Segundo o texto, pelo planeta se espalham diversas crises. São como as crises dos valores, das pandemias, da demografia, da economia, da energia, da especulação financeira, da educação, entre outras. Tais crises são fruto de uma série de comportamentos irresponsáveis emitidos pela população. Nas últimas décadas observamos reuniões e convenções internacionais em torno de um tema de extrema importância para a manutenção da vida em nosso planeta: o meio ambiente. O problema deriva do processo de industrialização, onde começava a exploração de recursos naturais até então “abundantes”, trazendo posteriormente também a queima de combustíveis fósseis para a produção de energia, com a liberação de CO² para a atmosfera e, em pouco tempo, a realidade do planeta começou a mudar. No entanto, nada conteve o desenvolvimento tecnológico e industrial, que teve grande ou total responsabilidade pelos danos ao meio ambiente. Hoje, com a dimensão das ameaças, a visão tende a se deslocar. É necessário enfrentar as crises de forma realista, portanto a nossa tarefa, neste sentido, é de definir horizontes mínimos de resultados sistêmicos que temos de obter e, frente a estes resultados sistêmicos, irmos definindo estratégias e propostas. Assim, a crise transforma-se em oportunidade quando se percebe o montante dos prejuízos. A ética do sucesso deve estar centrada no que cada um de nós, individualmente ou em atividades institucionais. Para isso, os principais desafios são: a convergência dos desequilíbrios, o escândalos da desigualdade, o acesso ao trabalho digno e a deformação das prioridades do uso dos recursos do planeta. Diante disso, há que se resgatar a capacidade de gestão pública, por isso cabe a nós introduzir, ou reforçar, as tendências de mudança. A ruptura do ciclo da pobreza e da desigualdade implica no deslocamento da visão tradicional que atrai investimentos para onde se situa a capacidade de compra, e portanto envolve a mudança da chamada governança corporativa. O processo de inclusão produtiva dos quase dois terços de excluídos envolve uma outra lógica do emprego, formas múltiplas e diferenciadas de inserção na produção de bens e serviços. O resgate destas prioridades reais envolve uma participação mais significativa do Estado. Isso deve ser feito por meio de uma alocação racional destes recursos além de potencializar a gestão local. Por fim, o texto traz linhas de ação para “resolver” ou melhorar tais crises. São iniciativas que deram certo e com as devidas adaptações e flexibilidade em função da diversidade planetária, é hoje viável. São elas: resgatar a dimensão pública do Estado refazer as contas; assegurar a renda básica e o direito de ganhar a vida; reduzir a jornada de trabalho; favorecer a mudança do comportamento individual e da cultura do consumo; racionalizar os sistemas de intermediação financeira; taxar as transações especulativas; repensar a lógica dos sistemas tributários; repensar a lógica orçamentária; facilitar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis e democratizar a comunicação.
Após a leitura do texto "Crises e oportunidades em tempos de mudança" e o debate em sala de aula, pude ter uma visão mais clara da importância de assegurar que todos tenham o seu lugar para participar na construção de um desenvolvimento sustentável. Mas para que isso ocorra devemos entender o que nos levou a uma crise civilizatória, gerada por diferentes fatores, tais como, má distribuição de renda, Estado não participativo, falta de acessibilidade ao trabalho digno e expansão de bens de consumo. Esses fatores se justificam por um processo caótico do capitalismo, em que o lucro é super valorizado, enquanto trabalhadores "perdem" suas vidas em função de ampliar sua capacidade produtiva, além disso tem o prejuízo para o meio ambiente, através da extração máxima dos recursos naturais. O que nos leva a procurar por visões a longo prazo, que seria uma reformulação da cultura política, com uma visão mais democrática, com participação direta dos atores interessados, maior transparência, abertura para as novas tecnologias da informação e comunicação, além de soluções organizacionais. Sendo importante que o Estado invista no potencial da gestão local. Deve-se valorizar também as políticas sociais, que ajudam na reestruturação social, incentivando e motivando os dois terços da população que não concentram a maior riqueza, a buscar e crescer, dando abertura para a evolução da sociedade do conhecimento. Para finalizar, os autores propõem uma agenda com medidas necessárias, como resgate a dimensão pública do Estado, reduzindo a força das corporações privadas, que visam interesses particulares; refazer as contas, ou seja, alocar os recursos financeiros, não apenas para visando o lucro mas também o fator social justo e ambientalmente sustentável; assegurar a renda básica, tirando a população da miséria, estimulando-os; assegurar o direito de ganhar a vida, dando acesso a um trabalho decente e socialmente útil, através dos recursos e conhecimentos técnicos disponíveis; reduzir a jornada de trabalho, deslocando para novos setores mais centrados no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e lazer, sem reduzir o bem estar ou a riqueza; favorecer a mudança do comportamento individual, pois como dito hoje pela professora Marina, devemos ser a mudança que queremos ver no mundo; racionalizar os sistemas de intermediação financeira, buscando a produtividade sistêmica de um recurso que é público; taxação das transações especulativas; repensar a lógica dos sistemas tributários; repensar a lógica orçamentária; facilitar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis e por fim, democratizar a comunicação, introduzindo uma cultura nova, outras visões de mundo, cultura diversificada e pluralismo.
O texto aborda as problemáticas enfrentadas pela população mundial atualmente dentro das esferas política, econômica, social e ambiental. Como o próprio texto denomina, estamos passando por uma “crise civilizatória”, e só a percebemos como crise, quando a água já estava em nossos pescoços, ou seja, quase imersos em seus problemas. Os autores dispõem os fatos de modo que fica bem claro que o capitalismo se sustenta para manter os 20% da população mais rica a nível mundial, cada vez mais cheia de bens e de dinheiro. Enquanto isso, o restante da população se endivida para manter um consumismo desenfreado que os próprios consumidores não têm condições financeiras para manter. Como foi debatido em sala sobre este aspecto, prefere-se gastar um dinheiro que não se tem apenas para obter a televisão mais nova e mais cara do mercado. De certo modo, o texto aborda os efeitos negativos da globalização e do capitalismo, que vêm trazendo desigualdades, jornadas de trabalho extremamente longas e cansativas, exploração de recursos naturais, etc. Assim como foi debatido em sala de aula, o capitalismo não busca a saúde do trabalhador, o seu bem-estar dentro e a fora da empresa. O que é visado dentro do modelo econômico vigente é a rápida produção e a capacidade de compra do mercado. Os detentores de maior renda não são tão afetados pelos dados que o texto traz, pois eles possuem sua qualidade de vida, saúde e educação intactos, pois têm dinheiro. Diferente da população que busca serviços públicos – a nível mundial – e encontra um acesso escasso a condições básicas ou simplesmente não encontram. Os dados apresentados pelo próprio texto demonstram a imensa desigualdade: enquanto são oferecidos 6 bilhões de dólares para educação básica, 8 bilhões vão para o financiamento de pesquisa/produção da indústria de cosméticos nos Estados Unidos da América. Para manter esse consumismo, as indústrias tem que produzir, matéria prima tem que ser gerada e a mão de obra deve ser barata. Para tanto, usa-se dos recursos naturais como se fossem infinitos, gastando milhões para destruir, porém ganhando outros milhões por ter destruído. Como foi dito em sala de aula no debate e no próprio texto, as grandes indústrias, para terem seus lucros e seus recursos, negam os efeitos do aquecimento global, negam a culpa e a ajuda para diminuir os efeitos dessa destruição. No final das contas, a movimentação de dinheiro que este desastre gerou deve compensar. Mas um ponto prático que o texto toca é: este dinheiro vai para as mãos das grandes empresas, enquanto, na verdade, deveria retornar para os estados, cidades e municípios, ou seja, promover soluções sistêmicas. Com o debate realizado em sala e os dados do texto, pode-se ver que os gestores públicos deveriam trabalhar em conjunto com a população, oferecendo recursos e subsídios para necessidades primárias e para demonstrar a potencialidade da parcela da população que não tem entrada no mercado de trabalho que é contabilizado em pesquisas, pois não tem oportunidades de educação ou emprego. As falas no debate e o texto demonstram que investir na potencialidade de trabalho do indivíduo é benéfico para ele e para a economia. Com a velocidade dos avanços tecnológicos que temos hoje, apenas uma pequena parcela da população tem acesso às notícias e avanços científicos, uma vez que os meios de comunicação colocam seu maior foco em noticiar tragédias e violência. Porém, a ciência e seus avanços não são divulgados e muito menos escritos em uma linguagem que possa ser acessível a um restante leigo da população. Percebe-se, então, que o estilo de vida atual é feito pra que tem dinheiro, de modo que, quem não tem, é excluído de direitos básicos (saúde, educação) e até mesmo de uma qualidade de vida dentro e fora do seu meio de trabalho. Por fim, o texto aponta para a necessidade de se reduzir o poder das corporações privadas e resgatar o poder regulador do estado e, juntamente com a população, tomar decisões, planejar e colocar em prática ideias e ações realista, buscando uma produtividade sistêmica dos recursos públicos.
Segundo o texto, pelo planeta se espalham diversas crises. São como as crises dos valores, das pandemias, da demografia, da economia, da energia, da especulação financeira, da educação, entre outras. Tais crises são fruto de uma série de comportamentos irresponsáveis emitidos pela população.
ResponderExcluirNas últimas décadas observamos reuniões e convenções internacionais em torno de um tema de extrema importância para a manutenção da vida em nosso planeta: o meio ambiente. O problema deriva do processo de industrialização, onde começava a exploração de recursos naturais até então “abundantes”, trazendo posteriormente também a queima de combustíveis fósseis para a produção de energia, com a liberação de CO² para a atmosfera e, em pouco tempo, a realidade do planeta começou a mudar.
No entanto, nada conteve o desenvolvimento tecnológico e industrial, que teve grande ou total responsabilidade pelos danos ao meio ambiente.
Hoje, com a dimensão das ameaças, a visão tende a se deslocar. É necessário enfrentar as crises de forma realista, portanto a nossa tarefa, neste sentido, é de definir horizontes mínimos de resultados sistêmicos que temos de obter e, frente a estes resultados sistêmicos, irmos definindo estratégias e propostas. Assim, a crise transforma-se em oportunidade quando se percebe o montante dos prejuízos.
A ética do sucesso deve estar centrada no que cada um de nós, individualmente ou em atividades institucionais. Para isso, os principais desafios são: a convergência dos desequilíbrios, o escândalos da desigualdade, o acesso ao trabalho digno e a deformação das prioridades do uso dos recursos do planeta.
Diante disso, há que se resgatar a capacidade de gestão pública, por isso cabe a nós introduzir, ou reforçar, as tendências de mudança. A ruptura do ciclo da pobreza e da desigualdade implica no deslocamento da visão tradicional que atrai investimentos para onde se situa a capacidade de compra, e portanto envolve a mudança da chamada governança corporativa. O processo de inclusão produtiva dos quase dois terços de excluídos envolve uma outra lógica do emprego, formas múltiplas e diferenciadas de inserção na produção de bens e serviços. O resgate destas prioridades reais envolve uma participação mais significativa do Estado. Isso deve ser feito por meio de uma alocação racional destes recursos além de potencializar a gestão local.
Por fim, o texto traz linhas de ação para “resolver” ou melhorar tais crises. São iniciativas que deram certo e com as devidas adaptações e flexibilidade em função da diversidade planetária, é hoje viável. São elas: resgatar a dimensão pública do Estado refazer as contas; assegurar a renda básica e o direito de ganhar a vida; reduzir a jornada de trabalho; favorecer a mudança do comportamento individual e da cultura do consumo; racionalizar os sistemas de intermediação financeira; taxar as transações especulativas; repensar a lógica dos sistemas tributários; repensar a lógica orçamentária; facilitar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis e democratizar a comunicação.
Após a leitura do texto "Crises e oportunidades em tempos de mudança" e o debate em sala de aula, pude ter uma visão mais clara da importância de assegurar que todos tenham o seu lugar para participar na construção de um desenvolvimento sustentável. Mas para que isso ocorra devemos entender o que nos levou a uma crise civilizatória, gerada por diferentes fatores, tais como, má distribuição de renda, Estado não participativo, falta de acessibilidade ao trabalho digno e expansão de bens de consumo.
ResponderExcluirEsses fatores se justificam por um processo caótico do capitalismo, em que o lucro é super valorizado, enquanto trabalhadores "perdem" suas vidas em função de ampliar sua capacidade produtiva, além disso tem o prejuízo para o meio ambiente, através da extração máxima dos recursos naturais. O que nos leva a procurar por visões a longo prazo, que seria uma reformulação da cultura política, com uma visão mais democrática, com participação direta dos atores interessados, maior transparência, abertura para as novas tecnologias da informação e comunicação, além de soluções organizacionais. Sendo importante que o Estado invista no potencial da gestão local. Deve-se valorizar também as políticas sociais, que ajudam na reestruturação social, incentivando e motivando os dois terços da população que não concentram a maior riqueza, a buscar e crescer, dando abertura para a evolução da sociedade do conhecimento.
Para finalizar, os autores propõem uma agenda com medidas necessárias, como resgate a dimensão pública do Estado, reduzindo a força das corporações privadas, que visam interesses particulares; refazer as contas, ou seja, alocar os recursos financeiros, não apenas para visando o lucro mas também o fator social justo e ambientalmente sustentável; assegurar a renda básica, tirando a população da miséria, estimulando-os; assegurar o direito de ganhar a vida, dando acesso a um trabalho decente e socialmente útil, através dos recursos e conhecimentos técnicos disponíveis; reduzir a jornada de trabalho, deslocando para novos setores mais centrados no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e lazer, sem reduzir o bem estar ou a riqueza; favorecer a mudança do comportamento individual, pois como dito hoje pela professora Marina, devemos ser a mudança que queremos ver no mundo; racionalizar os sistemas de intermediação financeira, buscando a produtividade sistêmica de um recurso que é público; taxação das transações especulativas; repensar a lógica dos sistemas tributários; repensar a lógica orçamentária; facilitar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis e por fim, democratizar a comunicação, introduzindo uma cultura nova, outras visões de mundo, cultura diversificada e pluralismo.
O texto aborda as problemáticas enfrentadas pela população mundial atualmente dentro das esferas política, econômica, social e ambiental. Como o próprio texto denomina, estamos passando por uma “crise civilizatória”, e só a percebemos como crise, quando a água já estava em nossos pescoços, ou seja, quase imersos em seus problemas. Os autores dispõem os fatos de modo que fica bem claro que o capitalismo se sustenta para manter os 20% da população mais rica a nível mundial, cada vez mais cheia de bens e de dinheiro. Enquanto isso, o restante da população se endivida para manter um consumismo desenfreado que os próprios consumidores não têm condições financeiras para manter. Como foi debatido em sala sobre este aspecto, prefere-se gastar um dinheiro que não se tem apenas para obter a televisão mais nova e mais cara do mercado.
ResponderExcluirDe certo modo, o texto aborda os efeitos negativos da globalização e do capitalismo, que vêm trazendo desigualdades, jornadas de trabalho extremamente longas e cansativas, exploração de recursos naturais, etc. Assim como foi debatido em sala de aula, o capitalismo não busca a saúde do trabalhador, o seu bem-estar dentro e a fora da empresa. O que é visado dentro do modelo econômico vigente é a rápida produção e a capacidade de compra do mercado. Os detentores de maior renda não são tão afetados pelos dados que o texto traz, pois eles possuem sua qualidade de vida, saúde e educação intactos, pois têm dinheiro. Diferente da população que busca serviços públicos – a nível mundial – e encontra um acesso escasso a condições básicas ou simplesmente não encontram. Os dados apresentados pelo próprio texto demonstram a imensa desigualdade: enquanto são oferecidos 6 bilhões de dólares para educação básica, 8 bilhões vão para o financiamento de pesquisa/produção da indústria de cosméticos nos Estados Unidos da América.
Para manter esse consumismo, as indústrias tem que produzir, matéria prima tem que ser gerada e a mão de obra deve ser barata. Para tanto, usa-se dos recursos naturais como se fossem infinitos, gastando milhões para destruir, porém ganhando outros milhões por ter destruído. Como foi dito em sala de aula no debate e no próprio texto, as grandes indústrias, para terem seus lucros e seus recursos, negam os efeitos do aquecimento global, negam a culpa e a ajuda para diminuir os efeitos dessa destruição. No final das contas, a movimentação de dinheiro que este desastre gerou deve compensar. Mas um ponto prático que o texto toca é: este dinheiro vai para as mãos das grandes empresas, enquanto, na verdade, deveria retornar para os estados, cidades e municípios, ou seja, promover soluções sistêmicas.
Com o debate realizado em sala e os dados do texto, pode-se ver que os gestores públicos deveriam trabalhar em conjunto com a população, oferecendo recursos e subsídios para necessidades primárias e para demonstrar a potencialidade da parcela da população que não tem entrada no mercado de trabalho que é contabilizado em pesquisas, pois não tem oportunidades de educação ou emprego. As falas no debate e o texto demonstram que investir na potencialidade de trabalho do indivíduo é benéfico para ele e para a economia.
Com a velocidade dos avanços tecnológicos que temos hoje, apenas uma pequena parcela da população tem acesso às notícias e avanços científicos, uma vez que os meios de comunicação colocam seu maior foco em noticiar tragédias e violência. Porém, a ciência e seus avanços não são divulgados e muito menos escritos em uma linguagem que possa ser acessível a um restante leigo da população. Percebe-se, então, que o estilo de vida atual é feito pra que tem dinheiro, de modo que, quem não tem, é excluído de direitos básicos (saúde, educação) e até mesmo de uma qualidade de vida dentro e fora do seu meio de trabalho.
Por fim, o texto aponta para a necessidade de se reduzir o poder das corporações privadas e resgatar o poder regulador do estado e, juntamente com a população, tomar decisões, planejar e colocar em prática ideias e ações realista, buscando uma produtividade sistêmica dos recursos públicos.