabalhador.
Dessa forma, para que isso seja concretizado, é necessário compromisso, união representativa, reflexões a cerca da situação, abertura para escutar e ser escutado e por fim, mas não menos importante a integração entre trabalhadores, representantes, comunidade geral e a empresa como uma unidade.
Discente: Camile Lima Soares
ResponderExcluirO texto traz em seu início dados das organizações de trabalho em que deixa claro o grande número de acidentes causados pelo ambiente de trabalho precário, e ressalta que a falta de segurança e bem-estar no ambiente de trabalho afeta diretamente na qualidade da produção do trabalhador.
Esses números de acidentes de trabalho foram coletados pela Organização Internacional do Trabalho e pela Organização Mundial de Saúde, e foram contabilizados apenas os trabalhos formalmente registrados. Devido a esse grande número de acidentes, em 2007 foi criado O Plano de Ação Global estabelece cinco objetivos:
1) Elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores;
2) Proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho;
3) Promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional;
4) Fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática;
5) Incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas.
Empresas que trabalham com a promoção, prevenção e manutenção da saúde, segurança e bem-estar dos funcionários, são as que tem melhor produção e os melhores resultados devido ao ambiente saudável proporcionado. Contrapartida, as empresas que não tem cuidado em tornar o ambiente de trabalho saudável pode acarretar problemas não só para seus trabalhadores e familiares, mas como também sérias penalidades por conta das leis trabalhistas.
Um ambiente saudável de trabalho não se restringe apenas a segurança física, mas também a preocupação com seus funcionários em questões como saúde mental, por isso a preocupação não apenas com a prevenção e promoção de futuras doenças que poderiam ser causadas pelo trabalho, mas como também o devido apoio para limites e doenças que o trabalhador já possuía antes de chegar naquele ambiente de trabalho.
Para que ocorra essa mobilização para um ambiente saudável de trabalhos, é preciso que a empresa tenha foco na saúde mental e física do trabalhador, assim como trabalhar essas questões de forma coletiva, proporcionando espaços de fala e escuta por parte de todos que compõe aquele ambiente de trabalho e também a comunidade local.
O texto começa nos dizendo, de acordo com os dados levantados à partir de organizações de trabalho e saúde, um espantoso número de mortes resultantes de acidentes de trabalhos ou lesões registradas formalmente. À partir desses dados alarmantes foi desenvolvida a ética empresarial, que considera dentro do seu âmbito diversos fatores que os empregadores precisam considerar, como: custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes; consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de segurança e saúde no trabalho; saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa. A adesão a esses princípios evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e os custos associados com a alta rotatividade tais como treinamento, e aumenta a produtividade a longo prazo bem como a qualidade dos produtos e serviços. Empresas que não proporcionam isso a seus trabalhaores os deixam expostos a riscos e sofrimentos humanos desnecessários. Para a criação de um o desenvolvimento de um ambiente saudável deve-se considerar: ambiente físico de trabalho; ambiente psicossocial de trabalho; recursos para a saúde pessoal;envolvimento da empresa na comunidade. Os passos necessários para iniciar e manter programas que garantam esses ambientes destacam pontos principais como: mobilizar os trabalhadores e empregadores a investir em mudanças, reunir recursos necessários, diagnosticar questões através de dados pré-existentes, saúde dos trabalhadores,futuro desejado e desenvolver um plano para a área de saúde. Para que esses passam sejam dados é preciso compromisso das partes envolvidas, reflexões sobre as situações, escuta ampliada e integração entre trabalhadores, representantes, comunidade geral e a empresa como uma unidade e assim a saúde física e psicológica dos trabalhadores é ressaltada e mantida integralmente.
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ResponderExcluirDiscente: Alexandre Y. de Paula Okumoto
ResponderExcluirApesar de hoje em dia existirem leis de proteção à saúde do trabalhador, ainda existem dados alarmantes quanto aos índices de acidente e morte no trabalho. Um interesse empresarial na saúde de sua organização é visto hoje em dia como uma decisão inteligente, já que assim são evitados os custos por acidentes e por consequências financeiras de violações jurídicas. As empresas que adotam essa política ética têm se destacado como organizações bem-sucedidas. Só que ao mesmo tempo, ainda existem empresas que mascaram negligências e ameaçam seus trabalhadores caso notifiquem qualquer lesão, isso influi nos dados e também prejudica qualquer forma de intervenção. Uma participação dos consumidores dessas empresas é muito importante, principalmente agora que acidentes por trabalho e também escravização de mão de obra tem recebido uma maior atenção da mídia (em contrapartida ao retrocesso do governo quanto à essas notificações). O texto vai trazer a definição de saúde da OMS como um estado não meramente relacionado à ausência de doença, o que é muito importante de ser refletido, não somente pelas empresas e organizações como por todas as instâncias. É importante pensarmos na saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Para que essa saúde seja atingida no trabalho é preciso que boas condições sejam estabelecidas.
É importante que o ambiente físico da organização ofereça uma estrutura e recursos suficientes para que o trabalhador não entre em contato direto com produtos, substâncias ou maquinários que possam comprometer sua saúde física (onde as leis trabalhistas focalizam).
O ambiente psicossocial inclui a cultura organizacional, crenças, valores e práticas da empresa que afetam o bem-estar físico e mental dos trabalhadores, como por exemplo prazos, sobrecarga de trabalho, comunicação deficiente (estressores).
A empresa pode oferecer recursos de saúde para seu trabalhador, como por exemplo flexibilidade, recursos, informação e acompanhamento.
O envolvimento da empresa na comunidade é muito importante, já que ao mesmo tempo que a organização atua em comunidades, o contrário também acontece. Pois isso afeta diretamente a saúde dos trabalhadores e sua família. Um exemplo bem relevante é a empresa buscar impactar menos o meio-ambiente como a partir da redução de emissões de poluentes.
A OMS vincula um modelo para o desenvolvimento de um ambiente de trabalho saudável em 8 passos. Nesse modelo é importante mobilizar (1) os trabalhadores e empregadores a investir em mudanças a partir de uma coleta de informações das necessidades da organização. Após isso é importante reunir (2) tanto recursos e equipe para que tais mudanças ocorram. Diagnosticar (3) como uma primeira ação da equipe para avaliação da dinâmica organizacional e a priorização (4) daquilo que é essencial para a saúde do trabalhador. Planejar (5) um plano para a área de saúde conforme estrutura da própria empresa, levando em consideração sua complexidade. O fazer (6), que inclui delegar as funções e responsabilidade para cada ator da equipe, a avaliação (7) dos resultados dessas ações para delimitar o que tem funcionado. E por fim, o melhorar (8) que consiste no aprimoramento daquilo que foi avaliado como não efetivo.
É importante que essas ações voltadas à saúde do trabalhador sejam incorporadas aos valores, visão e missão da empresa, para que estejam incorporadas à todos os agentes da organização, desde o chefe até funcionários da base da hierarquia.
A segurança, saúde e bem –estar dos trabalhadores são preocupações vitais e bastante discutidas no cenário acadêmico e profissional, mas isso não está sendo suficiente visto o número bastante alto de acidentes e/ou doenças e lesões relacionadas com o trabalho, sendo esses danos tanto físicos como psíquicos. Tais fatos ocorrem tanto em trabalhadores registrados ( por onde são feitas as estatísticas) quanto os não legalizados formalmente, o que é um problema e ainda aumentaria tais números já perturbadores para um século onde tanta tecnologia foi criada, mas a humanização neste contexto parece cada vez mais escassa. Dessa forma, em 2007, foi criado o Plano de Ação Global como forma de proporcionar novo estimulo para o cuidado dos países com a saúde ocupacional do trabalhador. O PAG tem 5 objetivos: 1) Elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; 2) Proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) Promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) Fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática e 5) Incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. Outro foco do texto está no modelo para desenvolvimento de um ambiente saudável de trabalho que seja possível adaptação para qualquer lugar do mundo com suas respectivas características e necessidades. Estes locais seriam orientados pela OMS a partir desse modelo em conjunto a esses países, especialistas destes e outras partes interessadas. Isso é benéfico para todos ao ser colocado em prática, pois a ética empresarial leva ao sucesso, pois evita afastamentos incapacitantes, abaixa os custos com a saúde e com a alta rotatividades de profissionais e aumenta a qualidade e produtividade ao longo do tempo. Assim, isso aconteceria se fosse feito o citado “comércio justo” onde o ambiente físico, psicossocial, a saúde individual e o envolvimento da empresa na comunidade se entrelaçam para um trabalho produtivo e benéfico aos que o colocam em ação. Dessa forma, para não começar a parar o projeto no caminho é preciso que se siga alguns passos essenciais como um ciclo que se renova sempre: mobilizar, reunir, diagnosticar, priorizar, planejar, fazer, avaliar, melhorar e voltando ao inicio. Esses passos então, só se estabilizam se alguns princípios fundamentais forem levados em consideração: compromisso das lideranças baseado em valores fundamentados (humanização e co-responsabilidade podem ser exemplos disso), envolvimento de trabalhadores e seus representantes, analise das lacunas, aprendizado com os outros, sustentabilidade e interação. Vale ressaltar que tudo que pode ser feito tem sua base em comum, mas deve ser adaptado para cada localidade encontrada.
ResponderExcluirA saúde do trabalhador é de suma importância para a produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas e comunidades, assim como para as economias nacionais e regionais.
ResponderExcluirConsiderando isso foi criado o Plano de Ação Global que estabelece cinco objetivos: 1) laborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; 2) proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; e 5) incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas.
Isso se fez necessário porque muito antes das regulações nacionais do trabalho e saúde entrarem em vigor, empresários aprenderam que era importante aderir a determinados códigos sociais e éticos relacionados aos trabalhadores como parte de seu papel na comunidade e como garantia do sucesso de seus empreendimentos.
Dados demonstram que, a longo prazo, as empresas que promovem e protegem a saúde dos trabalhadores estão entre as mais bem-sucedidas e também desfrutam de melhores taxas de retenção de funcionários.
Há também a questão legal já que a maioria dos países dispõe de legislação nacional e mesmo local, exigindo que o empregador ofereça proteção mínima aos trabalhadores contra os perigos no ambiente de trabalho que possam causar lesões ou doenças. As multinacionais que tentam cortar os custos de segurança e saúde dos trabalhadores, transferindo seus processos industriais mais perigosos para os países onde a saúde, segurança e legislação trabalhista ou seu cumprimento são considerados mais fracos, pode descobrir que as suas empresas e produtos tornam-se foco de intenso escrutínio da mídia e da comunidade internacional e prejudicar seus mercados e rentabilidade.
O texto traz como definição de ambiente de trabalho saudável aquele em que os trabalhadores e os gestores colaboram para o uso de um processo de melhoria contínua da proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar de todos os trabalhadores e para a sustentabilidade do ambiente de trabalho.
Para isso, quatro áreas-chave podem ser mobilizadas ou influenciadas por meio das iniciativas voltadas a ambientes de trabalho saudáveis: ambiente físico de trabalho; ambiente psicossocial de trabalho; recursos para a saúde pessoal; e envolvimento da empresa na comunidade.
Portanto, alguns passos são necessários serem seguidos para iniciar e manter um programa: mobilizar os trabalhadores e empregadores a investir em mudanças, reunir os recursos necessários, diagnosticar, priorizar o que é mais essencial para saúde, desenvolver um plano para a área de saúde, executar, avaliar para descobrir o que está e o que não está funcionando e melhorar para aprimorar os programas que têm sido implementados ou acrescentar os próximos componentes.
Sendo assim, as chaves para o sucesso são o compromisso da liderança com base em valores fundamentais, o envolvimento dos trabalhadores e seus representantes, a análise de lacunas, a aprendizagem com o outro, a sustentabilidade e a integração.
Por fim, vale ressaltar que os ambientes de trabalho existem num contexto muito abrangente. Os governos; as leis e normas nacionais e regionais; a sociedade civil; as condições de mercado e os sistemas de saúde têm um grande impacto sobre os ambientes de trabalho, para melhor ou para pior, e sobre o que pode ser alcançado pelas partes envolvidas nos ambientes de trabalho.
Discente: Natália Barcelos Cardoso
ResponderExcluirO texto aborda a questão da saúde do trabalhador e do quanto ela é importante e chave essencial para a “riqueza de uma empresa”. Isso parece e deveria ser essencial quando se trata do trabalho, mais o que se vê é que muitas vezes isso não é seguido e as empresas atendem aos interesses capitalistas relacionados a lucro e produtividade, esquecendo a saúde do trabalhador.
O Plano de Ação Global desenvolvido mostra então o que poderia ser colocado em prática para o bem estar dos trabalhadores. Consequentemente é considerado que a partir dessas práticas ocorreria o desenvolvimento de uma melhoria na saúde ocupacional no ambiente de trabalho para todos. Frente a isso, de acordo com o texto as empresas que promovem essa saúde no ambiente de trabalho estão entre as mais competitivas e bem sucedidas, isso se torna uma coincidência e reflete aquilo já exposto de e que elas se preocupam muitas vezes mais com o lucro do que com o próprio trabalhador.
Um ambiente de trabalho saudável deveria ser construído através da relação entre gestores e empregados, numa visão de atender as demandas dos trabalhadores que tanto sofrem com algumas exigências e sobrecarga em seus trabalhos. O desgaste é cada vez maior e se estratégias fossem criadas poderia se evitar que problemas maiores ocorressem, como até mesmo a morte e doenças relacionadas a ambientes nada planejados/ insalubres.
Assim sendo, é importante e preciso que a empresa crie estratégias para ajudar o trabalhador a lidar com essas demandas, o ajudando a viver de forma mais saudável no ambiente de trabalho, e podendo também possibilitar o envolvimento com a comunidade. O texto mostra que o trabalho conjunto e a criação de programas de promoção dessa saúde podem ser eficazes e ajudar esse trabalhador a melhorar sua condição. Consequentemente então esses programas trarão diversos benefícios para a empresa como é o caso da diminuição da rotatividade, dos custos com a saúde dos trabalhadores e, principalmente o que o capitalismo mais visa, do aumento da produtividade.
O texto mostra como é alto o número de acidentes no trabalho e doenças ou lesões relacionadas ao trabalho. Assim, em 2007 foi criado Saúde dos trabalhadores: plano de ação global (PAG) com o intuito de proporcionar um novo estímulo para ação dos Estados Membros, tendo por base a Estratégia mundial de saúde ocupacional para todos.
ResponderExcluirO Pacto Global das Nações Unidas é uma plataforma de liderança internacional voluntária para os empregadores. Ela reconhece a existência de princípios universais relativos aos direitos humanos, normas laborais e a luta contra a corrupção.
Sobre as empresas, se elas considerassem os custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes; consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de segurança e saúde no trabalho; saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa, os custos com saúde e com alta a rotatividade seriam menores, que consequentemente aumentaria a produtividade e qualidade dos serviços.
Para criar um ambiente de trabalho saudável, uma empresa precisa considerar as vias ou as áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e os trabalhadores possam empreender ações.
Em um cenário onde o acesso à atenção em saúde é precário ou a legislação trabalhista e ambiental é fraco ou inexistente, o envolvimento da empresa na comunidade pode fazer uma grande diferença para a saúde ambiental da comunidade, bem como para a qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias.
Para manter um programa que promova um ambiente de trabalho saudável como o modelo da OMS propõe é importante à garantia de segurança e bem-estar que atenda as necessidades dos interessados e que seja sustentado em longo prazo. Os passos para esse modelo são: Mobilizar, Reunir, diagnosticar, priorizar, planejar, fazer, avaliar e melhorar.
De acordo com o ambiente de trabalho estabelecido no texto, é visualizado a importância do empregador, os trabalhadores e seus representantes trabalharem em conjunto de forma colaborativa, considerando as diferentes necessidades das empresas, o envolvimento da empresa na comunidade, a determinação de boas práticas e etc. Com isso, as empresas serão guiadas na aplicação desses princípios que podem levar na melhoria das intervenções.
Discente: Juliana Marques Cury
ResponderExcluirA partir da leitura do texto Ambientes de Trabalho Saudáveis: Um modelo para ação, devemos pensar primeiramente nas seguintes palavras: segurança, saúde e bem-estar, pois são as mesmas que vão garantir produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas e comunidades. Porém o que presenciamos é o contrário, resultando em dias de trabalho perdidos, acidentes e doenças, que nem sempre são formalmente registradas e locais de trabalho insalubres, as empresas tentam cortar os custos de segurança e saúde dos trabalhadores, transferindo seus processos industriais mais perigosos para os países onde a saúde, segurança e legislação trabalhista ou seu cumprimento são considerados mais fracos, podendo prejudicar seus mercados e rentabilidade.prejudicar seus mercados e rentabilidade.
Dessa forma, o texto traz que empresas mais bem sucedidas e competitivas, possuem baixa saída de funcionários, e as mesmas seguem códigos de conduta e ética, declaração de Seul (2008) que defende um ambiente de trabalho seguro e saudável é um direito humano fundamental e legislações nacional e local. E deve-se abranger os seguintes fatores ambiente físico, psicossocial, práticas de saúde individual e envolvimento da empresa na comunidade, com ênfase em um processo contínuo de mobilização e participação dos trabalhadores em torno de um conjunto compartilhado de ética e valores. Com isso, alguns fatores que os empregadores necessitam considerar são: os custos de prevenção versus os custos resultantes de acidentes; consequências financeiras das violações jurídicas de leis e normas de segurança e saúde no trabalho; e saúde dos trabalhadores como importante patrimônio da empresa.
É estabelecido então o Plano de Ação Global que estabelece cinco objetivos: elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; e incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas.
O texto nos traz que na atual realidade se mostra de suma importância a preocupação das empresas para com o compromisso ético de zelar pela saúde de seus trabalhadores. Não apenas a saúde física, que muitas vezes se mostra mais evidente em suas causas e consequências mas também a saúde psicossocial.
ResponderExcluirAlém de satisfazer a questão ética essa preocupação também sacia questões legais relativas à saúde e segurança no ambiente de trabalho, questões essas existentes em boa parte do mundo (mesmo que de fato não cumpridas), que exigem proteção mínima aos funcionários por parte de seus empregadores. As empresas que seguem por esse caminho demonstram menores gastos com questões relativas à acidentes de trabalho, afastamentos, indenizações, além de possíveis sanções legais e se destacam como mais competitivas e bem sucedidas no mercado.
Para se manter saudável o ambiente de trabalho deve-se diminuir seus riscos físicos como eliminar uso de produtos altamente tóxicos, manter limpo o ambiente, treinar funcionários em práticas organizacionais seguras, exigir uso de EPI’s e de equipamentos de segurança em maquinários de risco. Além de se criar um ambiente com menor carga de trabalho, supervisores treinados em liderança e comunicação, mais flexibilidade com prazos e local de trabalho e proporcionar um ambiente com diálogo claro e transparente o que pode auxiliar em questões como conflitos e assédio, o que pode garantir um ambiente mais psicologicamente saudável.
Falta no texto porém abordar questões voltadas também como uma maior participação política na garantia desse ambiente de trabalho mais saudável. Afastamentos por quaisquer razões que sejam não geram gastos apenas para empresas mas gastos maiores com o sistema de saúde e de seguridade social, por exemplo, além de aumento no número de desempregados. A participação da administração das empresas é de suma importância, mas a criação de politicas, legislações e fiscalização mais rígida também deve ser adotada de forma a garantir que os trabalhadores tenham o melhor ambiente de trabalho possível dentro de seus locais de trabalho.
Discente: Isabella Amaral de Oliveira.
ResponderExcluirO texto discute a importância da saúde do trabalhador e como essa reflete em aspectos que podem auxiliar as empresas, como a produtividade. Segundo a Declaração de Seul, 2008, um ambiente de trabalho seguro e saudável é um direito humano universal.
Garantir a saúde do trabalho é pensar além do momento em que a empresa se encontra, uma vez que os problemas relacionados a uma não garantia dessa saúde, como afastamentos, demissões, incapacidades, pode acabar gerando um aumento de custo além do que poderia ter sido gasto apenas com prevenção e promoção de saúde.
O texto traz que para a criação de um ambiente de trabalho saudável, uma empresa precisa considerar as vias ou áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e trabalhadores possam empreender ações. Para um o desenvolvimento de um ambiente de trabalho saudável a Organização Mundial de Saúde estabelece 8 passos, a mobilização dos trabalhadores e empregados, reunir os recursos necessários, o diagnóstico, a definição de prioridades, o planejamento para uma área de saúde, a responsabilidade atribuída aos membros da equipe, uma avaliação afim de descobrir o que está e não está funcionando, e a melhoria daquilo que precisa ser aprimorado. Todos esses passos fazem parte de um ciclo continuo.
A visão que o texto traz uma visão importante que deve ser incorporada em todos os âmbitos empresariais, visando uma melhoria da saúde dos trabalhadores e uma maior funcionalidade do ambiente de trabalho, respeitando as especificidades de cada local e aprimorando de acordo com o desenvolvimento de cada empresa.
Discente: Bruno Gonçalves
ResponderExcluirO texto discorre sobre como construir um ambiente de trabalho mais saudável e o que de fato é um ambiente de trabalho saudável. Para isso, recorre à definição de saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença”.
Partindo desse pressuposto, o texto apresenta alguns aspectos dos ambientes de trabalho que podem ser manejados segundo essa definição, de modo que se vise sim ao lucro, mas sempre respeitando o trabalhador e considerando sua saúde física e mental, sendo eles o ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para a saúde pessoal e envolvimento da empresa na comunidade. Em cada um desses aspectos, são apresentadas algumas ações que as empresas podem realizar para que se melhore o ambiente de trabalho e, no último item, a cartilha procura apresentar sugestões de como as empresas podem envolver-se em melhorias na própria comunidade em que está inserida, já que a empresa impacta na sociedade em que está inserida e também é influenciada por esta.
Foi debatido em sala sobre como é importante o Psicólogo Organizacional dispor de algumas estratégias para conseguir essas melhorias para o trabalhador junto à gestão das empresas, haja vista que esta, em consonância com o sistema econômico dominante, visa o lucro. Pode ser útil utilizar essa linguagem, considerando que o lucro pode aumentar se houve essa preocupação com a construção de um ambiente de trabalho mais saudável, sem contar que se reduzirão os gastos com a remediação de problemas, ou com processos judiciários por conta de negligências com a integridade física e mental dos trabalhadores, etc. Talvez seja necessário colocar as coisas nesses termos quando na negociação dessas condições com a gestão, pois é uma estratégia a ser empregada quando não há uma preocupação desta com a humanização do ambiente de trabalho.
Ademais, empoderar os trabalhadores e pensar em formas de auxiliá-los a agir coletivamente, a pensar coletivamente e a ser coletivamente também é necessário. O que percebemos no ambiente laboral é uma desarticulação desses trabalhadores, uma competição acirrada e individualidade. A comunicação efetiva dentro da empresa, que faz parte do ambiente psicossocial, deve ser pensada e trabalhada junto aos trabalhadores pelo Psicólogo Organizacional para melhor articulação e organização daqueles, até para que melhor reivindiquem suas demandas.
A cartilha aborda sobre ambientes de trabalho saudáveis e os diversos fatores que influenciam na construção dos mesmos que vai muito além de um espaço físico adequado, mas por diversas relações estabelecidas ali que influenciam na vida do trabalhador fora do seu horário de trabalho. Por ser um material voltado a empresas, é enfatizado a necessidade de se de cuidar da saúde e do bem estar do trabalhador para que o mesmo não perca seu potencial produtivo e interfira nos lucros, porém foi elaborado por uma organização que cumpre com os valores e propostas apresentadas.
ResponderExcluirDiscente: Mariana Rezende Alves de Oliveira
ResponderExcluirR.A.: 201420150
O texto aborda forma bem didática e clara diretrizes para a promoção de um ambiente de trabalho saudável, tanto para o trabalhador, quanto para empregadores e empresas em geral. Ao trazer dados sobre mortes, acidentes e casos de adoecimento (físico ou mental) dentro do ambiente de trabalho, o texto desvenda uma realidade que é muitas vezes ignorada pelos gestores de empresas e, às vezes, pelos próprios trabalhadores, que são quem constituem estes dados. Estes dados foram colhidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas são apenas de casos registrados, o que torna a ocorrência de acidentes, mortes e adoecimentos no trabalho muito menor do que realmente é, já que em diversos países e empresas não há registros deste tipo que são relacionados ao trabalho e um número muito alto de trabalhadores, são informais. Tendo em vista estes dados e o fato que muitas vezes eles não são registrados ou relacionados ao trabalho – seja por negligência dos gestores em proporcionar um ambiente saudável, seja por medo dos trabalhadores de serem recriminados ou pela simples falta de conhecimento dos sintomas gerados por um trabalho excessivo e/ou um ambiente de trabalho nada saudável – o texto apresenta o Plano de Ação Global. Este Plano estabelece 5 objetivos, são eles: 1)elaborar e implementar a saúde no ambiente de trabalho; 2) proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; 3) promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; 4) fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática; e 5) incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas.
A OMS define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença” e tem um ambiente de trabalho saudável aquele em que os trabalhadores e gestores colaboram para que ocorram melhorias na parte de promoção de segurança, saúde e o bem-estar de todos. Ao mesmo tempo em que deve promover um ambiente de trabalho com algumas considerações preestabelecidas para se ter um ambiente físico de trabalho que promova a inclusão de fatores psicossociais e de práticas de saúde individuais. No entanto, o que se encontra atualmente são trabalhadores cada vez mais adoecidos e esquecidos pela gestão de sua empresa. Existindo ainda casos em que os trabalhadores não sabem os direitos que têm dentro daquela empresa em relação à saúde, o que colabora para a falta de percepção da causa do acidente ou adoecimento físico ou mental ser do próprio ambiente de trabalho, e torna corriqueiro e “comum” o adoecimento de trabalhadores.
Na discussão em sala de aula, pode-se perceber que, em se tratando de trabalhadores da área da saúde que desconhecem seus direitos ou órgãos responsáveis por mantê-los em um ambiente saudável, a comunidade que recebe o serviço acaba sendo prejudicada, pois o trabalhador adoecido ou sobrecarregado dificilmente executará sua função de maneira eficiente. Assim, é de suma importância voltar os olhares à saúde dos trabalhadores e à promoção de um ambiente de trabalho saudável, orientando gestores e trabalhadores sobre os seus direitos e promovendo de meios de prevenir o adoecimento, como o texto propõe de forma bem explicativa, pois o adoecimento de um local de trabalho não afeta apenas os trabalhadores, mas também sua comunidade.
A promoção para um ambiente saudável para os trabalhadores, deveria ser um dos principais pilares de qualquer empresa. E deveria dar atenção não só ao bem estar físico, mas também o mental e social.
ResponderExcluirToda empresa deveria se envolver com a comunidade onde ela está instalada já que ela pode impactar direta ou indiretamente na saúde dos trabalhadores, bem como dos moradores, como foi o caso da empresa “Samarco”, por exemplo.
Mas como a maioria das empresas colocam lucros acima da saúde e bem estar, cabe aos psicólogos organizacionais criarem estratégias a fim de minimizar danos emocionais e humanizar o ambiente de trabalho.
Discente: Maria Gabriela Longo
ResponderExcluirA discussão de hoje ficou em volta da questão do capitalismo que no Brasil está muito selvagem e a exploração muito grande. Pontuei que por conta dessas coisas o texto foi muito utópico e não trouxe questão relacionadas ao fazer atual. Isso de certa forma entra na discussão de não conseguir articulações entre a teoria e a prática. Mas, é importante pontuar que tem empresas sim que se preocupam com o bem estar do trabalhador, a Bianca trouxe exemplo muito legal sobre o SESI e como eles se importavam com a saúde dos professores e alunos. Outro ponto importante, é que tem que considerar o profissional, que por mais que recebam equipamentos de segurança, as vezes os negligenciam. As discussão da sala trouxe mais umas vez os apontamentos de POT1 que é falar a linguagem da empresa, trazendo como a melhoria na saúde é uma melhoria nos lucros, embora que por traz disso estamos focados na saúde do trabalhador. Outra questão interessante foi a do texto de trazer definições de saúde do trabalhador de forma ampla, que não foque só no biológico e pensar em saúde não só no ambiente de trabalho e dessa forma, tem empresas que tem política de trazer a família para empresa, fazer competições, festas, etc. Todos os apontamentos foram muito importantes para elucidarem as questões atuais de saúde do trabalhador, além disso, foi muito importante eu ouvir que as queixas que as UBS trazem serão listadas e repassadas para a gestão, pois estava com um sentimento muito impotente pela saúde deles, já que muitas das reclamações vem por causa da gestão.
Discente: Ana Flávia Girotto de Camargo
ResponderExcluirAssim como discutido em sala, o texto apresenta um panorama e uma linguagem destinada às empresas. Este fato torna seu conteúdo extremamente claro, demonstrando práticas e meios de se promover o bem estar físico e psíquico dos trabalhadores. Entretanto são inúmeras as complementações que justificam essas atitudes e propostas, cujo objetivo, aparentemente, é buscar por uma maior lucratividade. Deste modo, é possível se estabelecer uma visão deturpada do psicólogo nessas instituições, uma vez que aparentemente o profissional se veste de todo um discurso, utilizando-se de um linguajar apropriado para alcançar determinado objetivo, mesmo que passe a ser conivente com a visão de que melhorias e investimentos na saúde do trabalhador são um meio para um fim, lucro. Como fica o psicólogo na visão deste trabalhador? Ou a proposta apresentada é que, para se referir aos trabalhadores o discurso mudaria novamente? Acredito que as propostas apresentadas no texto são extremamente importantes, entretanto é triste e decepcionante ter suas realizações associadas, primordialmente, a busca por lucratividade e não a melhores condições de trabalho.
Discente: Marcos Rodrigues
ResponderExcluirdiscutir a respeito da saúde do trabalhador é algo essencial para a psicologia, afinal as relações humanas e saúde mental fundamentam nossa área de atuação, a cartilha apresentada como base do debate foi importante para expor conceitos teóricos e leis que asseguram o trabalhador de sua saúde.
Para assegurar o bem-estar do trabalhador é necessário incorporar na atividade dos serviços ações de assistência e vigilância que partam do conhecimento do território e das necessidades da população, considerando as áreas de risco, para que a intervenção sobre os fatos geradores de problemas sejam eficazes. Também é necessário aumentar a consciência da população à respeito de seus direitos e suas condições de trabalho. Entretanto a comunicação com empresas diante destes problemas deve ser feita com cautela, é necessário sempre expor os ganhos que se consegue a partir destas melhorias, a própria cartilha aponta os lucros como justificativa para a promoção da saúde no ambiente de trabalho, como quando compara os gastos de prevenção com os de acidentes que ocorrem.
Portanto assegurar a saúde de trabalhadores é sempre um desafio difícil, visto que o interesse pelo individuo fica em segundo plano se comparado com os interesses empresariais, principalmente se tratando de países com leis frágeis, que possibilitam cada vez mais a exploração do trabalhador.
O capitalismo no Brasil é selvagem comparado a alguns outros países, portanto é complicado assegurar a saúde de trabalhadores ao mesmo tempo em que o foco é o lucro. É um desafio difícil que deve ser trabalhado. A comunicação com as empresas deve ser feita de uma maneira delicada para conseguir entrar em acordo com a realidade dos trabalhadores e assim achar um meio termo. Ao mudar a visão sobre a saúde que a OMS define como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não mais somente como a ausência de doença, o ambiente do trabalhador, assim como os outros contextos nos quais o individuo esta inserido são contados para melhoria da saúde fisica, psiquica e emocional da pessoa. É uma mudança importante para a humanização dos ambientes em que o individuo esta inserido, buscando sempre a melhoria e a maior qualidade de vida.
ResponderExcluirDiscente: Mariah de Sá Pompeu
ResponderExcluirO textos nos traz o alto número de danos causados aos trabalhadores de diversas empresas. Ele se parece mais com uma cartilha a empresa de como essas podem organizar um ambiente de trabalho saudável. A partir desse contexto, é discutido que seria mais relevante para a empresa investir mais em promoção de saúde por assim ela teria menos gastos com processos advindos dos trabalhadores prejudicados pelo trabalho.
A cartilha visa explicar que a saúde do trabalhador vai além dele, envolve família e outros vínculos, ou seja, medical diante queixa pontual não é uma solução a longo prazo.
Com a discussão em sala, chegamos em um ponto de o que a empresa pode fazer então? Já que no coletivo todos concordavam que o que acontece é um capitalismo sem humanização. Chegamos a um consenso de que a empresa deve fornecer promoção de saúde e prevenção de acidente de trabalho, além de colher as demandas de sofrimentos dos trabalhadores e trabalhar com isso.
Para Bleger, o psicólogo não deve estar vinculado com a empresa e sim com o trabalhador. Ou seja, mesmo que o psicologo esteja recebendo seu salario da empresa, esse deve se preocupar primeiramente com a saude dos trabalhadores dali e apenas depois pensar nos interesses da empresa.
Através de dados obtidos pela Organização Mundial de Saúde, percebe-se a importância que uma iniciativa que vise à construção de ambientes saudáveis. Um ambiente de trabalho saudável é aquele em que os trabalhadores e os gestores colaboram para o uso de um processo de melhoria contínua da proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar de todos os trabalhadores e para a sustentabilidade do ambiente de trabalho, considerando o trabalhador em sua totalidade biopsicossocial. Para criar um ambiente de trabalho saudável, uma empresa precisa considerar as vias ou áreas de influência onde as ações possam melhor ocorrer, bem como os processos mais eficazes pelos quais os empregadores e trabalhadores possam empreender ações. Dessa forma, o Plano de Ação Global da OMS, visa: elaborar e implementar instrumentos de políticas e normas para a saúde dos trabalhadores; proteger e promover a saúde no ambiente de trabalho; promover o desempenho e o acesso aos serviços de saúde ocupacional; fornecer e divulgar evidências, objetivando a ação e a prática e incorporar a saúde dos trabalhadores em outras políticas. O texto aborda algo que foi também discutido em sala: a ética empresarial, focando no fato de que investir em um ambiente de trabalho saudável evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e com alta rotatividade e aumenta a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços.Ou seja, usando "a língua dos empresários", que diz muito respeito ao fator econômico, ainda é possível demonstrar a importância de melhorias para os trabalhadores. O texto, por fim, analisa os possíveis riscos dentro do ambiente de trabalho, mas é útil ao trazer e incentivar também possibilidades de atuação para a empresa, junto com um modelo de melhoria contínua. Apesar de ter sido muito discutido em sala o fato de o texto ser utópico e valorizar muito o lucro, creio que é necessário também esse tipo de cartilha que não apenas critique a atual situação, mas sim traga algumas soluções para que seja possível encontrar maneiras de trazer a saúde e valorização do trabalhador dentro de uma sociedade extremamente capitalista. Discursos que visem apenas criticar a forma com que a sociedade se organiza, apesar de serem de extrema importância, não trazem soluções para os milhares de trabalhadores já inseridos nessa lógica capitalista.
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