terça-feira, 22 de agosto de 2017

Debate 3: Texto:A Responsabilidade Relacional como Ferramenta Útil para a Participação Comunitária na Atenção Básica

25 comentários:

  1. A Atenção Primária à Saúde (APS) é posta como espaço privilegiado de aproximação e participação da comunidade nas questões da saúde. É a entrada do usuário no Sistema de Saúde e tem por objetivo coordenar com os outros níveis de atenção a formação de uma rede integral dentro do Sistema. Porém a APS possui uma política muito mais ampla do que um nível de atenção à saúde.
    A APS vai além de um modelo organizativo para mudanças na atenção, na gestão e no financiamento do sistema. É considerada também como uma política integrativa, que incorpora as relações estabelecidas entre os vários atores envolvidos nesse processo, não só os dirigentes e as instituições gestoras nos diversos níveis, mas também os trabalhadores de saúde, as organizações comunitárias e outras entidades representativas da população.
    Segundo os princípios e diretrizes do SUS, a APS se caracteriza “por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde”. Esta compreensão de AB coloca a ESF como estratégia prioritária para estruturação de um modelo de atenção voltado para a integralidade e qualidade da assistência prestada.
    Nessa linha, criaram-se estratégias para uma melhor participação social na Atenção Básica, com o objetivo de estabelecer práticas de vigilância coletiva, regulamentou-se o chamado controle social, que tem por objetivo a ampliação e o crescimento da participação popular junto ao Estado nas questões de saúde. Entretando, para que haja uma participação social efetiva é necessário que a produção de conhecimento nesse âmbito seja ampliada, fortalecendo a interação e a construção da cidadania e do comprometimento coletivo, buscando ferramentas teórico/práticas que gerem instrumentos facilitadores desse entendimento e também legitimadores do saber comunitário junto ao saber científico, promovendo maior aproximação entre os atores envolvidos nesse processo.
    Para isso, o texto traz um conceito teórico\prático do construcionismo social, a Responsabilidade Relacional. Nesse conceito, a verdade não está em uma polaridade ou outra, mas nos processos interativos que se estabelecem nas relações, gerando possibilidades de abertura e ampliação de sentidos, sua negociação e responsabilização relacional. As questões descritas em termos relacionais deixam de ser tomadas como produção única de uma pessoa, mas construídas no intercâmbio das pessoas em relação. Desta forma, fracasso, sucesso, problemas e dificuldades, não estão localizados em um indivíduo, mas num imbricado processo de coordenação entre as pessoas.
    Apesar de não haver técnicas específicas que garantam uma prática relacionalmente responsável, algumas posturas, mais relacionais, podem gerar uma interação mais horizontalizada, como a postura do não saber, a postura de curiosidade e a postura de ênfase no processo comunicacional.
    Por fim, vale ressaltar que quando o outro na relação é investido de saber e reconhecimento e tomado como participante ativo na intervenção, a história a ser construída entre essas pessoas passa a ser relacionalmente responsável.

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  2. Segundo as diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde) há um objetivo integral de alcançar uma assistência integral e democrática mediante a participação social da população. Nesse sentido o texto traz a inserção da Atenção Primária à Saúde (APS) nesse contexto, que junto com outros de níveis de atenção coordena a rede integral dentro do SUS, construindo assim um projeto de intervenção em saúde que parte das necessidades encontradas na população (sendo uma política integrativa).
    Diante disso, o texto aborda que na Atenção Básica (AB) o conjunto de ações visará a promoção/ prevenção de saúde, manutenção, diagnóstico e o tratamento da saúde por meio de um trabalho em equipes multiprofissionais e tecnologias. Ademais, como meio de democratizar esse acesso à saúde, a APS propõe ampliar a participação popular de forma a promover um diálogo entre essa e o Estado, apesar de sabermos que isso não ocorre tanto na prática. Inserido nesse contexto, há o conceito de Responsabilidade Relacional que é uma prática focada nos processos relacionais e ,segundo o autor do texto, esta pode ser uma ferramenta útil na participação da população da AB no sentido de promover novas atuações em saúde.
    Um ponto importante que o texto insere e encontra-se correlacionado a este conceito de Responsabilidade Relacional, são as posturas “recomendadas” aos profissionais de saúde que trabalham nesse cenário, que são: postura do não saber, postura de curiosidade e a ênfase no processo comunicacional.
    Por fim então pode-se concluir que o texto propõe uma reflexão muito boa para se pensar na atuação do psicólogo nesse contexto e o trabalho que realizaremos na UBS, para essa disciplina, ao se pensar no grupo que conduziremos lá. Além disso, ao se pensar na atuação na APS é necessário ter em mente que nossa intervenção deverá contar com a participação social, como foi citado anteriormente, e isso deve ser uma base para essa atuação.

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  3. O texto trabalha o conceito teórico\prático do construcionismo social, a Responsabilidade Relacional. Nesse conceito, não existe uma verdade absoluta, mas sim processos interativos que se estabelecem nas relações, gerando possibilidades de abertura e ampliação de sentidos, sua negociação e responsabilização relacional. Isso significa que as pessoas, que pertencem a um grupo são responsáveis pelas relações estabelecidas, bem como pelos canais de comunicação para que essa relação se estabeleça. Não há culpados, pois o foco não é o indíviduo e sim o grupo como um todo que deve estabelecer suas formas de funcionamento para que o grupo cresça.
    Como trata-se de uma pesquisa realizada numa Unidade de Saúde da Família, os aspectos relacionais da equipe estão diretamente ligados ao atendimento do público e sua relação com ele. Para que essa relação seja saudável para ambas as partes.
    considero o texto muito significativo para o trabalho das oficinas a ser desenvolvido nas UBS.

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  4. A partir da leitura do texto consegui encontrar alguns temas interessantes que vem como ideias principais no mesmo, como o Sistema Único de Saúde (SUS) o artigo traz que esse sistema tem considerado uma de suas diretrizes a participação social, que visa garantir uma assistência democrática e integral que consequentemente gera maior engajamento no projeto de saúde.
    A promoção de espaço de participação social e a ampliação coletiva (profissionais-comunidade) têm como intuito organizar uma reestruturação do processo de trabalho em saúde. Para isso tem como objetivo determinar práticas de vigilância coletiva, e instalou-se o controle social este propõe o desenvolvimento nas questões da saúde a partir da participação popular junto ao Estado.
    A atenção básica pode ser caracterizada como sendo um conjunto de ações de saúde, tanto no campo individual quanto no coletivo, compreendem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, tratamento, reabilitação e a manutenção da saúde. Esse serviço utiliza de tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade, resolvendo problemas de saúde de maior frequência e relevância em seu território. Já a Atenção Primária em saúde (APS) pode ser considerada com maior privilegio por ser localizada mais próxima à comunidade e participante da mesma, isso ocorre devido a APS ser a porta de entrada do usuário no SUS. Junto aos demais níveis de atenção tem o comprometimento de formar uma rede integral de atendimento dentro do sistema, para que essa ideia seja concreta é necessário que o serviço esteja junto a comunidade intervindo nas ações, observando as demandas da comunidade construindo projetos de intervenção em saúde adequado as necessidades daquela população e podendo haver maior adesão as ações propostas.
    O conceito teórico/prático de Responsabilidade Relacional, referencial teórico do construcionismo social, vem como ferramenta para o fornecimento de ações em saúde mais participativas e democráticas na atenção básica. Os conteúdos relacionais está além do discurso de uma única pessoa, mas constrói-se na troca das pessoas em relação. Possibilitando que o indivíduo possa enxergar as situações como conjuntamente criadas, implicando na corresponsabilidade. Essa abordagem tem como intenção gerar uma interação mais horizontalizada, próxima e produtiva entre o usuário e trabalhador de saúde.

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  5. Primordialmente o texto ressalta que um dos pilares do SUS se baseia na participação social, sendo essa manifestada na assistência integral e democrática, se responsabilizando pela saúde da população. Tais práticas podem ser suscitadas através da Atenção Primária, contato mais próximo com a comunidade. Em relação a participação social, podemos destacar que a mesma tem como objetivo auxiliar no desenvolvimento de ações voltadas as necessidades pontuais de uma determinada comunidade,o que gera mais adesão dessa. É ressaltado que tal envolvimento ainda encontra obstáculos e falta recursos para garanti-lo. O texto busca nesse sentido desencadear ferramentas que facilitem o entendimento sobre os motivos dessa situação, podendo assim desenvolver recursos para que a mesma seja desconstruída. A responsabilidade relacional é um conceito advindo do construcionismo social, é uma ferramenta voltada para a produção gerada entre as relações estabelecidas, assim como para os resultados de processos interativos, que geram possibilidades de abertura e ampliação de sentidos, sua negociação e responsabilização relacional. Logo, podemos dizer que o ato de "relacionar" tem uma potência transformadora, sendo assim uma ferramenta útil na contribuição para a transformação das práticas
    de saúde. Quando surge uma relação em que os participantes investem o saber e reconhecimento, tornando-se assim ativo na intervenção, a relação construída e desenvolvida entre esses passa a ser responsável, a valorização está então, de acordo com o estudo citado no texto, no encontro e na interação das pessoas, esses são atores sociais ativos, podendo propor mudanças para sua comunidade. A intervenção mais dialógica é considera pelos autores como geradora de novas formas mais funcionais de relacionamento entre trabalhador de saúde/comunidade. Podemos concluir que o texto é extremamente relevante para psicólogos que atuam na área da saúde, sendo a população, suas relações e interações ferramentas dinâmicas na reconstrução de um espaço para a atuação da comunidade nas diretrizes da saúde pública.

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  6. A atenção primária a saúde é a entrada do usuário no sistema de saúde, ela coordena os outros níveis de atenção, a formação de uma rede integral dentro do sistema.
    A compreensão da atenção básica coloca a estratégia saúde da família como estratégia prioritária para estruturação de um modelo de atenção voltado para a integralidade e qualidade da assistência prestada. A ESF prioriza a participação da população, para atuar em intervenções de acordo com a realidade da população.
    A atenção Básica que tem uma lógica de participação demanda da saúde a disponibilidade de espaços conversacionais que gerem diálogos transformativos e ferramentas que viabilizem as diretrizes do SUS.
    No Brasil com a institucionalização do SUS surge uma nova organização de Estado-sociedade que objetiva estabelecer práticas de vigilância coletiva regulamentando o controle social.
    As premissas da APS valorizam a importância da participação social e a consideram indispensável na construção da corresponsabilidade de um fazer em saúde comprometido com o contexto e as exigências locais.
    A Responsabilidade Relacional é um conceito teórico/prático do construcionismo social. Uma teoria que objetiva orientar uma prática relacional à medida em que esta vai se desenvolvendo.
    O construcionismo social se baseia na perspectiva da construção dialógica do conhecimento em que diferentes formas de narrar e interpretar um mesmo evento geram diversas histórias e resultados.
    A responsabilidade Relacional fortalece as ideias do construcionismo, chamando a atenção para o processo de se relacionar, onde as mudanças vão se dar nas relações e não na mente dos indivíduos.
    Não há técnicas especificas para uma prática relacional responsável, assim, novas posturas são importantes para gerar uma sensibilidade ao processo de se relacionar, como:
    A postura do não saber que objetiva estar mais atento à lógica do outro, à sua vivência, ampliando o entendimento das situações e assim a relação de cuidado a ser estabelecida.
    A postura de curiosidade que fala do estabelecimento de um interesse genuíno e de um envolvimento nas histórias contadas por pacientes.
    A postura de ênfase no processo comunicacional que valoriza a atividade interativa comunicacional mais do que o foco no conteúdo discutido.
    Com isso, a atuação do profissional de saúde com a responsabilidade relacional e as posturas acima, acabam levando a novas formas de relacionamento entre trabalhador e comunidade com o comprometimento da mesma com os projetos de saúde local.

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  7. Esse texto e as intervenções feitas lembrou-me muito do que foi feito em Vivências IV na UBS, pois foi exatamente esse exercício em conjunto de se pensar como grupo para enfrentar as dificuldade e falta de material e de recursos humanos que o grupo de alunas foi direcionado a realizar. O texto também aborda vários passos que foram dados para um melhor funcionamento do SUS e a parte mais importante, pelo visto, foi a comunicação entre os profissionais e também com os usuários baseados nos princípios e diretrizes do Sistema.
    Assim, o sujeito se torna protagonista ( na teoria) dos processos de tomada de decisão nas ações de saúde e isso poderia ser feito por meio da participação mais efetiva e controle social. Infelizmente não é uma ação generalizada no pais ainda, mas não deixa ter sua importância sobre o desenrolar das necessidades na saúde básica, principalmente. As ações locais também são importantes no sentido de levar à população o que ela realmente necessita.
    No entanto, a realidade brasileira de usuários e mesmo de profissionais ainda não utilizam 100% a lógica da Responsabilidade Social ou as aquelas posturas citadas no texto, porque é um referencial histórico de não ser bom o serviço e ainda que ele é feito apenas para utilizá-lo e não para conversar e discutir maneiras saudáveis de encarar melhor o trabalho (para os profissionais enquanto grupo) e de utilizá-los por ser direito de cada um ( no caso dos usuários).
    A partir daí vem o “construcionismo social se baseia na perspectiva da construção dialógica do conhecimento em que diferentes formas de narrar e interpretar um mesmo evento geram diversas histórias e resultados.” Isso ainda parece um desafio, visto que o conflito de interesses ainda é forte nesse cenário.
    Como forma de completar essa lógica, a Responsabilidade Relacional centra-se “nos processos microssociais das relações e fortalece o conceito de dialogismo que o sócio construcionismo abraça, num esforço de trazê-lo para a prática cotidiana das interações, chamando atenção para o processo de se relacionar”. Como isso é importante do ponto de vista psicológico, mas ainda é preciso bastante paciência e determinismo para se conseguir bons frutos nesse sentido. Apesar de no texto ser relatado bons resultados após as intervenções, creio que ainda há bastante trabalho para fortalecer a noção de que um grupo, uma USF de certo bairro, não é apenas aquela instituição pronta e acabada, mas que precisa ser “construída” socialmente com ajuda dos moradores, ou seja, um grupo não é só mais, mas se relaciona com diversas famílias, por exemplo.

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  8. Discente: Maria Gabriela Longo
    Primeiramente, gostaria de fazer o apontamento de como esse texto foi interessante para se pensar as situações em que vivi na UBS semestre passado. No texto se fala de utilizar outros espaços para discussões sobre o sistema de saúde, trocas de informações, falar sobre a gestão, promover conhecimento aos usuários. O espaço escolhido foi o grupo hiperdia o qual tinha os usuários fixos, mas sempre vinham novos a cada encontro. Essa troca de pessoas no grupo era importante, já que assim, eles se apresentavam de novo e essa dinâmica faz com que, ao mesmo tempo
    em que reafirmam seu espaço no grupo, tragam novas
    histórias de si e do grupo. Na UBS do semestre passado, como não havia esse espaço de troca de conhecimento, havia muitas brigas entre os profissionais da saúde e os usuários. Os usuários não entendiam a importância dos agente comunitários e nem a ergonomia da ubs, além disso, os funcionários ficavam chateado de que as reclamações dos usuários eram atendidas, dando bronca nos profissionais sem nem ao menos entender a situação direito. Mas quando eles pediam algo, não são atendidos. No debate de hoje, foi muito interessante ouvir a questão do não saber, pois ele mostra que nenhum conhecimento é maior do que o outro e a partir do diálogo tentar fazer uma intersecção entre os conhecimentos para acharmos soluções. Com relação a fala da Jéssica de que há muitas reclações na UBS em que ela foi e nenhuma solução, acho que no primeiro momento, que foram esses 4 encontros, é de suma importância que aja esse desabafo. Não tem como partir para ação se o grupo está carregado de angústias e a escuta tem que ser terapêutica. O fato deles conseguirem expressar suas angústias e ter um espaço para serem ouvidos já é em si uma excelente forma de ajudá-los na saúde mental. Com o passar do tempo e imagino que não serão em apenas 4 encontros, esse grupo irá se descarregar emocionalmente e começaram se organizar psiquicamente e a procurar soluções. Mas não conseguiram fazer isso sem ser de uma forma processual, sem passar pelo desabafo, onde ainda estão muito desorganizados psiquicamente. Outra questão de suma importância foi levantada pelo bruno, de que socialmente fomos construídos para não darmos importância, ou engajamento nas políticas publicas. Ficamos de braços cruzados e esperamos que os políticos resolvam coisas de política. Mas... Esquecemos que como cidadãos temos direitos e deveres, entre os deveres está o monitoramento das políticas públicas. Como isso é bem marcado no Brasil, vejo esse artigo de suma importância, pois eles chamam os usuários para essas discussões em outros espaços, que sejam mais palpáveis para esses usuários. Dessa forma, eles entram em contato com novas informações e conscientização do que a população pode fazer pelos seus direitos. Interessante quando uma outra aluna, a Ana Bia diz que a UBS dela foi totalmente diferente (de uma forma positiva) e acho que a partir disso, devemos ir nessas UBS que funcionam muito bem com o bairro em que estão inseridas e pesquisar o que há de diferente, o que as fazem ser diferentes, para a partir disso conseguir levar para as outras UBS. Portanto, acho que esse projeto feito na UBS também deveria ser transportado para as UBS de Uberaba, se foi um projeto bom e que deu certo, por que não tentar realizá-lo também?

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  10. Discente: Alexandre Okumoto

    O texto vai trazer a importância da comunicação dentro dos serviços de saúde a partir de uma visão do construcionismo social. A atenção primária à saúde é a entrada do usuário no sistema, sendo portanto um espaço de aproximação da comunidade nas questões da saúde. Assim, o texto vai clamar pela necessidade de uma maior participação popular dos usuários do serviço público, visando a Responsabilidade Relacional como um instrumento para tal já que determinadas posturas facilitam a construção da corresponsabilidade, engajamento e vínculo. A responsabilidade social vai se concentrar nos processos microssociais das relações, prezando a curiosidade, atitude do não saber e a ênfase no processo de comunicação. Nessa ferramenta a verdade não estará nas polaridades e sim nos processos de interação das relações, pois as mudanças e os sentidos ocorrerão nesses, e não na mente dos indivíduos. O texto é bem prático por ser facilmente assinalado pela vivência dos alunos em instituições de saúde, como por exemplo a UBSF, em que o acompanhamento dos pacientes em suas casas pelos agentes de saúde possibilita um diferencial no tratamento e qualidade de vida dos moradores. Esse texto também pode acrescentar na vivência prática da disciplina, já que possibilita que pensemos de outra forma sobre grupos, não como uma simples soma de indivíduos, mas como um processo de construção social, existindo a partir das interações e conversas.

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  11. Nome: Juliana Marques Cury

    Em relação às questões da saúde, no contexto brasileiro a Atenção Primária à Saúde aproxima-se da comunidade de forma privilegiada. Um rede de integral é formada dentro do Sistema, quando coordena-se com outros níveis de atenção. Porém de acordo com Silva e colaboradores (2003) faz-se necessário haver uma problematização em torno desse projeto de saúde, pois o principal objetivo da Reforma Sanitária era a politização da saúde para transformar o sistema e quem atua ativamente nele.
    Dessa forma, podemos pensar o trabalho da APS/ AB como uma política integrativa, que dá espaço para todas as relações estabelecidas entre os vários atores, tais como, dirigentes, instituições gestoras, trabalhadores de saúde e organizações comunitárias. No Brasil, em março de 2006, o Ministério da Saúde aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, privilegiando a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS) para que possam contribuir no fortalecimento da política.
    A Atenção Básica coloca a Equipe de Saúde da Família como principal meio d estruturação do modelo de atenção voltado para integralidade e qualidade da assistência prestada, e dessa forma contribui para consolidar os princípios do SUS. A ESF traça estratégias de intervenção às famílias de acordo com a necessidade, na forma de um planejamento ascendente. A AB traz então nesta lógica, a perspectiva da participação e do controle social. Demandando espaços conversacionais inclusivos que gerem diálogos transformativos, e ferramentas que viabilizem as diretrizes do SUS.
    Alguns conceitos são trazidos como importantes nessa prática de envolver a comunidade nas atividades da AB, como controle social, que tem por objetivo a ampliação e o crescimento da participação popular junto ao Estado nas questões de saúde, de modo a construir uma assistência voltada às necessidades locais e, consequentemente, podendo haver maior adesão às suas ações, uma ferramenta que legítima a democracia na saúde, porém não deve desconsiderar toda carga histórica trazida em torno desse eixo. Como a Responsabilidade Relacional, apoiada no referencial teórico construtivista social, que se interessa pela investigação do que acontece entre as pessoas nos seus encontros, na construção de sentidos sobre as coisas nas relações, na geração de diversas histórias e resultados. Dessa forma, a Responsabilidade Relacional centra-se nos processos microssociais das relações, acreditando-se que os sentidos e as mudanças se darão nas relações e nas interações. Outro conceito é, postura do não saber convida o profissional a sair da atitude hierárquica de especialista e adotar uma postura em que não há pressa em saber. A postura de curiosidade que fala do estabelecimento de um interesse genuíno e de um envolvimento nas histórias contadas por pacientes, permitindo explorar mais seu acontecimento e interpretação, ampliando as possibilidades de entendimento e de vislumbre de outras faces da mesma questão. E por fim a ênfase no processo comunicacional, ou seja, uma postura que valoriza a atividade interativa comunicacional mais do que o foco no conteúdo discutido. O texto traz o relato de experiência em um grupo de hipertensão, na Unidade de Saúde da Família, o qual mostra-se bastante participativo e com responsabilidade relacional. Trazendo um espaço para dúvidas, responsividade e privilegiado pela equipe, reafirmando a identidade do grupo a cada encontro, um espaço de inclusão, valorização e liberdade, criando vínculo afetivo e uma equipe mais próxima da comunidade. Podemos perceber então, a importância da corresponsabilidade e do planejamento, uma postura aberta dando lugar para construção e negociação em conjunto.

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  12. A Atenção primária em Saúde deve ser um processo contínuo. E sua eficácia depende principalmente da interação com a comunidade. No entanto, para que tal interação ocorra de maneira satisfatória é necessário estar atento às demandas da comunidade, levando em conta o contexto e construir um projeto de intervenção em saúde que atente para os anseios da população em questão. Há de se considerar todos os saberes, sair da atitude hierárquica e deixar de lado o “tecnicamente correto”.

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  13. O texto mostra que a comunicação dentro do serviço de saúde e com a comunidade é de exímia importância. Foram trabalhados outros tipos de possibilidades para melhorar o serviço do SUS. Outro termo que aparece no texto é Responsabilidade Relacional que nada mais é do que um conceito teórico/prático do construcionismo social, que se baseia na perspectiva de que o conhecimento é formado através do dialogo em que diferentes formas de narrar e interpretar um mesmo evento geram inúmeras histórias e resultados. Visa orientar uma prática relacional conforme a mesma vai desencadeando. A responsabilidade Relacional fortalece as ideias do construcionismo na qual as mudanças ocorrem nas relações interpessoais e não na mente dos indivíduos. Sendo priorizado o consenso ao invés de uma verdade absoluta.

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  14. A responsabilidade relacional é uma proposta da abordagem Construcionismo social que valoriza a relação entre indivíduos, utilizando-se de três posturas: postura do não saber, postura de curiosidade e postura de ênfase no processo comunicacional. O artigo em questão demonstra o potencial da responsabilidade relacional como promotora de saúde, visto que as relações estabelecidas entre as pessoas, no caso os profissionais de saúde e os usuários do serviço, ficaram muito mais profícuas ao se basearem nas posturas anteriormente citadas.
    A responsabilidade relacional se entrelaça perfeitamente com a interação com a comunidade já que possibilita que o usuário seja ouvido através de uma escuta ampliada para além do problema de saúde concreto e pontual, mas em todas as suas demandas e contribuições para o grupo. Além disso, com esse estabelecimento de vínculo mais profundo, o profissional de saúde não adquire apenas conhecimento, mas ganha a oportunidade de ver o seu trabalho valorizado e reconhecido pelas pessoas que ajuda.

    Discente: Bianca Brondi Barboza
    2014.2013.6

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  15. Discente: Letícia de Sousa Rodrigues

    O artigo traz um estudo qualitativo realizado no período de dois anos que tinha por objetivo analisar um grupo de hipertensos utilizando-se do conceito de responsabilidade relacional oriundo do construtivismo social. O estudo visou através de tal análise dar visibilidade para os processos conversacionais entre os trabalhadores e os usuários do Sistema Único de Saúde, focando na Atenção Primária à Saúde, enfatizando que certas posturas contribuem para a construção de vínculo e corresponsabilidade e a produção de um espaço mais participativo. Diante disso, o texto tem como ponto central a abordagem de tais posturas, que são a postura de não saber, que é a adoção de atitudes que focam uma atitude que não tem por objetivo categorizar e nem qualificar os saberes, mas sim estabelecer uma relação de horizontalidade entre os profissionais de saúde e os usuários, estabelecendo uma relação de cuidado; a postura de curiosidade que demonstra um interesse genuíno e um envolvimento nas histórias contadas pelos pacientes, que permite explorar mais o conhecimento e interpretação; e uma postura de ênfase no processo comunicacional, que valoriza mais a interação entre os participantes do que o foco no conteúdo discutido. A proposta de dar visibilidade visou oferecer ferramentas para o projeto da Equipe de Saúde da Família de integralidade, coletividade e proximidades entre os atores da instituição de saúde, mostrando como determinados tipos de conversas tem o poder de potencializar o vinculo e a corresponsabilidade na saúde e, dessa forma, demonstrar que tanto os fracassos, problemas e dificuldades quanto o sucesso em determinado processo não tem um único responsável, mas que as situações são criadas em conjunto e todos os sujeitos nela inseridos são responsáveis pelo resultado. De forma geral, isso significa que toda historia a ser construída entre profissionais e usuários é de responsabilidade relacional, ou seja, a apropriação e envolvimento dos constituintes dessa história o farão responsáveis por ela, enfatizando que a valorização do encontro e da interação entre as pessoas apoderam esse espaço colaborativo. O grupo, nesse contexto, é um processo de construção social, onde as interações nele contidas e suas conversas é que dão forma e identidade ao funcionamento do mesmo, criando a sua realidade social. Os profissionais, principalmente, têm o papel de sair da postura hierárquica, como um detentor do saber e produtor de técnicas a serem aplicadas, que é tão recorrente e comum nesses espaços institucionais e que tenha uma relação mais próxima, uma interação espontânea e envolvida com as pessoas com as quais ele é comprometido nessa relação de ajuda.

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  16. O referencial teórico do Construcionismo Social me pareceu bastante fértil para pensar as questões referentes à saúde pública e a participação da população nas mesmas. Quer dizer, para entendermos como se dá esse processo é preciso desvelar como são construídos os sentidos nas relações entre a população e os trabalhadores de saúde e os gestores. E conhecendo e vivendo essa realidade como todos vivemos, sabe-se que é preciso entender porque a participação da população e dos trabalhadores na gestão poderia ser melhor aproveitada. Nesse sentido, o texto esmiúça o conceito de Responsabilidade Relacional, um conceito teórico/prático proveniente do Construcionismo Social. O Construcionismo Social se interessa pelas relações humanas e os sentidos que são construídos a partir daí, sem polarizar a verdade, mas colocando como sendo algo construído com participação dos dois lados da relação, na interação desses dois lados. Aqui convém falar da corresponsabilidade, um conceito a qual me apeguei muito durante a leitura. Penso que, no Brasil, é cultural que a população se exima de qualquer responsabilidade dos trâmites sócio-políticos. É algo naturalizado na cultura brasileira, eximir-se da responsabilidade e esperar que as mudanças ocorram de maneira quase milagrosa. Logo, esse conceito veio a calhar: é preciso pensar em formas de chamar a população a ser corresponsável pelos sentidos estabelecidos nas relações sociais e políticas e assim desenvolver em todos a Responsabilidade Relacional. Com certeza, é muito válido que se abram espaços para discussão entre população, trabalhadores de saúde e gestores, como ocorreu na intervenção apresentada no artigo, mas o estabelecimento da Responsabilidade Relacional deve ser um trabalho em que se atue na subjetividade, deve ser aplicado culturalmente, ideologicamente.

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  17. O artigo lido trouxe o quanto é importante, que haja uma comunicação dentro dos serviços de saúde a partir de uma visão do construcionismo social (baseia-se na perspectiva da construção dialógica do conhecimento em que diferentes formas de narrar e interpretar um mesmo evento geram diversas histórias e resultados). Como que me fez lembrar da UBS visitada no semestre passado através da disciplina Vivências IV. Onde Todos funcionários e colaboradores do local interagiam de tal forma a contagiar até a comunidade que se via interagida e disposta a colaborar dentro do serviço através de pequenas atitudes, transformando pequenas histórias em grandes casos; onde muitas pessoas estavam envolvidas em prol de uma situação (família). A Atenção Primária em Saúde (APS) tem sido um espaço privilegiado para tais práticas por estar localizada mais próxima à comunidade a se intervir. O texto traz a necessidade de uma maior participação popular dos usuários do serviço público, visando a Responsabilidade Relacional como um instrumento para tal já que determinadas posturas facilitam a construção da corresponsabilidade, engajamento e vínculo, para que possa ser criado um espaço mais participativo e a criação de um elo entre a unidade de saúde e a comunidade, tornando-se um espaço de articulação e escuta dos dois lados.
    A Responsabilidade Relacional é um conceito teórico/prático do construcionismo social. O referencial teórico construcionista social é um discurso que se interessa pela investigação do que acontece entre as pessoas nos seus encontros e de como ocorre a construção de sentidos sobre as coisas nas suas relações.
    Estes espaços de encontro podem favorecer posturas de Responsabilidade Relacional gerando novas formas de relacionamento e contribuindo, assim, para a produção da corresponsabilidade e da participação social.
    A responsabilidade social vai se concentrar nos processos microssociais das relações, prezando a curiosidade, atitude do não saber e a ênfase no processo de comunicação. Nessa ferramenta a verdade não estará nas polaridades e sim nos processos de interação das relações, pois as mudanças e os sentidos ocorrerão nesses, e não na mente dos indivíduos. Infelizmente, a Responsabilidade Social não é totalmente aplicável atualmente em nossa realidade por não darem credibilidade por ter um referencial histórico não tão bom quanto imaginam.

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  18. Por meio do texto assim como do debate realizado em sala, ficou claro e evidente a grande importância da responsabilidade relacional ao demonstrar que não existe apenas uma verdade, um posicionamento e uma situação, mas que uma produção dita como única é na verdade construída por meio das relações estabelecidas. Compreendo como esse texto e particularmente esse conceito pode ser vislumbrado no trabalho a ser realizado na UBS, ademais o exemplo mencionado auxilia muito para perceber aspectos extremamente positivos na atuação que iremos realizar. Ao mencionar algumas técnicas que podem ser utilizadas para tornar as relações de grupos mais horizontal como por exemplo, a postura do não saber, permite uma significativa melhora no relacionamento dos integrantes e consequentemente promove impactos nas atividades desenvolvidas.

    Discente: Ana Flávia Girotto de Camargo

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  19. Discente: Joyce Dutra de Paiva Neves
    A Atenção Primária à Saúde tem importante papel dentro do Sistema único de Saúde, e dessa forma, deve estar sempre em contato com a comunidade que intervém para que as necessidades dessa população sejam ouvidas e atendidas. Porém ainda há grande dificuldade em estabelecer a participação social, sendo necessário pensar em espaços além dos existentes que exercitem a interação e a participação. Nesta direção, os autores introduzem o conceito da Responsabilidade Relacional, oriundo do construcionismo social, enfocando em como esta pode ser ferramenta útil para a Participação Comunitária na Atenção Básica. A Responsabilidade Relacional é uma ferramenta que torna sustentável um processo comunicativo que seja baseado em multiplicidades e aproximações, acreditando-se que as mudanças se darão nas interações e não nos indivíduos. O texto aborda algumas posturas importantes que podem facilitar que tais interações possam acontecer de forma mais horizontal, responsável e produtiva (e que serão de grande ajuda no trabalho a ser realizado na UBS): postura do não saber, postura de curiosidade e postura de ênfase no processo comunicacional. A intervenção demonstrada no texto possibilitou a percepção da importância da integralidade, coletividade e proximidade entre trabalhador de saúde e usuário, mostrando como determinadas formas de conversar podem potencializar o vínculo e a corresponsabilidade na saúde. É necessário então focar em uma intervenção mais dialógica que pode gerar oportunidades de novas formas de relacionamento (responsáveis) entre trabalhador de saúde/comunidade.

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  20. Discente: Mariana Rezende Alves de Oliveira
    RA: 201420150
    Com o texto debatido em sala de aula e de acordo com as experiências anteriores de intervenção e conhecimento do funcionamento das Unidades Básicas de Saúde e do próprio sistema de Atenção Primária à Saúde (APS), ficou clara a importância destes serviços para comunidade, bem como a falha na comunicação entre gestão, instituição e usuários dos serviços. A APS tem na sua organização o compromisso de coordenar com os outros níveis de atenção uma rede integral de modo a construir um projeto de saúde condizente com as necessidades da população. A participação social na saúde se institucionalizou com a implantação do SUS, o que implicou na função dos agentes comunitários e outros funcionários do sistema em passar informações de prevenção de doenças, promoção de saúde e dos serviços e direitos oferecidos à comunidade em cada unidade. No entanto, o que acontece é que a comunidade não recebe de maneira completa essas informações por parte da instituição ou, quando recebem, não aceitam os agentes comunitários em suas casas por diversos motivos.
    Este é um ponto muito controverso, uma vez que o texto explana sobre o processo de integração que deveria ocorrer. Outro ponto discutido em sala que impossibilita o trabalho dos profissionais nas unidades é a falta de atenção que eles recebem. Os profissionais devem promover saúde e prevenção ao mesmo tempo em que eles estão adoecidos devido à enorme demanda a ser atendida, às condições de trabalho que são escassas, tanto em relação ao ambiente de trabalho (estrutura), quanto à disponibilidade de materiais e remédios. Isso foi algo que ficou bem claro quando intervimos em uma Unidade Básica de Saúde no semestre anterior: os profissionais e agentes comunitários estão adoecidos, a gestão não fornece à unidade condições estruturais, material para se realizar o trabalho, ou seja, as condições as quais os funcionários estão submetidos não contribuem para um ambiente de trabalho saudável, muito menos para a devida realização de seu papel em uma rede de saúde.
    Outro termo muito importante abordado no texto é a Responsabilidade Relacional. É um conceito teórico/prático do construcionismo social utilizado como uma ferramenta que dá sustentação ao construcionismo social centrando-se nos processos microssociais das relações. A responssabilidade relacional fortalece o conceito de dialogismo num esforço de trazê-lo para a prática cotidiana das interações, chamando atenção para o processo de se relacionar (Borges & Mishima, 2009). Assim, é um conceito que visa promover o desenvolvimento de conversas de modo a permitir uma multiplicidade, possibilitando um vínculo e engajamento de todos os lados de uma rede: entre a gestão da instituição, os funcionários e profissionais e a comunidade.

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  21. Discente: Camila dos Reis Juvenil Limírio

    A Atenção Primária em Saúde (APS) tem sido um espaço privilegiado para tais práticas por estar localizada mais próxima à comunidade a se intervir, esse espaço e interesse pela atenção primária é muito interessante quando pensamos que são espaços de prevenção e promoção de saúde. O que podemos nos atentar é que é destoante que um serviço que tem esses objetivos, em nossas práticas nas UBSs encontremos profissionais de saúde já adoecidos. E pensando então na lógica da responsabilidade relacional se torna difícil chamar esses profissionais, a comunidade e despertar neles essa dimensão gerando processos interativos que se estabelecem nas relações, gerando possibilidades de abertura e ampliação de sentidos, sua negociação e responsabilização.
    Outra questão suscitada é o desconhecimento da população a respeito da Rede de Saúde, a maioria da população desconhece como funcionam os serviços, seus direitos, e acredito que a problemática também atinja o processo de formação. Nós mesmos acadêmicos temos pouco conhecimento dessa rede e suas potencialidades, quem dirá a comunidade, dessa maneira é difícil pensar em multiplicidades e aproximações, acreditando-se que os sentidos e as mudanças se darão nas relações e nas interações.

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  22. O assunto debatido em sala não é só importante apenas para a psicologia organizacional, mas como também para toda uma discussão a respeito da cultura de políticas públicas no brasil, a nossa rede de atendimento, tal como o sistema único de saúde (SUS), tem um potencial de alcance com toda a comunidade muito vasto, as políticas permitem a interação do usuário e a participação da comunidade integralmente, porém a realidade não se aproxima tanto do esperado.
    Como dito no debate, a falta de conhecimento a respeito de nossos direitos é um problema cultural no Brasil, muitos tipos de atendimentos e serviços oferecidos são desconhecidos por grande parte da população, relacionando este fato à teoria construcionista, é possível ligar isto à uma cultura que não incentiva a participação comunitária e não distribui de maneira eficaz às informações necessárias para que tal coisa aconteça, e como exposto durante o debate, é necessário começar com pequenas mudanças, ambientes que possam disseminar essas informações para que isto se torne parte de nossa cultura, e como psicólogos, poderemos fornecer esse espaço e a possibilidade de uma interação comunitária maior.

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  23. Discente: Mariah de Sá Pompeu

    O texto gira em torno das melhorias que poderiam acontecer para melhorar o atendimento no SUS, de como é necessária uma maior interação entre os profissionais atuantes e uma maior comunicação com os usuários. Isso traz a tona o que vivenciei em Vivencias 4 e agora em POT2. Na UBS em que desenvolvi o projeto, a queixa dos Agentes Comunitarios de Saude foi a de má recepção dos usuarios em suas residencias, as vezes tratando os CS de forma grosseira e até fingindo não estar em casa.
    Nota-se assim que os usuários não tem total conhecimento da importância da atuação dos ACS e do quanto esses estão ali para ajudar e facilitar a vida dos usuários.
    O artigo traz a importância de implementar esse serviço, de conseguir trazer o usuário para dentro do convivio do Sistema Unico de Saúde, para esses terem conhecimento dos problemas que ali acontecem e também participarem ativamente das melhorias que ali são necessárias.

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  24. O texto traz como tema central a democratização da saúde, feita pelo SUS. Ele coloca que a APS tem esse ideal como ponto principal de atuação; Logo, o trabalho da saúde pública vem sendo concretizado junto com a comunidade atendida.
    O artigo considera uma ferramenta de suma importância para que essa participação social seja concretizada a Responsabilidade Relacional, conceito advindo do construcionismo social, que tem como objetivo incentivar relações e promover novos sentidos à um mesmo evento, por exemplo. Sendo assim, esta ferramenta pode ser de grande utilidade para a aproximação entre a prática dentro do Sistema de Saúde e a necessidade que se origina diretamente da população atendida.
    A ferramenta, apesar de não haver "regras" de uso é importante para gerar uma relação entre comunidade-trabalhador da saúde mais horizontal, produtiva e próxima, resumindo, uma relação mais humanizada e que vise o bem estar do grupo. Um dos caminhos para chegar a relação responsável é a postura do "não saber", ou seja, é importante que o profissional da saúde não coloque e não deixe o colocarem no lugar daquele que "tudo sabe", mas sim daquele que está a procura do saber, como qualquer ser social.
    Em suma, achei o artigo interessante pois traz a visão da importância da comunidade para a construção de um sistema de saúde mais democrático, uma vez que este é um local focado para nós, cidadãos. Logo, a responsabilidade relacional vêm dizer que escutar e evoluir em conjunto, dentro e fora do ambiente de saúde tem como consequências ganhos para aqueles que lá atuam ou aqueles que estão lá para serem atendidos.

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  25. Discente: Isabella Amaral de Oliveira
    Diante do texto é possível uma discussão acerca da Atenção Primária à Saúde e também da Atenção Básica. A Equipe de Saúde da Família nesse contexto vem como principal meio de estruturação do modelo de atenção voltado para integralidade e qualidade da assistência prestada, e dessa forma contribui para consolidar os princípios do SUS, com o auxílio de estratégias de intervenção relacionadas as necessidades das famílias. A atenção básica também fornece espaços de diálogos, de participação e controle social de modo a ampliar a parceria entre os sistemas de assistência e a comunidade. O texto também traz o conceito de Responsabilidade Social, centrada nos processos microssociais das relações, acreditando-se que os sentidos e as mudanças se darão nas relações e nas interações. A comunicação é um fator essencial para o bom funcionamento do sistema público, principalmente quando há a necessidade de uma abertura para a construção de um melhor sistema em conjunto.

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